5 de abril de 1975 — é a data de nascimento oficialmente declarada por Satoshi Nakamoto no seu perfil. Se essa data for verdadeira, o criador do Bitcoin completaria 50 anos em 2025. No entanto, os cripto-comissários suspeitavam há muito tempo: será essa uma data real ou uma escolha simbólica elegante?
Provavelmente, é uma simbologia. Em 5 de abril de 1933, o presidente Roosevelt assinou a ordem 6102, que proibiu os americanos de possuírem ouro. E o ano de 1975? Foi quando o Congresso revogou essa proibição, devolvendo aos cidadãos o direito ao metal precioso. Nakamoto escolheu uma data que codifica toda a história da luta por liberdade financeira do Estado. O Bitcoin é exatamente esse ouro, só que digital e fora do controle do governo.
Quem ele realmente é?
Em 31 de outubro de 2008, o mundo recebeu um documento de 9 páginas que mudou tudo. “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” — assim soou a revolução. Nesse documento, um programador desconhecido descreveu uma carteira eletrônica ponto a ponto, que poderia funcionar sem bancos e intermediários.
O perfil de Nakamoto na P2P Foundation afirmava que ele era um homem de 37 anos do Japão. Mas linguistas rapidamente perceberam: seu inglês é perfeito, britânico, com grafias como “colour” e “optimise”. Não é japonês. Seu padrão de atividade? Ele escrevia raramente entre 5h e 11h da manhã, horário de Greenwich. Isso indica que provavelmente era dos EUA ou do Reino Unido.
Em 3 de janeiro de 2009, Nakamoto minerou o primeiro bloco — o bloco gênese. Dentro dele, havia uma citação do jornal The Times: “Chancellor on brink of second bailout for banks”. Era uma mensagem. O sistema bancário mundial estava em crise, e Nakamoto propôs uma alternativa.
Nakamoto resolveu por escrito um problema que atormentava os criptomatemáticos há várias décadas: como evitar que a mesma moeda digital fosse gasta duas vezes? Prova de trabalho mais rede descentralizada. Simples e genial.
O criador permaneceu ativo até dezembro de 2010, depois desapareceu gradualmente. Sua última mensagem ao desenvolvedor Gavin Andresen foi em abril de 2011: “Gostaria que vocês não me chamassem de figura misteriosa e sombria. A imprensa faz disso uma moeda pirata”. Depois — silêncio por 14 anos.
Riqueza que toca o céu
Quando analistas olharam para os primeiros blocos do Bitcoin, descobriram algo surpreendente: um endereço minerou uma quantidade enorme de moedas no primeiro ano. Era Nakamoto. O pesquisador Sergio Demian Lerner encontrou um padrão — chamou-o de “Póoshi” — e decifrou quais blocos o criador minerou.
Resultado? Entre 750 mil e 1,1 milhão de bitcoins. Com o preço atual, cerca de $85 milhares de (primaveras de 2025), isso equivale a $63,8-93,5 bilhões. Nakamoto seria uma das 20 pessoas mais ricas do mundo — mas ninguém sabe disso, e ele não fez nenhum gasto.
Nenhuma transação dessas carteiras. Nem uma gota. As teorias se espalham: ele perdeu as chaves privadas, morreu, garante as moedas como presente para as futuras gerações da comunidade cripto.
O que torna esse fato inacreditável: se Nakamoto alguma vez movimentasse essas moedas, causaria um tsunami no mercado. O preço cairia por medo de que o criador estivesse vendendo. Mesmo um indício de sua atividade mudaria toda a esfera cripto. Por isso, seu silêncio também é uma forma de proteção.
Cinco candidatos, nenhuma certeza
Em 16 anos, os detetives de criptomoedas nomearam uma dúzia de possíveis personalidades.
Hal Finney (1956–2014) — criptógrafo, recebeu a primeira transação de Nakamoto. Morava perto de Dorian Nakamoto na Califórnia. Análise linguística encontrou traços comuns na escrita. Mas Finney, antes de morrer de BSE em 2014, insistia que não era Satoshi.
Nick Szabo — inventor do “bit gold” (predecessor do Bitcoin) desde 1998. Seu estilo de escrita é impressionantemente semelhante ao de Nakamoto na análise. Szabo repetia várias vezes: “Eu não sou Satoshi”. Mas muitos não acreditam nele.
Adam Back — criou o Hashcash, sistema de prova de trabalho no qual o Bitcoin se baseia. O white paper faz referência direta ao seu trabalho. Back trabalhou com criptografia antes de todos, mas também nega.
Craig Wright, programador australiano, afirmou mais alto que era Satoshi. Registrou direitos autorais do white paper. Mas, em março de 2024, o tribunal britânico declarou oficialmente: Wright não é autor, e os documentos que apresentou como provas são falsificados.
Peter Todd — ex-desenvolvedor do Bitcoin, mencionado no documentário da HBO de 2024 como possível Nakamoto. Todd disse que isso é “besteira” e “apelar para uma esperança”. Essa teoria se baseia no seu dialeto inglês canadense.
Síntese final: talvez Nakamoto seja uma equipe, e não uma única pessoa. Talvez várias das pessoas acima tenham criado o Bitcoin juntas.
Por que permaneceu anônimo
Não é uma história de segredos. É uma arquitetura.
Se Nakamoto fosse conhecido, o Bitcoin se tornaria refém de sua pessoa. Governos pressionariam, ameaçariam processos. Inimigos bastaria uma explosão para destruir o criador — e a comunidade se desintegraria por trás dele. Os interesses financeiros tentariam comprá-lo.
Suas palavras teriam uma fortuna de ouro. Um comentário seu poderia mudar o rumo do desenvolvimento. Sua morte significaria uma crise.
Ao escolher o anonimato, Nakamoto estabeleceu condições para que o Bitcoin pudesse evoluir organicamente, sem culto à personalidade. É um cyberpunk na sua forma pura: um sistema que funciona independentemente de seus criadores.
E isso reflete a filosofia principal: o Bitcoin não pede que você acredite em Nakamoto. Ele pede que você acredite na matemática e no código.
Cultura e legado
Em 17 anos, o Bitcoin deixou de ser um experimento técnico. Em janeiro de 2025, quando o preço do Bitcoin atingiu um recorde histórico de mais de $109 milhares, o valor teórico de Nakamoto ultrapassou $120 bilhões. Ele entraria no top 10 das pessoas mais ricas do planeta.
Em Budapeste, há um busto de bronze de Nakamoto com um rosto espelhado: para que todos se vejam. O slogan “Somos todos Satoshi” virou uma mania.
Em março de 2025, o presidente dos EUA assinou um decreto sobre a reserva estratégica de Bitcoin. O que os primeiros cripto-ativistas achavam impossível aconteceu: o Estado reconheceu o Bitcoin.
As citações de Nakamoto continuam vivas: “O principal problema da moeda comum é toda a confiança que ela precisa”. Marcas lançam roupas com seu nome. A cultura popular o transformou em uma lenda.
Mas a lenda permanece lá fora, vivendo uma vida civil, na qual ninguém o conhece e ninguém espera por suas palavras. Sua criação celebra-se sem ele. Isso é exatamente o que ele queria.
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O Mistério de Satoshi: 50 Anos de Sigilo e Milhares de Milhões de Dólares
5 de abril de 1975 — é a data de nascimento oficialmente declarada por Satoshi Nakamoto no seu perfil. Se essa data for verdadeira, o criador do Bitcoin completaria 50 anos em 2025. No entanto, os cripto-comissários suspeitavam há muito tempo: será essa uma data real ou uma escolha simbólica elegante?
Provavelmente, é uma simbologia. Em 5 de abril de 1933, o presidente Roosevelt assinou a ordem 6102, que proibiu os americanos de possuírem ouro. E o ano de 1975? Foi quando o Congresso revogou essa proibição, devolvendo aos cidadãos o direito ao metal precioso. Nakamoto escolheu uma data que codifica toda a história da luta por liberdade financeira do Estado. O Bitcoin é exatamente esse ouro, só que digital e fora do controle do governo.
Quem ele realmente é?
Em 31 de outubro de 2008, o mundo recebeu um documento de 9 páginas que mudou tudo. “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” — assim soou a revolução. Nesse documento, um programador desconhecido descreveu uma carteira eletrônica ponto a ponto, que poderia funcionar sem bancos e intermediários.
O perfil de Nakamoto na P2P Foundation afirmava que ele era um homem de 37 anos do Japão. Mas linguistas rapidamente perceberam: seu inglês é perfeito, britânico, com grafias como “colour” e “optimise”. Não é japonês. Seu padrão de atividade? Ele escrevia raramente entre 5h e 11h da manhã, horário de Greenwich. Isso indica que provavelmente era dos EUA ou do Reino Unido.
Em 3 de janeiro de 2009, Nakamoto minerou o primeiro bloco — o bloco gênese. Dentro dele, havia uma citação do jornal The Times: “Chancellor on brink of second bailout for banks”. Era uma mensagem. O sistema bancário mundial estava em crise, e Nakamoto propôs uma alternativa.
Nakamoto resolveu por escrito um problema que atormentava os criptomatemáticos há várias décadas: como evitar que a mesma moeda digital fosse gasta duas vezes? Prova de trabalho mais rede descentralizada. Simples e genial.
O criador permaneceu ativo até dezembro de 2010, depois desapareceu gradualmente. Sua última mensagem ao desenvolvedor Gavin Andresen foi em abril de 2011: “Gostaria que vocês não me chamassem de figura misteriosa e sombria. A imprensa faz disso uma moeda pirata”. Depois — silêncio por 14 anos.
Riqueza que toca o céu
Quando analistas olharam para os primeiros blocos do Bitcoin, descobriram algo surpreendente: um endereço minerou uma quantidade enorme de moedas no primeiro ano. Era Nakamoto. O pesquisador Sergio Demian Lerner encontrou um padrão — chamou-o de “Póoshi” — e decifrou quais blocos o criador minerou.
Resultado? Entre 750 mil e 1,1 milhão de bitcoins. Com o preço atual, cerca de $85 milhares de (primaveras de 2025), isso equivale a $63,8-93,5 bilhões. Nakamoto seria uma das 20 pessoas mais ricas do mundo — mas ninguém sabe disso, e ele não fez nenhum gasto.
Nenhuma transação dessas carteiras. Nem uma gota. As teorias se espalham: ele perdeu as chaves privadas, morreu, garante as moedas como presente para as futuras gerações da comunidade cripto.
O que torna esse fato inacreditável: se Nakamoto alguma vez movimentasse essas moedas, causaria um tsunami no mercado. O preço cairia por medo de que o criador estivesse vendendo. Mesmo um indício de sua atividade mudaria toda a esfera cripto. Por isso, seu silêncio também é uma forma de proteção.
Cinco candidatos, nenhuma certeza
Em 16 anos, os detetives de criptomoedas nomearam uma dúzia de possíveis personalidades.
Hal Finney (1956–2014) — criptógrafo, recebeu a primeira transação de Nakamoto. Morava perto de Dorian Nakamoto na Califórnia. Análise linguística encontrou traços comuns na escrita. Mas Finney, antes de morrer de BSE em 2014, insistia que não era Satoshi.
Nick Szabo — inventor do “bit gold” (predecessor do Bitcoin) desde 1998. Seu estilo de escrita é impressionantemente semelhante ao de Nakamoto na análise. Szabo repetia várias vezes: “Eu não sou Satoshi”. Mas muitos não acreditam nele.
Adam Back — criou o Hashcash, sistema de prova de trabalho no qual o Bitcoin se baseia. O white paper faz referência direta ao seu trabalho. Back trabalhou com criptografia antes de todos, mas também nega.
Craig Wright, programador australiano, afirmou mais alto que era Satoshi. Registrou direitos autorais do white paper. Mas, em março de 2024, o tribunal britânico declarou oficialmente: Wright não é autor, e os documentos que apresentou como provas são falsificados.
Peter Todd — ex-desenvolvedor do Bitcoin, mencionado no documentário da HBO de 2024 como possível Nakamoto. Todd disse que isso é “besteira” e “apelar para uma esperança”. Essa teoria se baseia no seu dialeto inglês canadense.
Síntese final: talvez Nakamoto seja uma equipe, e não uma única pessoa. Talvez várias das pessoas acima tenham criado o Bitcoin juntas.
Por que permaneceu anônimo
Não é uma história de segredos. É uma arquitetura.
Se Nakamoto fosse conhecido, o Bitcoin se tornaria refém de sua pessoa. Governos pressionariam, ameaçariam processos. Inimigos bastaria uma explosão para destruir o criador — e a comunidade se desintegraria por trás dele. Os interesses financeiros tentariam comprá-lo.
Suas palavras teriam uma fortuna de ouro. Um comentário seu poderia mudar o rumo do desenvolvimento. Sua morte significaria uma crise.
Ao escolher o anonimato, Nakamoto estabeleceu condições para que o Bitcoin pudesse evoluir organicamente, sem culto à personalidade. É um cyberpunk na sua forma pura: um sistema que funciona independentemente de seus criadores.
E isso reflete a filosofia principal: o Bitcoin não pede que você acredite em Nakamoto. Ele pede que você acredite na matemática e no código.
Cultura e legado
Em 17 anos, o Bitcoin deixou de ser um experimento técnico. Em janeiro de 2025, quando o preço do Bitcoin atingiu um recorde histórico de mais de $109 milhares, o valor teórico de Nakamoto ultrapassou $120 bilhões. Ele entraria no top 10 das pessoas mais ricas do planeta.
Em Budapeste, há um busto de bronze de Nakamoto com um rosto espelhado: para que todos se vejam. O slogan “Somos todos Satoshi” virou uma mania.
Em março de 2025, o presidente dos EUA assinou um decreto sobre a reserva estratégica de Bitcoin. O que os primeiros cripto-ativistas achavam impossível aconteceu: o Estado reconheceu o Bitcoin.
As citações de Nakamoto continuam vivas: “O principal problema da moeda comum é toda a confiança que ela precisa”. Marcas lançam roupas com seu nome. A cultura popular o transformou em uma lenda.
Mas a lenda permanece lá fora, vivendo uma vida civil, na qual ninguém o conhece e ninguém espera por suas palavras. Sua criação celebra-se sem ele. Isso é exatamente o que ele queria.