Iniciante em investimento em ações? Primeiro esclareça estas cinco questões

Muitas pessoas, ao ouvirem “investir em ações”, ficam com medo, achando que é coisa de apostador. Mas na verdade, ações não passam de um documento de direito, o mais importante é como você as usa.

O que são, afinal, ações?

Imagine que você e um amigo abriram um restaurante, o negócio vai bem e querem expandir. Uma opção é pegar um empréstimo no banco (isso é financiamento indireto), outra é dividir o restaurante em 100 partes e vendê-las para 50 pessoas, cada uma comprando 2 partes (isso é financiamento direto — ações). Quem compra ações torna-se acionista, possui uma parte do restaurante, tem direito de participar da assembleia de acionistas e também de compartilhar os lucros.

Na essência, investir em ações é comprar uma parte da propriedade de uma empresa.

Se você possui 1% de uma empresa, isso significa que tem 1% dos ativos e 1% do direito de voto. Parece bom, né? Mas o problema é que esse direito só se realiza realmente na liquidação da empresa. Se a empresa falir, primeiro os credores recebem, depois os funcionários recebem suas indenizações, e só então os acionistas. Na maioria das vezes, os acionistas comuns conseguem recuperar uma quantia mínima.

Portanto, não espere ficar rico da noite para o dia. As principais formas de ganhar dinheiro com ações são duas:

Primeiro: ganhar com a diferença de preço — comprar barato e vender caro; segundo: dividendos — quando a empresa lucra, ela distribui uma parte aos acionistas periodicamente. Mas, na prática, muitas empresas mesmo lucrando não distribuem dividendos. Por quê? Porque para os acionistas isso não é tão relevante — se a empresa lucra 1 bilhão, o valor das ações na sua conta aumenta, distribuir dividendos só transforma esse lucro virtual em dinheiro real, sem alterar o valor total.

Do que realmente depende o preço das ações?

Pergunte a um investidor iniciante: “Por que o preço das ações sobe ou desce?” — e provavelmente ouvirá: “Porque a empresa lucra, sobe; se perde, cai.” Essa resposta parece lógica, mas na verdade, não captura o ponto principal.

Quem realmente determina o preço das ações é a oferta e a demanda.

O valor de 10 reais por ação que você vê na plataforma é o último preço de negociação. Na parte inferior, estão as ordens de compra (quem quer comprar e quanto), na parte superior, as ordens de venda (quem quer vender e quanto). Cada compra ou venda que você faz influencia esse preço.

Por exemplo: alguém colocou uma ordem de venda de 500 ações a 10,5 reais. Você compra tudo de uma vez, o preço de negociação passa a ser 10,5. O preço sobe. Se você começar a vender freneticamente, o preço cai.

Por que dizem que “o preço sobe com lucro da empresa”? Porque boas notícias fazem os investidores ficarem otimistas com a empresa, a expectativa melhora, mais pessoas querem comprar, e as ordens de compra vão ficando mais altas. O contrário também vale. Mas às vezes acontece o contrário — a empresa lucra, mas os grandes acionistas precisam de dinheiro rápido, vendem muitas ações, e o preço cai.

Resumindo: independentemente de notícias ou expectativas, tudo se reflete na força relativa entre compradores e vendedores, e isso muda o preço das ações.

Como o povo comum deve investir em ações?

Hoje, há alguns caminhos:

Primeiro: investir em fundos (a opção mais preguiçosa)

Não quer escolher ações? Deixe uma instituição especializada fazer isso por você, invista em fundos. A vantagem é diversificação, a desvantagem é pagar taxas de administração, e o retorno costuma ser mediano. Indicado para quem não quer entender de mercado.

Segundo: comprar ações diretamente

Dividido em duas categorias. Uma: ações de empresas que ainda não abriram capital, com risco e retorno altos, difícil para o investidor comum. Duas: ações de empresas já listadas na bolsa, que é a maioria. No caso de Taiwan, por exemplo, há 944 empresas listadas, todas com bom desempenho.

As ações também podem ser ordinárias ou preferenciais. Ordinárias dão direito a voto e dividendos. Preferenciais parecem mais com títulos de dívida, pagam uma remuneração fixa, sem direito a voto, com risco menor e retorno menor.

Terceiro: operar com alavancagem (risco alto, retorno potencial alto)

Se não quer comprar ações direto, pode usar derivativos como contratos por diferença (CFDs). Assim, controla uma quantidade maior de ativos com menos dinheiro, podendo dobrar seu capital em um dia, mas também pode perder tudo. Requer alta tolerância ao risco.

Regras do jogo que você precisa saber antes de começar a negociar

Cada mercado tem suas regras. No caso de Taiwan:

  • Regra T+2: as ações compradas hoje só podem ser vendidas a partir do terceiro dia
  • Limite de variação diária: não pode subir ou cair mais de 10%
  • Horário de negociação: das 9h às 13h30
  • Unidade mínima: 1000 ações por lote, não dá para negociar frações
  • Índice de referência: Taiwan 50, que indica o movimento geral do mercado taiwanês

Nos EUA, as regras são diferentes — sem limite de variação diária, negociação T+0, mais flexível. Para investir em cada mercado, é preciso entender bem essas regras.

Armadilhas que o iniciante deve evitar ao investir em ações

Armadilha 1: acreditar em análise técnica

Tem livros por aí dizendo “segredos da análise técnica”. Mas 90% dessas coisas são besteira. Por quê? Imagine quatro pessoas jogando mahjong, o dinheiro na mesa é fixo (valor de mercado não muda), todos leram o mesmo livro de análise técnica e acham que vão ganhar de todos. Quem perde? Só quem entra com dinheiro novo ou a empresa realmente cresce. A análise técnica pode ajudar no curto prazo, mas não é uma fórmula mágica.

Armadilha 2: querer ficar rico rápido sem capital suficiente

Muitos jovens querem fazer seu primeiro milhão com ações, mas a estratégia de longo prazo é mais eficiente. Se você não tem paciência, acaba se tornando um especulador e perde tudo. Precisa de paciência, capital suficiente, ou ambos. Se não tem nenhum, ou continua acumulando, ou usa alavancagem — mas com risco maior.

Armadilha 3: seguir boatos

“Empresa vai abrir capital” ou “projeto vai decolar” — essas notícias aparecem o tempo todo. Mas, assim que a notícia vira pública, o dinheiro inteligente já entrou, você está só na última fase. Tentar ganhar com fofocas é caminho certo para perder dinheiro.

Como investir de verdade em ações?

Estratégia 1: investimento em valor (a longo prazo, precisa de capital)

Estude os dados financeiros, calcule o valor intrínseco, compre ações subvalorizadas e segure por anos. Funciona bem, mas exige: 1) dinheiro suficiente; 2) paciência; 3) conhecimento. O índice preço/lucro é uma métrica importante — se uma empresa tem P/L de 10, significa que o valor de mercado é 10 vezes o lucro anual de 1 bilhão, ou seja, leva 10 anos para recuperar o investimento só com lucros. Quanto menor, melhor.

Estratégia 2: trading de ondas (médio prazo, precisa de visão)

Não busca manter por anos, mas comprar na baixa e vender na alta, ganhando a diferença. Precisa entender o setor e o ritmo do mercado. Identificar ações em tendência de alta, entrar cedo, sair no topo. Parece fácil, mas na prática, a maioria fica presa ou compra no topo.

Estratégia 3: operar com alavancagem (curto prazo, precisa de controle emocional)

Usar pouco dinheiro para controlar posições maiores, buscando lucros rápidos com as oscilações do mercado. Mas o risco é multiplicado. Pode dobrar o capital em um dia, ou perder tudo. Só para quem consegue lidar com o risco.

Conhecimentos essenciais para o iniciante

Investir em ações não é sorte, é estudo:

  • Finanças: aprender a ler balanços, entender lucro, fluxo de caixa, endividamento
  • Psicologia do trading: o maior inimigo do investidor é ele mesmo — ganância e medo destroem estratégias
  • Tendências: entender ciclos econômicos e setoriais, saber quando o mercado está em alta
  • Gestão de risco: sempre colocar stop loss, nunca apostar tudo de uma vez

Última dica: investir em ações é como jogar mahjong — seu adversário é o banqueiro com muito dinheiro e os operadores experientes. Como iniciante, a única saída é aprender continuamente, evoluir, usar o conhecimento para compensar a falta de capital e experiência.

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