Recentemente, notícias sobre a venda de petróleo da Venezuela pelos EUA têm gerado bastante discussão no mercado, à primeira vista essa questão não parece ter relação com ativos criptográficos, mas os traders atentos ao macro já começaram a montar o quebra-cabeça.
A lógica central é bem direta: US$ 29,5 bilhões em petróleo sendo despejados no mercado com o objetivo de reduzir o preço do petróleo e, assim, conter a inflação. Assim que os dados de inflação começarem a recuar, a probabilidade de o Federal Reserve cortar taxas de juros aumentará. A experiência histórica mostra que, em ambientes de liquidez mais frouxa, ativos de alto risco como o Bitcoin tendem a reagir primeiro. O mercado já está bastante perspicaz e muitos investidores institucionais incorporaram essa variável macro nas suas expectativas de alocação de ativos.
Mais interessante ainda é a reação em cadeia na cadeia produtiva. O custo do petróleo afeta diretamente o sistema de precificação de energia global, e o custo de mineração de Bitcoin depende principalmente da tarifa de eletricidade. A repressão no preço do petróleo significa que, por um período, os custos de mineração podem continuar a diminuir. Quando as margens dos mineradores melhorarem, a pressão de venda na rede diminuirá, aumentando a estabilidade de todo o ecossistema. Instituições de análise de dados já quantificaram essa cadeia.
Claro que há vozes mais cautelosas questionando. Atualmente, a produção diária de petróleo da Venezuela caiu para menos de 1% da produção global, e a maior parte é petróleo de alta viscosidade, o que levanta dúvidas sobre quão grande impacto essa situação pode ter na volatilidade do preço do petróleo globalmente no curto prazo. No final das contas, os principais fatores que impulsionaram o Bitcoin de US$ 40.000 para US$ 60.000 ainda vêm de alguns fatores: fluxo líquido real de fundos institucionais, mudanças nas expectativas regulatórias e ambientais, e o efeito de transbordamento do entusiasmo pelo setor de tecnologia. O evento relacionado ao petróleo é mais um catalisador de entusiasmo do que um fator fundamental decisivo.
Porém, há uma variável oculta que merece atenção. Há rumores de que o governo venezuelano pode estar secretamente detendo mais de 600 mil Bitcoins em uma espécie de "reserva sombra", que, ao preço atual, equivale a quase US$ 40 bilhões. Se as sanções econômicas dos EUA contra a Venezuela se aprofundarem, essa quantidade de ativos poderia ser congelada, confiscada ou até mesmo vendida à força. O risco dessa possibilidade pode ser muito maior do que o impacto inflacionário de 50 milhões de barris de petróleo.
No curto prazo, o humor do mercado seguirá as oscilações das notícias macroeconômicas. No longo prazo, a melhora na estrutura de custos certamente aumentará a resiliência de todo o ecossistema. Mas essa "conta sombra de Bitcoin" ainda paira como uma espada de Dâmocles sobre o mercado. No jogo geopolítico, a segurança dos ativos às vezes é mais importante do que as oscilações de preço.
O que vocês acham? Qual a probabilidade de essa reserva potencial de Bitcoin da Venezuela realmente existir? E, se envolver sanções internacionais, como o mercado reagirá?
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Recentemente, notícias sobre a venda de petróleo da Venezuela pelos EUA têm gerado bastante discussão no mercado, à primeira vista essa questão não parece ter relação com ativos criptográficos, mas os traders atentos ao macro já começaram a montar o quebra-cabeça.
A lógica central é bem direta: US$ 29,5 bilhões em petróleo sendo despejados no mercado com o objetivo de reduzir o preço do petróleo e, assim, conter a inflação. Assim que os dados de inflação começarem a recuar, a probabilidade de o Federal Reserve cortar taxas de juros aumentará. A experiência histórica mostra que, em ambientes de liquidez mais frouxa, ativos de alto risco como o Bitcoin tendem a reagir primeiro. O mercado já está bastante perspicaz e muitos investidores institucionais incorporaram essa variável macro nas suas expectativas de alocação de ativos.
Mais interessante ainda é a reação em cadeia na cadeia produtiva. O custo do petróleo afeta diretamente o sistema de precificação de energia global, e o custo de mineração de Bitcoin depende principalmente da tarifa de eletricidade. A repressão no preço do petróleo significa que, por um período, os custos de mineração podem continuar a diminuir. Quando as margens dos mineradores melhorarem, a pressão de venda na rede diminuirá, aumentando a estabilidade de todo o ecossistema. Instituições de análise de dados já quantificaram essa cadeia.
Claro que há vozes mais cautelosas questionando. Atualmente, a produção diária de petróleo da Venezuela caiu para menos de 1% da produção global, e a maior parte é petróleo de alta viscosidade, o que levanta dúvidas sobre quão grande impacto essa situação pode ter na volatilidade do preço do petróleo globalmente no curto prazo. No final das contas, os principais fatores que impulsionaram o Bitcoin de US$ 40.000 para US$ 60.000 ainda vêm de alguns fatores: fluxo líquido real de fundos institucionais, mudanças nas expectativas regulatórias e ambientais, e o efeito de transbordamento do entusiasmo pelo setor de tecnologia. O evento relacionado ao petróleo é mais um catalisador de entusiasmo do que um fator fundamental decisivo.
Porém, há uma variável oculta que merece atenção. Há rumores de que o governo venezuelano pode estar secretamente detendo mais de 600 mil Bitcoins em uma espécie de "reserva sombra", que, ao preço atual, equivale a quase US$ 40 bilhões. Se as sanções econômicas dos EUA contra a Venezuela se aprofundarem, essa quantidade de ativos poderia ser congelada, confiscada ou até mesmo vendida à força. O risco dessa possibilidade pode ser muito maior do que o impacto inflacionário de 50 milhões de barris de petróleo.
No curto prazo, o humor do mercado seguirá as oscilações das notícias macroeconômicas. No longo prazo, a melhora na estrutura de custos certamente aumentará a resiliência de todo o ecossistema. Mas essa "conta sombra de Bitcoin" ainda paira como uma espada de Dâmocles sobre o mercado. No jogo geopolítico, a segurança dos ativos às vezes é mais importante do que as oscilações de preço.
O que vocês acham? Qual a probabilidade de essa reserva potencial de Bitcoin da Venezuela realmente existir? E, se envolver sanções internacionais, como o mercado reagirá?