Há uma história que circula no mundo crypto — uma plataforma de educação criada por CZ por tédio, que gerou uma moeda meme criada espontaneamente pela comunidade, e essa moeda arrecadou 900.000 dólares para caridade em 12 horas. Isso soa como uma história de marketing perfeita, mas os problemas ocultos por trás disso merecem reflexão.
Do 0 a 1000 vezes de loucura
A história começa em março de 2024, quando CZ mencionou casualmente no Twitter que queria criar uma plataforma de educação gratuita – Giggle Academy. A intenção era pura: mais de 1 bilhão de crianças em todo o mundo não conseguem ir à escola, especialmente na região da África. Em vez de gastar dinheiro construindo escolas, é melhor utilizar os smartphones já disseminados e a aprendizagem gamificada, permitindo que as crianças aprendam habilidades enquanto brincam e ganham dinheiro. Essa lógica é bastante prática.
O ponto de viragem veio a 21 de setembro — a Giggle Academy anunciou que aceita doações em criptomoeda. A comunidade não esperou pela reação oficial e criou por conta própria o token GIGGLE. O mecanismo é muito interessante: cada transação tem uma taxa de 5%, 100% vai para o contrato inteligente GiggleFund.
Resultado: mais de 1 milhão de dólares arrecadados em 24 horas, dos quais 90% vieram de impostos sobre transações. Até o próprio CZ ficou chocado e mudou de ideia: “Isto mudou completamente a minha visão sobre memes.” No mesmo dia, a capitalização de mercado da GIGGLE disparou para 50 milhões de dólares.
O enredo depois é tumultuado - em 25 de setembro, a conta oficial foi hackeada, e o valor de mercado caiu 60%, abaixo de 10 milhões; em 3 de outubro, foi listado na Binance Alpha; em 9 de outubro, os contratos futuros foram introduzidos; em 25 de outubro, após o lançamento do mercado à vista, o preço da moeda ultrapassou 300 dólares, e o valor de mercado alcançou 300 milhões de dólares; em 4 de novembro, caiu novamente para 50 dólares. Até meados de novembro deste ano, o GIGGLE se recuperou do seu ponto mais baixo, mantendo ainda um valor de mercado de centenas de milhões.
Dilema: A caridade se tornou um modelo financeiro
Aqui surgiu uma paradoxo interessante.
A lógica superficial é bonita: quanto maior o preço da moeda → mais ativa a negociação → mais fluxo de tax para o fundo de caridade → mais recursos educacionais para as crianças. Parece um ciclo positivo.
Mas a lógica da realidade é mais complexa: a alta dos preços das moedas atrai especuladores, não apoiantes da educação. Quando no dia 4 de novembro a Binance anunciou que iria destinar 50% das taxas de negociação à vista/contrato para o Giggle Fund, e que a equipe do projeto usaria metade para recomprar e queimar moedas, esta história passou de “caridade educacional” para “mecanismo de suporte ao token”.
Em outras palavras — os recursos educacionais que as crianças recebem estão essencialmente baseados nos interesses dos detentores de moeda. O que acontece quando o preço do GIGGLE cai? O tamanho do fundo de caridade diminui. O que acontece quando os especuladores saem? Todo o sistema pode colapsar.
O que esta operação significa
Os memes já não são apenas especulação. Estão à procura de “legitimidade” — obtendo suporte narrativo através da ligação a significados sociais (educação, caridade). GIGGLE tornou-se o exemplo deste experimento.
O papel das grandes bolsas mudou. A Binance não é apenas um local de negociação, agora está ativamente envolvida no design ecológico da moeda - impulsionando a estabilidade do preço da moeda através da partilha de taxas de transação, e assim, promovendo a arrecadação de fundos para caridade. Este é um novo tipo de “cooperação mútua”.
O risco ainda é enorme. Qualquer projeto de caridade que dependa do preço da moeda é, em essência, uma aposta de que o preço da moeda não vai colapsar. Historicamente, a maioria dos memes acaba indo a zero. Quando o GIGGLE for a zero, o que acontecerá com os fundos que fluíram para o Giggle Fund?
Últimas reflexões
A história do GIGGLE não é para negar o valor da caridade ou da educação, mas sim para lembrar: quando o bem e o interesse se entrelaçam, é necessário um mecanismo mais transparente.
As perguntas a serem feitas incluem: como rastrear o uso dos fundos do Giggle Fund? Como quantificar o progresso real dos projetos educacionais? Como garantir os fundos de caridade se o preço da moeda permanecer baixo a longo prazo? Os detentores de moeda da comunidade estão investindo no futuro ou apostando em uma promessa que será cumprida?
A intenção original de CZ pode ter sido boa, mas quando as memes se tornaram o principal canal de arrecadação, o projeto entrou em um território desconhecido — um território que possui tanto o brilho da caridade quanto as sombras da especulação.
Como serão avaliados historicamente os projetos que operam neste modo misto? Estamos ansiosos para ver.
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Do sonho educacional à moeda mil vezes: como a GIGGLE está a agitar a fronteira entre a caridade e a especulação
Há uma história que circula no mundo crypto — uma plataforma de educação criada por CZ por tédio, que gerou uma moeda meme criada espontaneamente pela comunidade, e essa moeda arrecadou 900.000 dólares para caridade em 12 horas. Isso soa como uma história de marketing perfeita, mas os problemas ocultos por trás disso merecem reflexão.
Do 0 a 1000 vezes de loucura
A história começa em março de 2024, quando CZ mencionou casualmente no Twitter que queria criar uma plataforma de educação gratuita – Giggle Academy. A intenção era pura: mais de 1 bilhão de crianças em todo o mundo não conseguem ir à escola, especialmente na região da África. Em vez de gastar dinheiro construindo escolas, é melhor utilizar os smartphones já disseminados e a aprendizagem gamificada, permitindo que as crianças aprendam habilidades enquanto brincam e ganham dinheiro. Essa lógica é bastante prática.
O ponto de viragem veio a 21 de setembro — a Giggle Academy anunciou que aceita doações em criptomoeda. A comunidade não esperou pela reação oficial e criou por conta própria o token GIGGLE. O mecanismo é muito interessante: cada transação tem uma taxa de 5%, 100% vai para o contrato inteligente GiggleFund.
Resultado: mais de 1 milhão de dólares arrecadados em 24 horas, dos quais 90% vieram de impostos sobre transações. Até o próprio CZ ficou chocado e mudou de ideia: “Isto mudou completamente a minha visão sobre memes.” No mesmo dia, a capitalização de mercado da GIGGLE disparou para 50 milhões de dólares.
O enredo depois é tumultuado - em 25 de setembro, a conta oficial foi hackeada, e o valor de mercado caiu 60%, abaixo de 10 milhões; em 3 de outubro, foi listado na Binance Alpha; em 9 de outubro, os contratos futuros foram introduzidos; em 25 de outubro, após o lançamento do mercado à vista, o preço da moeda ultrapassou 300 dólares, e o valor de mercado alcançou 300 milhões de dólares; em 4 de novembro, caiu novamente para 50 dólares. Até meados de novembro deste ano, o GIGGLE se recuperou do seu ponto mais baixo, mantendo ainda um valor de mercado de centenas de milhões.
Dilema: A caridade se tornou um modelo financeiro
Aqui surgiu uma paradoxo interessante.
A lógica superficial é bonita: quanto maior o preço da moeda → mais ativa a negociação → mais fluxo de tax para o fundo de caridade → mais recursos educacionais para as crianças. Parece um ciclo positivo.
Mas a lógica da realidade é mais complexa: a alta dos preços das moedas atrai especuladores, não apoiantes da educação. Quando no dia 4 de novembro a Binance anunciou que iria destinar 50% das taxas de negociação à vista/contrato para o Giggle Fund, e que a equipe do projeto usaria metade para recomprar e queimar moedas, esta história passou de “caridade educacional” para “mecanismo de suporte ao token”.
Em outras palavras — os recursos educacionais que as crianças recebem estão essencialmente baseados nos interesses dos detentores de moeda. O que acontece quando o preço do GIGGLE cai? O tamanho do fundo de caridade diminui. O que acontece quando os especuladores saem? Todo o sistema pode colapsar.
O que esta operação significa
Os memes já não são apenas especulação. Estão à procura de “legitimidade” — obtendo suporte narrativo através da ligação a significados sociais (educação, caridade). GIGGLE tornou-se o exemplo deste experimento.
O papel das grandes bolsas mudou. A Binance não é apenas um local de negociação, agora está ativamente envolvida no design ecológico da moeda - impulsionando a estabilidade do preço da moeda através da partilha de taxas de transação, e assim, promovendo a arrecadação de fundos para caridade. Este é um novo tipo de “cooperação mútua”.
O risco ainda é enorme. Qualquer projeto de caridade que dependa do preço da moeda é, em essência, uma aposta de que o preço da moeda não vai colapsar. Historicamente, a maioria dos memes acaba indo a zero. Quando o GIGGLE for a zero, o que acontecerá com os fundos que fluíram para o Giggle Fund?
Últimas reflexões
A história do GIGGLE não é para negar o valor da caridade ou da educação, mas sim para lembrar: quando o bem e o interesse se entrelaçam, é necessário um mecanismo mais transparente.
As perguntas a serem feitas incluem: como rastrear o uso dos fundos do Giggle Fund? Como quantificar o progresso real dos projetos educacionais? Como garantir os fundos de caridade se o preço da moeda permanecer baixo a longo prazo? Os detentores de moeda da comunidade estão investindo no futuro ou apostando em uma promessa que será cumprida?
A intenção original de CZ pode ter sido boa, mas quando as memes se tornaram o principal canal de arrecadação, o projeto entrou em um território desconhecido — um território que possui tanto o brilho da caridade quanto as sombras da especulação.
Como serão avaliados historicamente os projetos que operam neste modo misto? Estamos ansiosos para ver.