Recentemente, observei um fenómeno bastante digno de atenção.
Os principais bancos de custódia de ativos globais (instituições que operam exchanges, fundos, sistemas de liquidação nos bastidores, pouco conhecidos pelos investidores de varejo) estão a transformar depósitos on-chain dos clientes em uma forma programável. Curiosamente, eles não estão emitindo tokens nem promovendo slogans de Web3; pelo contrário, estão a usar a infraestrutura básica do blockchain de uma forma bastante pragmática — diretamente integrando-a.
O dinheiro continua a estar nas contas bancárias, os juros, a regulamentação e as relações de conta permanecem iguais, a única mudança é que as transferências, liquidações e garantias passaram a ocorrer na blockchain.
Por que fazer isso? Os pontos problemáticos das instituições são bastante específicos: necessidade de esperar por garantias adicionais, lentidão na liquidação entre sistemas diferentes, e o funcionamento praticamente parado aos fins de semana e à noite. A vantagem do blockchain é simples — operação contínua 24 horas por dia.
Quem participa nesta iniciativa? Basta olhar para a lista de participantes para perceber que isto não é um projeto experimental: a empresa-mãe da NYSE, grandes traders de alta frequência, grupos de formadores de mercado, emissores de stablecoins, provedores de protocolos cross-chain, e instituições de investimento focadas em ativos digitais. Trata-se de um canal de negociação real, não de um sistema de demonstração para exibição.
A melhoria mais importante é que — os depósitos na blockchain tornaram-se programáveis.
Disparo condicional, transferência automática de fundos; liquidação de dívidas, liberação automática de garantias; sem necessidade de monitoramento manual, o protocolo executa por si só. Essa automação, para instituições que lidam com um volume massivo de transações, significa redução de custos, diminuição de riscos e aumento significativo de eficiência.
Vendo essa evolução, o desenvolvimento do setor fica mais claro: não se trata de uma oposição entre setor bancário e criptomercado, mas de uma transformação na qual o setor financeiro tradicional começa a usar diretamente a infraestrutura de ativos digitais para se reinventar. Processos que eram lentos, pesados e limitados pelo tempo estão sendo desmontados e reconstruídos.
Talvez essa seja a verdadeira mudança que o Web3 pode trazer para a operação financeira — não uma revolução, mas permitir que as instituições que mais precisam dele possam usá-lo diretamente.
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Recentemente, observei um fenómeno bastante digno de atenção.
Os principais bancos de custódia de ativos globais (instituições que operam exchanges, fundos, sistemas de liquidação nos bastidores, pouco conhecidos pelos investidores de varejo) estão a transformar depósitos on-chain dos clientes em uma forma programável. Curiosamente, eles não estão emitindo tokens nem promovendo slogans de Web3; pelo contrário, estão a usar a infraestrutura básica do blockchain de uma forma bastante pragmática — diretamente integrando-a.
O dinheiro continua a estar nas contas bancárias, os juros, a regulamentação e as relações de conta permanecem iguais, a única mudança é que as transferências, liquidações e garantias passaram a ocorrer na blockchain.
Por que fazer isso? Os pontos problemáticos das instituições são bastante específicos: necessidade de esperar por garantias adicionais, lentidão na liquidação entre sistemas diferentes, e o funcionamento praticamente parado aos fins de semana e à noite. A vantagem do blockchain é simples — operação contínua 24 horas por dia.
Quem participa nesta iniciativa? Basta olhar para a lista de participantes para perceber que isto não é um projeto experimental: a empresa-mãe da NYSE, grandes traders de alta frequência, grupos de formadores de mercado, emissores de stablecoins, provedores de protocolos cross-chain, e instituições de investimento focadas em ativos digitais. Trata-se de um canal de negociação real, não de um sistema de demonstração para exibição.
A melhoria mais importante é que — os depósitos na blockchain tornaram-se programáveis.
Disparo condicional, transferência automática de fundos; liquidação de dívidas, liberação automática de garantias; sem necessidade de monitoramento manual, o protocolo executa por si só. Essa automação, para instituições que lidam com um volume massivo de transações, significa redução de custos, diminuição de riscos e aumento significativo de eficiência.
Vendo essa evolução, o desenvolvimento do setor fica mais claro: não se trata de uma oposição entre setor bancário e criptomercado, mas de uma transformação na qual o setor financeiro tradicional começa a usar diretamente a infraestrutura de ativos digitais para se reinventar. Processos que eram lentos, pesados e limitados pelo tempo estão sendo desmontados e reconstruídos.
Talvez essa seja a verdadeira mudança que o Web3 pode trazer para a operação financeira — não uma revolução, mas permitir que as instituições que mais precisam dele possam usá-lo diretamente.