Começo: O que é realmente a mineração no telemóvel
A mineração no telemóvel refere-se à utilização da capacidade de processamento de dispositivos inteligentes para obter ativos criptográficos. Em comparação com as tradicionais minas ASIC ou fazendas de GPUs, este método tem custos extremamente baixos — basta instalar uma aplicação e permitir que o CPU ou GPU do telemóvel participe no cálculo para obter recompensas. Parece simples, mas a história por trás é muito mais complexa do que se imagina.
Por que a febre da mineração em 2024-2025 vai explodir
Nos últimos dois anos, a mineração no telemóvel passou de um hobby de nicho para um tema de interesse generalizado. Isto não é por acaso:
A popularização da internet e dos smartphones permitiu que bilhões de pessoas em todo o mundo participassem. Sem necessidade de investimentos caros em hardware, a barreira de entrada foi reduzida. O surgimento de novos projetos (como Pi Network, que atraiu mais de 50 milhões de utilizadores, e Bee Network, logo a seguir) criou novos pontos de interesse. A promoção do conceito Web3 transformou a mineração na “porta de entrada” para o mundo das criptomoedas.
Para muitos novatos, esta é uma via de aprendizagem de baixo risco (ou até zero risco).
Quais criptomoedas podem ser mineradas no telemóvel
Nem todas as criptomoedas são adequadas para mineração no telemóvel. As principais opções atualmente incluem:
Monero (XMR) — Uma das poucas moedas otimizadas para mineração CPU, com o algoritmo RandomX que a torna amigável para telemóveis.
Electroneum (ETN) — Projetada especificamente para dispositivos móveis, foi o primeiro projeto a introduzir um mecanismo de “mineração simulada”.
Pi Network — Este projeto não realiza cálculos reais, mas distribui tokens com base na atividade do utilizador e na contribuição para a rede.
Bee Network — Semelhante ao Pi, usa um modelo de mineração social, onde convites e atividade geram recompensas.
TON — Rede associada ao Telegram, onde utilizadores podem participar como nós ou fazer staking.
Outras opções — DuinoCoin, Verus Coin e outras moedas menos conhecidas também têm comunidades ativas de mineração no telemóvel.
É importante notar que moedas mainstream como Bitcoin e Ethereum, devido à dificuldade elevada, não podem ser mineradas diretamente no telemóvel.
Compreensão aprofundada: Como funciona realmente a mineração no telemóvel
A mineração no telemóvel divide-se em dois modos completamente diferentes:
Modo de mineração real — O CPU do dispositivo realmente resolve problemas matemáticos. Aplicações como MinerGate fazem o processador do telemóvel calcular hashes continuamente para validar transações na blockchain. Após completar com sucesso, o dispositivo recebe uma recompensa correspondente. Normalmente, estes dispositivos juntam-se a pools de mineração, partilhando recursos de cálculo e dividindo as recompensas.
Modo de recompensa virtual/atividade — Como Pi Network, onde não se realiza cálculo real. A aplicação apenas pede que o utilizador clique num botão diariamente, e distribui tokens com base na reputação da rede, atividade e convites.
A lógica económica destas duas abordagens é completamente diferente, e os rendimentos também variam drasticamente.
Como a mineração no telemóvel consome o teu dispositivo
Perceber isto é fundamental: a mineração no telemóvel tem um custo real.
CPU a trabalhar a toda a velocidade — O processador funciona em alta carga por longos períodos, gerando bastante calor. Os sistemas de arrefecimento dos telemóveis são passivos (sem ventoinhas), e em regiões quentes ou com capas, a temperatura sobe rapidamente para níveis perigosos.
Bateria a degradar-se rapidamente — Ciclos frequentes de carga e descarga reduzem a capacidade da bateria em 15-30% em poucos meses. Isto afeta diretamente a autonomia do telemóvel.
Redução da velocidade do sistema — Quando o mining ocupa muitos recursos CPU, outras aplicações ficam lentas. Notarás que abrir páginas web ou usar apps torna-se mais lento, e o sistema pode até travar ou reiniciar.
Envelhecimento acelerado do hardware — O calor e a carga constante aceleram o desgaste de componentes internos, especialmente a motherboard, chips de energia e até a tela. Modelos mais baratos são os mais afetados.
Risco de mineração invisível em background — Algumas aplicações maliciosas podem minerar em background sem o teu conhecimento, mesmo com a tela desligada. Isto mantém o dispositivo sob alta carga, reduzindo significativamente a sua vida útil.
Resumindo: a mineração no telemóvel parece sem custos, mas na verdade está a usar a vida útil do hardware para obter lucros mínimos.
Qual o nível de mineração que um telemóvel consegue atingir
Telemóveis topo de gama atuais (como com Snapdragon 8 Gen 2 ou Apple A17 Pro) têm um desempenho de núcleo único bastante bom. Em teoria, podem atingir cerca de 1-2 H/s (hashes por segundo).
Mas a realidade é dura: mesmo com estes dispositivos a minerar 24 horas por dia, ganham apenas alguns cêntimos por dia. Dispositivos mais antigos ou de gama média rendem ainda menos.
No entanto, do ponto de vista de aprendizagem e experiência, a mineração no telemóvel ainda faz sentido — especialmente se queres entrar num novo ecossistema.
Comparação das aplicações de mineração populares atualmente
MinerGate — Suporta múltiplos algoritmos, permite minerar Monero e outras moedas reais. Precisa de telemóveis com bom desempenho, com rendimentos relativamente objetivos, mas ainda assim limitados.
CryptoTab Browser — Na prática, é um navegador com sistema de recompensas por atividade, não uma verdadeira mineração. É frequentemente criticado por rendimentos baixos e por um sistema de pagamento pouco transparente.
Pi Network — O projeto mais descarregado (mais de 50 milhões de utilizadores), que permite ganhar tokens clicando num botão diariamente. Ainda sem mercado de troca público, mas os criadores prometem suportar transações na mainnet.
Bee Network — Concorrente do Pi, usa um modelo de construção de equipa, onde atividade e convites determinam os ganhos.
StormGain Cloud Miner — Oferece uma experiência de “mineração na cloud”, onde basta clicar a cada 4 horas para receber recompensas em Bitcoin, sem usar recursos do telemóvel.
A rentabilidade destas aplicações varia bastante; MinerGate é mais próximo de mineração real, enquanto Pi e Bee funcionam mais como incentivos para participar em novos ecossistemas.
Como é a mineração sem investimento inicial
Muita gente é atraída pela promessa de “sem investimento, sem custos”. Estas aplicações realmente existem:
Não precisas pagar por hardware. Não precisas comprar assinaturas VIP. Basta abrir a aplicação e clicar para acumular tokens.
Vantagens óbvias — risco zero, possibilidade de explorar o ecossistema cripto gratuitamente. Mas as desvantagens também são claras: rendimentos muito baixos, dependentes da promessa de longo prazo do projeto. Se o projeto mudar as regras ou fechar, os tokens acumulados podem valer zero.
Guia para evitar fraudes: como identificar e evitar riscos
Neste setor, fraudes estão por toda a parte.
Fonte de instalação é crucial — só descarrega de lojas oficiais (App Store, Google Play). Apesar de não serem 100% seguras, têm mecanismos de revisão. APKs de sites desconhecidos frequentemente contêm vírus ou scripts maliciosos.
Verifica avaliações e comentários — se um app promete “ganhar dezenas de dólares por dia” mas tem 1-2 estrelas e muitas reclamações de impossibilidade de levantar fundos ou contas bloqueadas, é um sinal de alerta.
Cuidado com “aceleradores” e “serviços VIP” — muitos golpes induzem a pagar dinheiro real por funcionalidades avançadas ou “aceleração” de mineração. Geralmente, são fraudes puras — economicamente não fazem sentido.
Estrutura típica de esquema Ponzi — novos utilizadores pagam taxas de subscrição, que são usadas para pagar os lucros aos antigos. Enquanto houver novos, o esquema funciona, mas inevitavelmente irá colapsar.
Ativa a autenticação de dois fatores (2FA) — em todas as carteiras e exchanges associadas às tuas contas, para proteger os ativos mesmo que a senha seja comprometida.
Instala antivírus confiável — especialmente em Android, para evitar malware.
Usa VPN ao navegar — em redes públicas, para proteger os dados de interceptação.
O mais importante: confia na tua intuição — se uma aplicação promete lucros excessivos, é quase certamente uma fraude. A verdadeira mineração no telemóvel gera rendimentos mínimos; qualquer app que diga ganhar dezenas de dólares por dia deve ser visto com desconfiança.
Dados reais de rendimento
Na prática, quanto ganha a maioria dos utilizadores por dia? Segundo dados de várias plataformas:
Geralmente entre 0,01 e 0,30 dólares por dia, dependendo da aplicação, desempenho do dispositivo, tempo dedicado e moeda minerada.
Por exemplo, com Monero — usando um Galaxy S topo de gama, minerando 24 horas, consegue-se cerca de 0,0004 XMR por dia, o que, a 2025, equivale a aproximadamente 0,08 dólares. Em um mês, cerca de 2-3 dólares.
Projetos como Pi e Bee, por ainda não terem mercado de troca aberto, não têm valor de mercado definido. Mas, se o Pi lançar uma exchange, com preço entre 1-10 dólares, os primeiros participantes podem obter retornos consideráveis.
Problemas e riscos que não se podem ignorar
Desgaste do dispositivo — uso contínuo sob alta carga reduz a vida útil da bateria em 30-50%.
Superaquecimento — especialmente no verão ou com capas grossas, pode levar a desligamentos automáticos ou redução de desempenho.
Riscos de segurança — algumas aplicações podem recolher dados pessoais, fazer mineração invisível ou inserir malware.
Fraudes em massa — centenas de aplicações falsas prometem lucros rápidos, mas não entregam nada.
Para evitar estas armadilhas, o conselho principal é: usar telemóveis antigos ou secundários para experimentar; verificar cuidadosamente a reputação das aplicações e a origem dos desenvolvedores; desconfiar de promessas de enriquecimento rápido; acompanhar notícias oficiais e feedback de utilizadores.
Deves experimentar mineração no telemóvel em 2025?
Se és iniciante — sim, podes experimentar. É uma forma de aprender sobre o ecossistema cripto sem custos.
Se já tens experiência — talvez não valha a pena. Os ganhos reais são muito baixos, e os riscos (desgaste do hardware, fraudes) são altos face ao retorno mínimo.
Lista de recomendações principais:
Escolhe aplicações conhecidas, com muitos utilizadores e boas avaliações
Usa um telemóvel antigo ou secundário, não o principal
Começa com projetos de zero investimento, aprende e depois avalia outras opções
Acompanhe as novidades dos desenvolvedores e comunidades
Não esperes que seja uma fonte de rendimento
Perguntas frequentes resolvidas de uma vez
A mineração no telemóvel consegue realmente fazer dinheiro?
Consegue, mas o valor é muito baixo. Entre alguns dólares a cada mês, até uns dez. Mais importante é a experiência de aprendizagem, não o retorno financeiro.
Qual aplicação é mais confiável?
MinerGate, CryptoTab, StormGain Cloud Miner, Pi Network e Bee Network são relativamente conhecidas. Mas “mais confiável” é um exagero — todas têm vantagens e riscos de fraude.
Instalar estas aplicações pode danificar o telemóvel?
Depende da aplicação e do uso. Aplicações oficiais geralmente não têm problemas, mas cuidado com aplicações de mineração invisível. Recomenda-se não minerar 24 horas seguidas, dando descanso ao dispositivo.
Quais moedas podem ser mineradas no telemóvel?
Principalmente Monero, Electroneum, Pi Network, Bee Network, DuinoCoin e outras moedas menores. Bitcoin e Ethereum, devido à dificuldade, não podem ser minerados diretamente no telemóvel, a menos que seja via serviços de mineração na cloud.
É preciso pagar para começar?
Não. A maioria dos projetos populares suporta participação sem investimento inicial. Mas se vires algo que pede dinheiro por upgrades VIP ou aceleradores, geralmente é fraude.
Isto vai prejudicar o meu telemóvel?
Sim. O funcionamento contínuo a alta carga gera calor, reduz a vida útil da bateria e do hardware. Se quiseres experimentar, usa um telemóvel antigo.
As moedas mineradas podem ser levantadas?
Depende da aplicação. MinerGate e CryptoTab permitem transferir para carteiras, mas geralmente há limites mínimos e taxas. Pi Network, por ainda não ter mercado de troca, não permite levantar dinheiro real neste momento; só quando o projeto lançar a mainnet.
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Situação real do mineração móvel | Análise completa para 2025
Começo: O que é realmente a mineração no telemóvel
A mineração no telemóvel refere-se à utilização da capacidade de processamento de dispositivos inteligentes para obter ativos criptográficos. Em comparação com as tradicionais minas ASIC ou fazendas de GPUs, este método tem custos extremamente baixos — basta instalar uma aplicação e permitir que o CPU ou GPU do telemóvel participe no cálculo para obter recompensas. Parece simples, mas a história por trás é muito mais complexa do que se imagina.
Por que a febre da mineração em 2024-2025 vai explodir
Nos últimos dois anos, a mineração no telemóvel passou de um hobby de nicho para um tema de interesse generalizado. Isto não é por acaso:
A popularização da internet e dos smartphones permitiu que bilhões de pessoas em todo o mundo participassem. Sem necessidade de investimentos caros em hardware, a barreira de entrada foi reduzida. O surgimento de novos projetos (como Pi Network, que atraiu mais de 50 milhões de utilizadores, e Bee Network, logo a seguir) criou novos pontos de interesse. A promoção do conceito Web3 transformou a mineração na “porta de entrada” para o mundo das criptomoedas.
Para muitos novatos, esta é uma via de aprendizagem de baixo risco (ou até zero risco).
Quais criptomoedas podem ser mineradas no telemóvel
Nem todas as criptomoedas são adequadas para mineração no telemóvel. As principais opções atualmente incluem:
Monero (XMR) — Uma das poucas moedas otimizadas para mineração CPU, com o algoritmo RandomX que a torna amigável para telemóveis.
Electroneum (ETN) — Projetada especificamente para dispositivos móveis, foi o primeiro projeto a introduzir um mecanismo de “mineração simulada”.
Pi Network — Este projeto não realiza cálculos reais, mas distribui tokens com base na atividade do utilizador e na contribuição para a rede.
Bee Network — Semelhante ao Pi, usa um modelo de mineração social, onde convites e atividade geram recompensas.
TON — Rede associada ao Telegram, onde utilizadores podem participar como nós ou fazer staking.
Outras opções — DuinoCoin, Verus Coin e outras moedas menos conhecidas também têm comunidades ativas de mineração no telemóvel.
É importante notar que moedas mainstream como Bitcoin e Ethereum, devido à dificuldade elevada, não podem ser mineradas diretamente no telemóvel.
Compreensão aprofundada: Como funciona realmente a mineração no telemóvel
A mineração no telemóvel divide-se em dois modos completamente diferentes:
Modo de mineração real — O CPU do dispositivo realmente resolve problemas matemáticos. Aplicações como MinerGate fazem o processador do telemóvel calcular hashes continuamente para validar transações na blockchain. Após completar com sucesso, o dispositivo recebe uma recompensa correspondente. Normalmente, estes dispositivos juntam-se a pools de mineração, partilhando recursos de cálculo e dividindo as recompensas.
Modo de recompensa virtual/atividade — Como Pi Network, onde não se realiza cálculo real. A aplicação apenas pede que o utilizador clique num botão diariamente, e distribui tokens com base na reputação da rede, atividade e convites.
A lógica económica destas duas abordagens é completamente diferente, e os rendimentos também variam drasticamente.
Como a mineração no telemóvel consome o teu dispositivo
Perceber isto é fundamental: a mineração no telemóvel tem um custo real.
CPU a trabalhar a toda a velocidade — O processador funciona em alta carga por longos períodos, gerando bastante calor. Os sistemas de arrefecimento dos telemóveis são passivos (sem ventoinhas), e em regiões quentes ou com capas, a temperatura sobe rapidamente para níveis perigosos.
Bateria a degradar-se rapidamente — Ciclos frequentes de carga e descarga reduzem a capacidade da bateria em 15-30% em poucos meses. Isto afeta diretamente a autonomia do telemóvel.
Redução da velocidade do sistema — Quando o mining ocupa muitos recursos CPU, outras aplicações ficam lentas. Notarás que abrir páginas web ou usar apps torna-se mais lento, e o sistema pode até travar ou reiniciar.
Envelhecimento acelerado do hardware — O calor e a carga constante aceleram o desgaste de componentes internos, especialmente a motherboard, chips de energia e até a tela. Modelos mais baratos são os mais afetados.
Risco de mineração invisível em background — Algumas aplicações maliciosas podem minerar em background sem o teu conhecimento, mesmo com a tela desligada. Isto mantém o dispositivo sob alta carga, reduzindo significativamente a sua vida útil.
Resumindo: a mineração no telemóvel parece sem custos, mas na verdade está a usar a vida útil do hardware para obter lucros mínimos.
Qual o nível de mineração que um telemóvel consegue atingir
Telemóveis topo de gama atuais (como com Snapdragon 8 Gen 2 ou Apple A17 Pro) têm um desempenho de núcleo único bastante bom. Em teoria, podem atingir cerca de 1-2 H/s (hashes por segundo).
Mas a realidade é dura: mesmo com estes dispositivos a minerar 24 horas por dia, ganham apenas alguns cêntimos por dia. Dispositivos mais antigos ou de gama média rendem ainda menos.
No entanto, do ponto de vista de aprendizagem e experiência, a mineração no telemóvel ainda faz sentido — especialmente se queres entrar num novo ecossistema.
Comparação das aplicações de mineração populares atualmente
MinerGate — Suporta múltiplos algoritmos, permite minerar Monero e outras moedas reais. Precisa de telemóveis com bom desempenho, com rendimentos relativamente objetivos, mas ainda assim limitados.
CryptoTab Browser — Na prática, é um navegador com sistema de recompensas por atividade, não uma verdadeira mineração. É frequentemente criticado por rendimentos baixos e por um sistema de pagamento pouco transparente.
Pi Network — O projeto mais descarregado (mais de 50 milhões de utilizadores), que permite ganhar tokens clicando num botão diariamente. Ainda sem mercado de troca público, mas os criadores prometem suportar transações na mainnet.
Bee Network — Concorrente do Pi, usa um modelo de construção de equipa, onde atividade e convites determinam os ganhos.
StormGain Cloud Miner — Oferece uma experiência de “mineração na cloud”, onde basta clicar a cada 4 horas para receber recompensas em Bitcoin, sem usar recursos do telemóvel.
A rentabilidade destas aplicações varia bastante; MinerGate é mais próximo de mineração real, enquanto Pi e Bee funcionam mais como incentivos para participar em novos ecossistemas.
Como é a mineração sem investimento inicial
Muita gente é atraída pela promessa de “sem investimento, sem custos”. Estas aplicações realmente existem:
Não precisas pagar por hardware. Não precisas comprar assinaturas VIP. Basta abrir a aplicação e clicar para acumular tokens.
Vantagens óbvias — risco zero, possibilidade de explorar o ecossistema cripto gratuitamente. Mas as desvantagens também são claras: rendimentos muito baixos, dependentes da promessa de longo prazo do projeto. Se o projeto mudar as regras ou fechar, os tokens acumulados podem valer zero.
Guia para evitar fraudes: como identificar e evitar riscos
Neste setor, fraudes estão por toda a parte.
Fonte de instalação é crucial — só descarrega de lojas oficiais (App Store, Google Play). Apesar de não serem 100% seguras, têm mecanismos de revisão. APKs de sites desconhecidos frequentemente contêm vírus ou scripts maliciosos.
Verifica avaliações e comentários — se um app promete “ganhar dezenas de dólares por dia” mas tem 1-2 estrelas e muitas reclamações de impossibilidade de levantar fundos ou contas bloqueadas, é um sinal de alerta.
Cuidado com “aceleradores” e “serviços VIP” — muitos golpes induzem a pagar dinheiro real por funcionalidades avançadas ou “aceleração” de mineração. Geralmente, são fraudes puras — economicamente não fazem sentido.
Estrutura típica de esquema Ponzi — novos utilizadores pagam taxas de subscrição, que são usadas para pagar os lucros aos antigos. Enquanto houver novos, o esquema funciona, mas inevitavelmente irá colapsar.
Ativa a autenticação de dois fatores (2FA) — em todas as carteiras e exchanges associadas às tuas contas, para proteger os ativos mesmo que a senha seja comprometida.
Instala antivírus confiável — especialmente em Android, para evitar malware.
Usa VPN ao navegar — em redes públicas, para proteger os dados de interceptação.
O mais importante: confia na tua intuição — se uma aplicação promete lucros excessivos, é quase certamente uma fraude. A verdadeira mineração no telemóvel gera rendimentos mínimos; qualquer app que diga ganhar dezenas de dólares por dia deve ser visto com desconfiança.
Dados reais de rendimento
Na prática, quanto ganha a maioria dos utilizadores por dia? Segundo dados de várias plataformas:
Geralmente entre 0,01 e 0,30 dólares por dia, dependendo da aplicação, desempenho do dispositivo, tempo dedicado e moeda minerada.
Por exemplo, com Monero — usando um Galaxy S topo de gama, minerando 24 horas, consegue-se cerca de 0,0004 XMR por dia, o que, a 2025, equivale a aproximadamente 0,08 dólares. Em um mês, cerca de 2-3 dólares.
Projetos como Pi e Bee, por ainda não terem mercado de troca aberto, não têm valor de mercado definido. Mas, se o Pi lançar uma exchange, com preço entre 1-10 dólares, os primeiros participantes podem obter retornos consideráveis.
Problemas e riscos que não se podem ignorar
Desgaste do dispositivo — uso contínuo sob alta carga reduz a vida útil da bateria em 30-50%.
Superaquecimento — especialmente no verão ou com capas grossas, pode levar a desligamentos automáticos ou redução de desempenho.
Riscos de segurança — algumas aplicações podem recolher dados pessoais, fazer mineração invisível ou inserir malware.
Fraudes em massa — centenas de aplicações falsas prometem lucros rápidos, mas não entregam nada.
Para evitar estas armadilhas, o conselho principal é: usar telemóveis antigos ou secundários para experimentar; verificar cuidadosamente a reputação das aplicações e a origem dos desenvolvedores; desconfiar de promessas de enriquecimento rápido; acompanhar notícias oficiais e feedback de utilizadores.
Deves experimentar mineração no telemóvel em 2025?
Se és iniciante — sim, podes experimentar. É uma forma de aprender sobre o ecossistema cripto sem custos.
Se já tens experiência — talvez não valha a pena. Os ganhos reais são muito baixos, e os riscos (desgaste do hardware, fraudes) são altos face ao retorno mínimo.
Lista de recomendações principais:
Perguntas frequentes resolvidas de uma vez
A mineração no telemóvel consegue realmente fazer dinheiro? Consegue, mas o valor é muito baixo. Entre alguns dólares a cada mês, até uns dez. Mais importante é a experiência de aprendizagem, não o retorno financeiro.
Qual aplicação é mais confiável? MinerGate, CryptoTab, StormGain Cloud Miner, Pi Network e Bee Network são relativamente conhecidas. Mas “mais confiável” é um exagero — todas têm vantagens e riscos de fraude.
Instalar estas aplicações pode danificar o telemóvel? Depende da aplicação e do uso. Aplicações oficiais geralmente não têm problemas, mas cuidado com aplicações de mineração invisível. Recomenda-se não minerar 24 horas seguidas, dando descanso ao dispositivo.
Quais moedas podem ser mineradas no telemóvel? Principalmente Monero, Electroneum, Pi Network, Bee Network, DuinoCoin e outras moedas menores. Bitcoin e Ethereum, devido à dificuldade, não podem ser minerados diretamente no telemóvel, a menos que seja via serviços de mineração na cloud.
É preciso pagar para começar? Não. A maioria dos projetos populares suporta participação sem investimento inicial. Mas se vires algo que pede dinheiro por upgrades VIP ou aceleradores, geralmente é fraude.
Isto vai prejudicar o meu telemóvel? Sim. O funcionamento contínuo a alta carga gera calor, reduz a vida útil da bateria e do hardware. Se quiseres experimentar, usa um telemóvel antigo.
As moedas mineradas podem ser levantadas? Depende da aplicação. MinerGate e CryptoTab permitem transferir para carteiras, mas geralmente há limites mínimos e taxas. Pi Network, por ainda não ter mercado de troca, não permite levantar dinheiro real neste momento; só quando o projeto lançar a mainnet.