Declínio dos preços das commodities: Como afeta as taxas de remuneração e os investimentos?

A queda de preços não é uma notícia boa, na maior parte estamos enfrentando uma estagnação econômica

Quando se fala de economia, há duas palavras que são frequentemente mencionadas: inflação e deflação. Geralmente ouvimos alertas sobre a inflação, mas o oposto—que os preços caem—é um problema econômico igualmente sério.

Se a inflação é uma situação em que os preços sobem continuamente, reduzindo o poder de compra, então a deflação (Deflation) é exatamente o oposto: os preços de bens e serviços caem de forma contínua, a nível geral de preços fica negativo. As pessoas terão maior poder de compra, mas de uma forma diferente do que se pensa—pois a redução de preços costuma vir acompanhada de problemas como desemprego, renda mais baixa e recessão econômica geral.

Por que ocorre a deflação e ela é realmente pior que a inflação?

A deflação tem várias causas:

1. Diminuição da demanda: Quando as pessoas perdem a confiança no futuro, param de comprar, fazendo a demanda por bens diminuir. Assim, as empresas precisam reduzir preços para estimular as vendas.

2. Quantidade de dinheiro na economia insuficiente: Se o banco central não libera dinheiro suficiente na economia, o dólar (ou qualquer moeda) valoriza-se, mas a atividade econômica para.

3. Políticas governamentais equivocadas: Aumento excessivo de impostos, restrição de crédito ou decisões fiscais inadequadas podem levar à recessão.

Exemplo histórico claro: A Grande Depressão (1929-1932) nos EUA foi a mais severa—queda do PIB de 15%, taxa de desemprego chegando a 23%, e queda de mais de 60% nos preços agrícolas. Esse impacto durou até a Segunda Guerra Mundial. Não são apenas números—é um estado em que a economia fica presa em um ciclo: preços caem → empresas reduzem empregos → desemprego aumenta → demanda diminui ainda mais → preços continuam caindo.

Sinais de alerta de deflação: a Tailândia está em risco?

Os principais indicadores são:

Indicador Unidade Anterior Atual
Inflação geral %YoY -2.99 0.9
Preço do petróleo Dubai %YoY -55.3 5.4

Em abril de 2020, a Tailândia apresentou uma inflação negativa de -2.99%, a maior retração em 10 anos e 9 meses. Análises adicionais mostram que 70% dos bens e serviços tiveram preços estáveis ou até aumentaram—o que indica que a redução de preços não se espalhou por toda a economia.

Resumindo: a economia tailandesa ainda não entrou em uma deflação completa, mas está em alerta alto. O mercado global em 2023 cresceu apenas 2.7%, abaixo do período pré-COVID (3.0%). Além disso, o índice LEI (Global Leading Economic Index) mostra tendência de declínio contínuo, indicando maior risco de recessão global em 2023-2024.

O efeito dominó: quem é afetado pela deflação?

Beneficiados:

  • Pessoas com renda fixa (por mês): seu poder de compra aumenta
  • Credores: ao receberem de volta, o valor real do que emprestaram é maior

Perdedores:

  • Empresários e setor têxtil: lucros diminuem, lutando para manter empregos
  • Investidores em ações: mercado encolhe, valor das carteiras cai
  • Devedores: suas dívidas tornam-se “mais pesadas” em termos de valor real

Outro motivo pelo qual a deflação está ligada à recessão é a expectativa: quando as pessoas esperam que os preços continuem caindo, param de comprar, aguardando. Assim, as empresas precisam reduzir preços ainda mais para vender. Mas, em determinado ponto, elas não conseguem mais cortar custos, a economia para, as pessoas perdem empregos, o desemprego aumenta, e esse ciclo alimenta a deflação.

Como investir neste cenário?

Durante a deflação, investir é complicado, pois mesmo com a queda de preços, não há garantia de lucro fácil. Aqui estão algumas opções para investidores:

Títulos de dívida (Bonds)

Quando a economia desacelera, o banco central costuma reduzir as taxas de juros, o que aumenta o valor dos títulos emitidos anteriormente. Comprar títulos de alta qualidade (investment-grade) é uma escolha segura.

Ações de alta qualidade

Em mercados em baixa, deve-se optar por empresas que continuam gerando receita—normalmente negócios essenciais (Staples): alimentos, bebidas, saúde, utilidades (eletricidade, água). Essas empresas resistem melhor ao ciclo econômico.

Ouro

Em tempos de incerteza, investidores tendem a buscar um refúgio de valor tradicional. O ouro mantém seu valor, mesmo com juros zero (ou negativos). Investir em CFD de ouro permite especular tanto na alta quanto na baixa do preço.

Imóveis

Quando a economia está fraca, muitos vendedores querem transformar ativos em dinheiro, levando a uma forte queda nos preços imobiliários. Se tivermos liquidez, podemos comprar ativos mais baratos e esperar a recuperação.

Dinheiro em espécie

Na deflação, o dinheiro de verdade tem alto poder de compra. Manter dinheiro em caixa pode ser a melhor proteção, aguardando boas oportunidades.

Ativos digitais e DeFi

Estes estão mudando o jogo para investidores modernos. Bitcoin, Ethereum e criptomoedas são vistos como “ouro digital” em tempos de incerteza na política monetária. Criptos não dependem de instituições financeiras.

Stablecoins (moedas atreladas ao dólar) oferecem estabilidade, enquanto protocolos DeFi permitem gerar retorno por meio de fornecimento de liquidez (Liquidity Farming) ou staking—com juros às vezes superiores aos bancos tradicionais.

Investir em imóveis digitais e NFTs de ativos com valor também é uma alternativa.

Medidas e planos de ação

Se a economia desacelera, o setor privado e o governo farão o quê?

  1. Banco Central: reduzirá as taxas de juros, aumentará a liquidez, fará (Quantitative Easing) (injeção de dinheiro)
  2. Governo: reduzirá impostos, aumentará gastos públicos, incentivará investimentos, reduzirá tarifas (água, luz)
  3. Empresários: adotam novas tecnologias para reduzir custos ou pivotar seus negócios

O que os investidores devem fazer?

  • Diversificar seus recursos (Diversification)
  • Manter reserva de 20-30% em dinheiro
  • Estudar empresas sólidas
  • Investir em ativos não correlacionados (Uncorrelated)—ouro, cripto, títulos de dívida, ações de qualidade

Resumo rápido

Deflação e inflação são problemas diferentes, mas ambos representam desafios. A deflação ocorre quando a economia para de crescer, os preços caem, há desemprego e o ciclo não se encerra.

Investir neste momento exige cautela; nem tudo que cai é oportunidade. Algumas empresas não se recuperam, e algumas ações continuam caindo.

Por isso, investidores devem:

  • Estudar bem os balanços
  • Observar tendências globais, não só locais
  • Ter planos diversos
  • Não apostar apenas na queda

No entanto, muitos clientes estão voltando sua atenção para Bitcoin, Ethereum e ativos digitais—pois eles não dependem de instituições financeiras tradicionais e podem ser uma proteção eficaz em tempos de incerteza financeira.


Nota: Investir envolve riscos. Sempre estude antes de tomar decisões.

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