As grandes instituições financeiras tradicionais já não se contentam com pequenos testes em blockchains privadas. O JPMorgan Chase anunciou no início de 2026 um plano ambicioso: expandir o seu depósito de tokens JPM Coin para várias redes blockchain, incluindo a rede de privacidade prioritária Canton Network.
O banco pretende criar um sistema de moeda digital regulamentado e interoperável, utilizado para pagamentos institucionais quase instantâneos. Esta mudança significa que as finanças tradicionais estão a adotar o infrastructure de blockchain público a uma velocidade e profundidade sem precedentes.
Mudança Estratégica
De 2025 a 2026, o processo de digitalização do setor bancário global passou da fase de prova de conceito para uma aplicação comercial em escala. O JPMorgan Chase, como líder, tem um ritmo particularmente claro. Em junho de 2025, o JPMorgan lançou pela primeira vez, na rede Layer 2 de Ethereum chamada Base, desenvolvida pela Coinbase, o JPM Coin para clientes institucionais. Esta iniciativa rompeu com a tradição de limitar os ativos digitais a blockchains privados, estabelecendo uma base para a circulação de fundos na blockchain pública.
Em janeiro de 2026, o JPMorgan expandiu novamente o seu ecossistema de blockchain. De acordo com o mais recente anúncio, o banco planeja estender o JPM Coin à Canton Network, uma blockchain pública focada em privacidade, desenhada para o setor financeiro institucional. A declaração oficial expressou claramente o objetivo estratégico desta iniciativa: “Estabelecer uma base para fundos digitais regulamentados e interoperáveis.”
Sinergia entre JPM Coin e Canton Network
O JPM Coin difere fundamentalmente das stablecoins tradicionais. Trata-se de um “token de depósito”, que representa o direito de resgate de depósitos em dólares mantidos pelos clientes no JPMorgan, emitido diretamente pelo banco e sujeito ao quadro regulatório existente. Este design confere ao JPM Coin características de conformidade e capacidade de gerar juros, tornando-o particularmente atraente para clientes institucionais com grandes volumes de fundos. A Canton Network é uma infraestrutura blockchain única, que encontra um equilíbrio entre transparência total e isolamento completo.
A Canton Network utiliza uma arquitetura “permisionada pública” combinada com contratos inteligentes Daml, permitindo controle de privacidade detalhado ao nível de transações. Este design possibilita que instituições financeiras atendam aos requisitos de auditoria regulatória sem divulgar informações comerciais sensíveis. A rede já movimenta mais de 6 trilhões de dólares em ativos do mundo real, com um volume mensal de transações de 4 trilhões de dólares. Entre esses ativos estão operações diárias de recompra de títulos do Tesouro dos EUA que ultrapassam 100 bilhões de dólares. A escolha pela Canton Network não é apenas uma questão de tecnologia, mas também uma estratégia de entrada num ecossistema que já reúne instituições financeiras de peso, como Goldman Sachs, BNP Paribas, BNY Mellon, Bolsa de Valores de Hong Kong, entre outras.
Ao integrar o JPM Coin de forma nativa nesta rede, os clientes institucionais do JPMorgan poderão receber, transferir e resgatar JPMD de forma quase instantânea, em um ecossistema seguro e sincronizado.
Caminho para uma Infraestrutura Financeira Interoperável
A estratégia do JPMorgan vai muito além de uma única rede blockchain. Um porta-voz do banco afirmou que, como parte do plano de implantação do JPM Coin em múltiplas redes, esta iniciativa é um passo fundamental para alcançar uma “moeda digital regulamentada e interoperável”. Essa “interoperabilidade” se manifesta em três níveis: cross-chain, cross-institucional e cross-asset.
No nível cross-chain, o JPMorgan planeja suportar mais redes blockchain públicas e sua infraestrutura de ativos digitais privada Kinexys, integrando suas soluções de liquidez em sistemas privados e públicos.
No nível cross-institucional, o banco já colaborou com o DBS Bank de Singapura para desenvolver uma estrutura de depósitos tokenizados, permitindo que clientes institucionais transfiram fundos entre diferentes blockchains.
No nível cross-asset, a “atomic composability” da Canton Network permite a liquidação sincronizada de transações de diferentes classes de ativos, criando condições para uma interação sem falhas entre JPM Coin e outros ativos tokenizados, como títulos e valores mobiliários.
Impacto e Desafios do Mercado de Moedas Digitais Institucionais
Com o lançamento do JPM Coin na blockchain pública, a rede privada Kinexys do JPMorgan (antiga JPM Coin Network) já processa mais de 3 bilhões de dólares por dia. Embora esse número seja apenas uma fração do volume de liquidação diário de quase 10 trilhões de dólares do sistema de pagamentos global, representa a entrada de fundos institucionais regulamentados no mundo das blockchains públicas de forma legal e conforme as normas.
Fora do JPMorgan, o setor bancário global também acelera sua adoção. O Citibank expandiu seus serviços de depósitos tokenizados, Citi Token Services, incluindo agora integrações de transações em euros. Bancos na Ásia adotam estratégias diferentes, considerando stablecoins como USDT, USDC, como ferramentas essenciais para combater a saída de depósitos e perdas de receita de transações. O ambiente regulatório favorece essa inovação. A Lei GENUIS, aprovada pelo Senado dos EUA, estabelece requisitos de reserva total e auditoria para stablecoins, beneficiando indiretamente tokens emitidos por bancos como o JPMorgan.
Além disso, a Canton Network foi projetada para atender simultaneamente aos padrões regulatórios da SEC nos EUA, da UE e de órgãos reguladores asiáticos, uma característica fundamental para sua expansão global.
Perspectivas para o Mercado de Criptomoedas
As ações do JPMorgan criaram uma via regulamentada e de baixa fricção para o fluxo de fundos tradicionais para o mercado de criptomoedas. Para plataformas de negociação como a Gate, isso significa um potencial aumento de novos clientes institucionais e uma maior variedade de ativos. A tendência de fusão entre ativos digitais e finanças tradicionais é cada vez mais evidente. Na Canton Network, já estão em circulação ativos regulamentados no valor de 12 bilhões de dólares, incluindo títulos, fundos de dinheiro e empréstimos garantidos. Essa integração vai além da tecnologia, atingindo funções centrais dos serviços financeiros — pagamento, liquidação e gestão de ativos.
Naveen Mallela, responsável global pelo departamento de blockchain do JPMorgan, afirmou: “Tokens de depósito são mais escaláveis do que stablecoins.” Essa visão aponta para as vantagens estruturais de emissão de tokens por bancos em comparação com stablecoins tradicionais.
Quando o JPM Coin realiza trocas atômicas na Canton Network com títulos do Tesouro dos EUA, fundos de dinheiro e outros ativos tradicionais, a liquidez institucional de dezenas de trilhões de dólares que o banco movimenta diariamente encontra novas rotas de fluxo. Sua infraestrutura financeira digital já está formada — de um lado, a rede privada Kinexys processa pagamentos transfronteiriços de empresas como Siemens; do outro, o JPM Coin circula na blockchain pública, conectando um universo mais amplo de ativos tokenizados.
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JPMorgan expande o seu mapa de blockchain: a ambição de construir "fundos digitais interoperáveis"
As grandes instituições financeiras tradicionais já não se contentam com pequenos testes em blockchains privadas. O JPMorgan Chase anunciou no início de 2026 um plano ambicioso: expandir o seu depósito de tokens JPM Coin para várias redes blockchain, incluindo a rede de privacidade prioritária Canton Network.
O banco pretende criar um sistema de moeda digital regulamentado e interoperável, utilizado para pagamentos institucionais quase instantâneos. Esta mudança significa que as finanças tradicionais estão a adotar o infrastructure de blockchain público a uma velocidade e profundidade sem precedentes.
Mudança Estratégica
De 2025 a 2026, o processo de digitalização do setor bancário global passou da fase de prova de conceito para uma aplicação comercial em escala. O JPMorgan Chase, como líder, tem um ritmo particularmente claro. Em junho de 2025, o JPMorgan lançou pela primeira vez, na rede Layer 2 de Ethereum chamada Base, desenvolvida pela Coinbase, o JPM Coin para clientes institucionais. Esta iniciativa rompeu com a tradição de limitar os ativos digitais a blockchains privados, estabelecendo uma base para a circulação de fundos na blockchain pública.
Em janeiro de 2026, o JPMorgan expandiu novamente o seu ecossistema de blockchain. De acordo com o mais recente anúncio, o banco planeja estender o JPM Coin à Canton Network, uma blockchain pública focada em privacidade, desenhada para o setor financeiro institucional. A declaração oficial expressou claramente o objetivo estratégico desta iniciativa: “Estabelecer uma base para fundos digitais regulamentados e interoperáveis.”
Sinergia entre JPM Coin e Canton Network
O JPM Coin difere fundamentalmente das stablecoins tradicionais. Trata-se de um “token de depósito”, que representa o direito de resgate de depósitos em dólares mantidos pelos clientes no JPMorgan, emitido diretamente pelo banco e sujeito ao quadro regulatório existente. Este design confere ao JPM Coin características de conformidade e capacidade de gerar juros, tornando-o particularmente atraente para clientes institucionais com grandes volumes de fundos. A Canton Network é uma infraestrutura blockchain única, que encontra um equilíbrio entre transparência total e isolamento completo.
A Canton Network utiliza uma arquitetura “permisionada pública” combinada com contratos inteligentes Daml, permitindo controle de privacidade detalhado ao nível de transações. Este design possibilita que instituições financeiras atendam aos requisitos de auditoria regulatória sem divulgar informações comerciais sensíveis. A rede já movimenta mais de 6 trilhões de dólares em ativos do mundo real, com um volume mensal de transações de 4 trilhões de dólares. Entre esses ativos estão operações diárias de recompra de títulos do Tesouro dos EUA que ultrapassam 100 bilhões de dólares. A escolha pela Canton Network não é apenas uma questão de tecnologia, mas também uma estratégia de entrada num ecossistema que já reúne instituições financeiras de peso, como Goldman Sachs, BNP Paribas, BNY Mellon, Bolsa de Valores de Hong Kong, entre outras.
Ao integrar o JPM Coin de forma nativa nesta rede, os clientes institucionais do JPMorgan poderão receber, transferir e resgatar JPMD de forma quase instantânea, em um ecossistema seguro e sincronizado.
Caminho para uma Infraestrutura Financeira Interoperável
A estratégia do JPMorgan vai muito além de uma única rede blockchain. Um porta-voz do banco afirmou que, como parte do plano de implantação do JPM Coin em múltiplas redes, esta iniciativa é um passo fundamental para alcançar uma “moeda digital regulamentada e interoperável”. Essa “interoperabilidade” se manifesta em três níveis: cross-chain, cross-institucional e cross-asset.
No nível cross-chain, o JPMorgan planeja suportar mais redes blockchain públicas e sua infraestrutura de ativos digitais privada Kinexys, integrando suas soluções de liquidez em sistemas privados e públicos.
No nível cross-institucional, o banco já colaborou com o DBS Bank de Singapura para desenvolver uma estrutura de depósitos tokenizados, permitindo que clientes institucionais transfiram fundos entre diferentes blockchains.
No nível cross-asset, a “atomic composability” da Canton Network permite a liquidação sincronizada de transações de diferentes classes de ativos, criando condições para uma interação sem falhas entre JPM Coin e outros ativos tokenizados, como títulos e valores mobiliários.
Impacto e Desafios do Mercado de Moedas Digitais Institucionais
Com o lançamento do JPM Coin na blockchain pública, a rede privada Kinexys do JPMorgan (antiga JPM Coin Network) já processa mais de 3 bilhões de dólares por dia. Embora esse número seja apenas uma fração do volume de liquidação diário de quase 10 trilhões de dólares do sistema de pagamentos global, representa a entrada de fundos institucionais regulamentados no mundo das blockchains públicas de forma legal e conforme as normas.
Fora do JPMorgan, o setor bancário global também acelera sua adoção. O Citibank expandiu seus serviços de depósitos tokenizados, Citi Token Services, incluindo agora integrações de transações em euros. Bancos na Ásia adotam estratégias diferentes, considerando stablecoins como USDT, USDC, como ferramentas essenciais para combater a saída de depósitos e perdas de receita de transações. O ambiente regulatório favorece essa inovação. A Lei GENUIS, aprovada pelo Senado dos EUA, estabelece requisitos de reserva total e auditoria para stablecoins, beneficiando indiretamente tokens emitidos por bancos como o JPMorgan.
Além disso, a Canton Network foi projetada para atender simultaneamente aos padrões regulatórios da SEC nos EUA, da UE e de órgãos reguladores asiáticos, uma característica fundamental para sua expansão global.
Perspectivas para o Mercado de Criptomoedas
As ações do JPMorgan criaram uma via regulamentada e de baixa fricção para o fluxo de fundos tradicionais para o mercado de criptomoedas. Para plataformas de negociação como a Gate, isso significa um potencial aumento de novos clientes institucionais e uma maior variedade de ativos. A tendência de fusão entre ativos digitais e finanças tradicionais é cada vez mais evidente. Na Canton Network, já estão em circulação ativos regulamentados no valor de 12 bilhões de dólares, incluindo títulos, fundos de dinheiro e empréstimos garantidos. Essa integração vai além da tecnologia, atingindo funções centrais dos serviços financeiros — pagamento, liquidação e gestão de ativos.
Naveen Mallela, responsável global pelo departamento de blockchain do JPMorgan, afirmou: “Tokens de depósito são mais escaláveis do que stablecoins.” Essa visão aponta para as vantagens estruturais de emissão de tokens por bancos em comparação com stablecoins tradicionais.
Quando o JPM Coin realiza trocas atômicas na Canton Network com títulos do Tesouro dos EUA, fundos de dinheiro e outros ativos tradicionais, a liquidez institucional de dezenas de trilhões de dólares que o banco movimenta diariamente encontra novas rotas de fluxo. Sua infraestrutura financeira digital já está formada — de um lado, a rede privada Kinexys processa pagamentos transfronteiriços de empresas como Siemens; do outro, o JPM Coin circula na blockchain pública, conectando um universo mais amplo de ativos tokenizados.