Swaps de tokens tornaram-se uma parte integrante do ecossistema cripto. Quando um projeto necessita de atualização, mudança de blockchain ou modernização de funcionalidades, surge a necessidade de substituir ativos. É exatamente isso que representa um swap — um mecanismo de troca de um ativo digital por outro sob condições estabelecidas.
Como funciona a troca de ativos no mundo cripto
O swap implica na substituição de um token antigo por um novo sem uma compra e venda convencional. O utilizador perde a relevância do ativo antigo, recebendo em troca um novo. Dependendo do cenário de implementação, isso pode acontecer de várias formas:
O proprietário envia tokens para uma conta especial e recebe imediatamente novos ativos
A administração do serviço (bolsa, carteira) realiza automaticamente a troca no depósito
O novo ativo é creditado diretamente, enquanto o antigo permanece na conta, mas torna-se inutilizável no projeto
O processo pode ocorrer tanto dentro de uma mesma rede quanto entre diferentes blockchains.
Exemplo real: história do BNB
Um exemplo claro de um swap bem-sucedido é a evolução do BNB. O token foi lançado em 2017 como padrão ERC-20 na Ethereum, mas em 2019 os desenvolvedores decidiram migrá-lo para a blockchain nativa recém-criada Binance Chain (agora BNB Chain). Foi iniciado um swap massivo de tokens ERC-20 para BEP-2. Muitos detentores seguem essa transição, embora alguns ainda mantenham BNB na Ethereum — o swap continua.
Quando surge a necessidade de swaps
Projetos recorrem a esse mecanismo em várias situações principais:
Atualização e modernização. Os desenvolvedores podem alterar o ticker, funcionalidades ou características técnicas do token, exigindo a substituição da versão antiga.
Migração para uma nova blockchain. Quando um projeto decide abandonar a rede atual e migrar para outra, todo o ativo é transferido via swap.
Reestruturação da economia. Mudanças nos modelos de emissão, condições de staking ou outros parâmetros econômicos frequentemente requerem a emissão de um novo ativo.
Fusão ou divisão de projetos. Em fusões ou splits, um novo token é criado e trocado pelo anterior.
Tipos de swaps e ferramentas de troca
Na análise cripto, distinguem-se vários tipos de mecanismos de troca, dependendo da escala e das soluções técnicas.
Swap atômico
É uma troca descentralizada de criptomoedas entre dois contrapartes sem intermediário. Contratos inteligentes garantem que ambas as partes cumpram as suas obrigações. Os utilizadores acordam o preço e a quantidade de ativos, e o sistema executa automaticamente a transação dupla.
Pontes cross-chain
A tecnologia permite mover ativos entre blockchains independentes. Existem pontes especializadas para:
transferência de tokens de diferentes padrões (ERC-20, BEP-20)
transferência de criptomoedas construídas com tecnologias distintas (Bitcoin, Ethereum, Polkadot)
ligação entre soluções de segunda camada (Arbitrum, Optimism)
As pontes utilizam tokens embrulhados, pools de liquidez e nós de retransmissão para garantir o processo.
Tokens embrulhados
São representantes digitais da criptomoeda original numa outra blockchain. Por exemplo, o wBTC é um token ERC-20 que reflete o valor do Bitcoin original. A organização custodiante (organização-guardião) mantém a moeda base enquanto o utilizador mantém o ativo embrulhado.
O mecanismo é simples: o trader envia as suas moedas para a conta do custodiante, recebendo em troca uma quantidade equivalente de uma versão embrulhada. Esses ativos podem ser utilizados para negociação em exchanges descentralizadas e para aumentar a interoperabilidade entre diferentes redes.
Terminologia no contexto de swaps
No espaço das criptomoedas, existe alguma confusão terminológica. “Swap”, “migração de tokens” e “coin-swap” são frequentemente usados como sinónimos, embora tecnicamente possam diferir. Migração é o processo de transição entre blockchains, enquanto swap é um acordo direto de troca de ativos. No entanto, para os utilizadores, isso, na essência, significa a mesma coisa: substituir um ativo antigo por um novo.
Forks: semelhante, mas com lógica diferente
Soft fork e hard fork têm semelhanças com swaps, mas diferem fundamentalmente. Um soft fork é uma alteração no código da rede sem mudanças no próprio token. Um hard fork é uma reestruturação radical que cria uma nova blockchain incompatível com a anterior, com uma nova criptomoeda. Ao contrário dos swaps, os forks não envolvem uma substituição direta de um ativo por outro — eles alteram a arquitetura do sistema.
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Troca de tokens: como e porquê realizar a troca de ativos digitais
Swaps de tokens tornaram-se uma parte integrante do ecossistema cripto. Quando um projeto necessita de atualização, mudança de blockchain ou modernização de funcionalidades, surge a necessidade de substituir ativos. É exatamente isso que representa um swap — um mecanismo de troca de um ativo digital por outro sob condições estabelecidas.
Como funciona a troca de ativos no mundo cripto
O swap implica na substituição de um token antigo por um novo sem uma compra e venda convencional. O utilizador perde a relevância do ativo antigo, recebendo em troca um novo. Dependendo do cenário de implementação, isso pode acontecer de várias formas:
O processo pode ocorrer tanto dentro de uma mesma rede quanto entre diferentes blockchains.
Exemplo real: história do BNB
Um exemplo claro de um swap bem-sucedido é a evolução do BNB. O token foi lançado em 2017 como padrão ERC-20 na Ethereum, mas em 2019 os desenvolvedores decidiram migrá-lo para a blockchain nativa recém-criada Binance Chain (agora BNB Chain). Foi iniciado um swap massivo de tokens ERC-20 para BEP-2. Muitos detentores seguem essa transição, embora alguns ainda mantenham BNB na Ethereum — o swap continua.
Quando surge a necessidade de swaps
Projetos recorrem a esse mecanismo em várias situações principais:
Atualização e modernização. Os desenvolvedores podem alterar o ticker, funcionalidades ou características técnicas do token, exigindo a substituição da versão antiga.
Migração para uma nova blockchain. Quando um projeto decide abandonar a rede atual e migrar para outra, todo o ativo é transferido via swap.
Reestruturação da economia. Mudanças nos modelos de emissão, condições de staking ou outros parâmetros econômicos frequentemente requerem a emissão de um novo ativo.
Fusão ou divisão de projetos. Em fusões ou splits, um novo token é criado e trocado pelo anterior.
Tipos de swaps e ferramentas de troca
Na análise cripto, distinguem-se vários tipos de mecanismos de troca, dependendo da escala e das soluções técnicas.
Swap atômico
É uma troca descentralizada de criptomoedas entre dois contrapartes sem intermediário. Contratos inteligentes garantem que ambas as partes cumpram as suas obrigações. Os utilizadores acordam o preço e a quantidade de ativos, e o sistema executa automaticamente a transação dupla.
Pontes cross-chain
A tecnologia permite mover ativos entre blockchains independentes. Existem pontes especializadas para:
As pontes utilizam tokens embrulhados, pools de liquidez e nós de retransmissão para garantir o processo.
Tokens embrulhados
São representantes digitais da criptomoeda original numa outra blockchain. Por exemplo, o wBTC é um token ERC-20 que reflete o valor do Bitcoin original. A organização custodiante (organização-guardião) mantém a moeda base enquanto o utilizador mantém o ativo embrulhado.
O mecanismo é simples: o trader envia as suas moedas para a conta do custodiante, recebendo em troca uma quantidade equivalente de uma versão embrulhada. Esses ativos podem ser utilizados para negociação em exchanges descentralizadas e para aumentar a interoperabilidade entre diferentes redes.
Terminologia no contexto de swaps
No espaço das criptomoedas, existe alguma confusão terminológica. “Swap”, “migração de tokens” e “coin-swap” são frequentemente usados como sinónimos, embora tecnicamente possam diferir. Migração é o processo de transição entre blockchains, enquanto swap é um acordo direto de troca de ativos. No entanto, para os utilizadores, isso, na essência, significa a mesma coisa: substituir um ativo antigo por um novo.
Forks: semelhante, mas com lógica diferente
Soft fork e hard fork têm semelhanças com swaps, mas diferem fundamentalmente. Um soft fork é uma alteração no código da rede sem mudanças no próprio token. Um hard fork é uma reestruturação radical que cria uma nova blockchain incompatível com a anterior, com uma nova criptomoeda. Ao contrário dos swaps, os forks não envolvem uma substituição direta de um ativo por outro — eles alteram a arquitetura do sistema.