Fonte: Coindoo
Título Original: França Bloqueia Extradição para os EUA em Caso de Cibercrime
Link Original:
A França optou pela diplomacia em vez da extradição num caso que combina alegações de cibercrime, política internacional e uma troca de prisioneiros de alto perfil.
Um cidadão russo acusado pelos Estados Unidos de participar em ataques de ransomware foi libertado pelas autoridades francesas e devolvido à Rússia, evitando uma transferência para a custódia dos EUA, apesar da aprovação anterior do tribunal.
Principais pontos:
A França recusou-se a extraditar um cidadão russo para os Estados Unidos apesar da aprovação judicial
A libertação foi realizada através de uma troca de prisioneiros com a Rússia
As autoridades americanas acusaram o suspeito de cibercrime relacionado com ransomware
O caso destaca como a geopolítica pode sobrepor-se aos processos judiciais
Paragem da Extradição, Troca Acontece
A pessoa no centro do caso é Daniil Kasatkin, um jogador de basquetebol profissional detido em Paris em junho de 2025 a pedido das autoridades americanas. Washington acusou Kasatkin de envolvimento num esquema de hacking que visava empresas, encriptava os seus dados e exigia pagamentos em criptomoedas. Investigadores alegaram que os ataques foram realizados usando dispositivos ou ligações à internet associadas a ele.
Embora um tribunal francês tenha aprovado a sua extradição em outubro, o último passo exigia a assinatura executiva. Essa aprovação nunca foi concedida. Em vez disso, o governo francês optou por um caminho diferente: uma troca negociada com Moscovo.
De acordo com o Serviço Federal de Segurança da Rússia, Kasatkin foi devolvido à Rússia a 8 de janeiro de 2026, em troca de Laurent Vinatier, um cidadão francês que tinha sido detido e condenado na Rússia por acusações relacionadas com a recolha de informações militares sensíveis. Vinatier, que trabalhava com uma organização humanitária com sede na Suíça, tinha sido anteriormente rotulado como “agente estrangeiro” sob a lei russa.
Provas Contestadas e Fricção Legal
Durante o processo, Kasatkin negou qualquer envolvimento em cibercrime. A sua equipa legal argumentou que os procuradores americanos não forneceram provas diretas que o ligassem aos ataques e perderam prazos processuais exigidos pela lei francesa. Também sustentaram que os crimes alegados ocorreram após Kasatkin ter vendido o computador citado pelos investigadores.
Apesar dessas objeções, o pedido de extradição foi aprovado pelos tribunais — sublinhando que o desfecho final dependia não apenas de argumentos legais, mas de discrição política.
Ecos de um Precedente de Alto Perfil
A troca rapidamente foi comparada à libertação de Brittney Griner em 2022, que foi libertada de uma prisão russa numa troca envolvendo o traficante de armas Viktor Bout. Legisladores russos fizeram referências abertas a esse caso, sugerindo que a libertação de Kasatkin poderia ser vista como um contrapeso atrasado.
Enquanto as autoridades em Moscovo acolheram com satisfação o regresso do atleta, alguns enquadraram a situação como mais um exemplo de acusações ocidentais sem fundamentação — uma alegação que as autoridades americanas contestam veementemente.
Uma Resolução Política, Não Judicial
Kasatkin não enfrenta atualmente acusações na França ou nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto, e retomou a sua vida na Rússia. O caso destaca como acusações envolvendo cibercrime e criptomoedas podem rapidamente escalar para o domínio da geopolítica, onde os processos legais são, em última análise, moldados pela influência diplomática.
Em vez de estabelecer um precedente legal, o episódio reforça uma realidade familiar: em casos internacionais sensíveis, as decisões judiciais podem ser ultrapassadas por negociações entre estados — com detidos a tornarem-se peças de barganha num jogo muito maior.
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LiquidationTherapist
· 19h atrás
A operação desta onda na França é bastante interessante, estão a desafiar os Estados Unidos?
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InscriptionGriller
· 01-09 23:48
A França está a brincar com os EUA, já vi este truque antes, na política internacional, as cartas na mesa das negociações são mais sólidas do que provas de crime
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AirdropChaser
· 01-09 23:48
Esta operação na França... ainda assim, parece que se valoriza o jogo de grandes potências, na verdade, é só para não ofender a Rússia.
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GweiWatcher
· 01-09 23:47
Esta jogada na França é um pouco interessante, não extraditar as pessoas que os EUA querem... Será que estão a jogar um grande jogo diplomático?
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FarmHopper
· 01-09 23:42
A jogada da França é bastante interessante, é só que não quer dar o rosto aos EUA, joga o jogo diplomático com muita destreza
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PanicSeller
· 01-09 23:37
Outra vez essa história? França e Estados Unidos estão em desacordo, esse russo deve ter alguma influência importante
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LiquidationWatcher
· 01-09 23:25
Esta jogada da França... é realmente o auge da diplomacia, transformando o caso de extradição em um jogo de cartas
A França bloqueia a extradição para os EUA em caso de cibercrime
Fonte: Coindoo Título Original: França Bloqueia Extradição para os EUA em Caso de Cibercrime Link Original: A França optou pela diplomacia em vez da extradição num caso que combina alegações de cibercrime, política internacional e uma troca de prisioneiros de alto perfil.
Um cidadão russo acusado pelos Estados Unidos de participar em ataques de ransomware foi libertado pelas autoridades francesas e devolvido à Rússia, evitando uma transferência para a custódia dos EUA, apesar da aprovação anterior do tribunal.
Principais pontos:
Paragem da Extradição, Troca Acontece
A pessoa no centro do caso é Daniil Kasatkin, um jogador de basquetebol profissional detido em Paris em junho de 2025 a pedido das autoridades americanas. Washington acusou Kasatkin de envolvimento num esquema de hacking que visava empresas, encriptava os seus dados e exigia pagamentos em criptomoedas. Investigadores alegaram que os ataques foram realizados usando dispositivos ou ligações à internet associadas a ele.
Embora um tribunal francês tenha aprovado a sua extradição em outubro, o último passo exigia a assinatura executiva. Essa aprovação nunca foi concedida. Em vez disso, o governo francês optou por um caminho diferente: uma troca negociada com Moscovo.
De acordo com o Serviço Federal de Segurança da Rússia, Kasatkin foi devolvido à Rússia a 8 de janeiro de 2026, em troca de Laurent Vinatier, um cidadão francês que tinha sido detido e condenado na Rússia por acusações relacionadas com a recolha de informações militares sensíveis. Vinatier, que trabalhava com uma organização humanitária com sede na Suíça, tinha sido anteriormente rotulado como “agente estrangeiro” sob a lei russa.
Provas Contestadas e Fricção Legal
Durante o processo, Kasatkin negou qualquer envolvimento em cibercrime. A sua equipa legal argumentou que os procuradores americanos não forneceram provas diretas que o ligassem aos ataques e perderam prazos processuais exigidos pela lei francesa. Também sustentaram que os crimes alegados ocorreram após Kasatkin ter vendido o computador citado pelos investigadores.
Apesar dessas objeções, o pedido de extradição foi aprovado pelos tribunais — sublinhando que o desfecho final dependia não apenas de argumentos legais, mas de discrição política.
Ecos de um Precedente de Alto Perfil
A troca rapidamente foi comparada à libertação de Brittney Griner em 2022, que foi libertada de uma prisão russa numa troca envolvendo o traficante de armas Viktor Bout. Legisladores russos fizeram referências abertas a esse caso, sugerindo que a libertação de Kasatkin poderia ser vista como um contrapeso atrasado.
Enquanto as autoridades em Moscovo acolheram com satisfação o regresso do atleta, alguns enquadraram a situação como mais um exemplo de acusações ocidentais sem fundamentação — uma alegação que as autoridades americanas contestam veementemente.
Uma Resolução Política, Não Judicial
Kasatkin não enfrenta atualmente acusações na França ou nos Estados Unidos, pelo menos por enquanto, e retomou a sua vida na Rússia. O caso destaca como acusações envolvendo cibercrime e criptomoedas podem rapidamente escalar para o domínio da geopolítica, onde os processos legais são, em última análise, moldados pela influência diplomática.
Em vez de estabelecer um precedente legal, o episódio reforça uma realidade familiar: em casos internacionais sensíveis, as decisões judiciais podem ser ultrapassadas por negociações entre estados — com detidos a tornarem-se peças de barganha num jogo muito maior.