Diga uma verdade desconfortável: qualquer operação financeira que execute na blockchain acaba por não escapar às questões centrais da regulamentação — quem pode participar, até que ponto, quem é responsável em caso de problemas, como deixar rastros das transações, qual o procedimento de reporte.
Muitas pessoas ao verem o MiCA, o MiFID II, pensam em passar por cima, achando que é coisa do departamento jurídico. Mas o verdadeiro entrave não está em "usar blockchain ou não", e sim em "se essa cadeia consegue transformar conformidade regulatória em processos de transação executáveis".
A abordagem da Dusk é bem clara: transferir os fluxos de trabalho tradicionais do setor financeiro, que ainda operam em sistemas de caixa preta, para a blockchain, ao mesmo tempo em que mantém a conformidade regulatória, a privacidade dos contrapartes, a eficiência na execução e a certeza na liquidação final. Ainda mais importante — as regras de conformidade são escritas diretamente na camada do protocolo, permitindo que as instituições forcem a aplicação de regras de divulgação, KYC/AML, relatórios de auditoria, sem precisar de remediações posteriores.
Ao dividir o conceito de "conformidade na cadeia", na essência, estamos codificando obrigações reais em regras na blockchain.
**Dimensão de acesso**: quem tem direito de entrar, quem pode comprar determinados ativos, quem só pode visualizar os dados.
**Dimensão de restrição**: limites de posição, períodos de bloqueio na transferência, restrições regionais, diferentes níveis de permissão conforme o perfil do investidor.
**Dimensão pós-transação**: após a conclusão da transação, quais dados devem ser reportados a quem, dentro de qual janela de tempo, como garantir que os critérios de reporte sejam consistentes, auditáveis e totalmente rastreáveis.
Essa é a verdadeira "conformidade incorporada ao protocolo" — não colocar um aviso de isenção de responsabilidade, mas fazer da conformidade uma parte integrante da lógica de transação.
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GasDevourer
· 11h atrás
Integrar a conformidade no código parece uma boa ideia, mas será que realmente pode funcionar totalmente de forma automática? Ou ainda dependeremos de revisão manual para corrigir possíveis vulnerabilidades?
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ReverseTradingGuru
· 01-09 05:54
A conformidade realmente não consegue ser incorporada, por mais bem que se diga, não se pode escapar do destino centralizado
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BlockchainTherapist
· 01-09 05:49
A lógica é simples, mas não simplista: conformidade deveria ter sido incorporada no código há muito tempo. Não fique sempre esperando para limpar a bagunça depois.
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HalfPositionRunner
· 01-09 05:47
Basicamente, não conseguiram manter a fachada, e no final acabaram sendo obrigados a aceitar as restrições.
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SingleForYears
· 01-09 05:46
Caramba, isto é que é realmente fazer acontecer
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MeltdownSurvivalist
· 01-09 05:40
Concordar que a conformidade seja incorporada na camada de protocolo, mas, na verdade, ainda depende de os órgãos reguladores de cada país aceitarem ou não.
Diga uma verdade desconfortável: qualquer operação financeira que execute na blockchain acaba por não escapar às questões centrais da regulamentação — quem pode participar, até que ponto, quem é responsável em caso de problemas, como deixar rastros das transações, qual o procedimento de reporte.
Muitas pessoas ao verem o MiCA, o MiFID II, pensam em passar por cima, achando que é coisa do departamento jurídico. Mas o verdadeiro entrave não está em "usar blockchain ou não", e sim em "se essa cadeia consegue transformar conformidade regulatória em processos de transação executáveis".
A abordagem da Dusk é bem clara: transferir os fluxos de trabalho tradicionais do setor financeiro, que ainda operam em sistemas de caixa preta, para a blockchain, ao mesmo tempo em que mantém a conformidade regulatória, a privacidade dos contrapartes, a eficiência na execução e a certeza na liquidação final. Ainda mais importante — as regras de conformidade são escritas diretamente na camada do protocolo, permitindo que as instituições forcem a aplicação de regras de divulgação, KYC/AML, relatórios de auditoria, sem precisar de remediações posteriores.
Ao dividir o conceito de "conformidade na cadeia", na essência, estamos codificando obrigações reais em regras na blockchain.
**Dimensão de acesso**: quem tem direito de entrar, quem pode comprar determinados ativos, quem só pode visualizar os dados.
**Dimensão de restrição**: limites de posição, períodos de bloqueio na transferência, restrições regionais, diferentes níveis de permissão conforme o perfil do investidor.
**Dimensão pós-transação**: após a conclusão da transação, quais dados devem ser reportados a quem, dentro de qual janela de tempo, como garantir que os critérios de reporte sejam consistentes, auditáveis e totalmente rastreáveis.
Essa é a verdadeira "conformidade incorporada ao protocolo" — não colocar um aviso de isenção de responsabilidade, mas fazer da conformidade uma parte integrante da lógica de transação.