Hoje quero falar sobre a visão do risco nos investimentos. Algumas pessoas podem achar que é aborrecido, muito monótono, não tão emocionante quanto ganhar dinheiro. Embora todos reconheçam que o risco é importante, muitas não conseguem se interessar por isso.
Na verdade, enfatizar “risco em primeiro lugar” nos investimentos faz sentido. Investir não é uma coisa de um ou dois dias, mas um processo de longo prazo. Investir é como uma maratona: durante a corrida, não se pode ter imprevistos nem sofrer grandes danos, caso contrário, perderá a maratona.
Investir é muito semelhante a uma guerra: mesmo o general mais habilidoso às vezes erra. Embora um general possa vencer todas as batalhas, se perder a 101ª, morre no campo de batalha. É como no mercado de criptomoedas e ações: se você perder o capital investido, por mais habilidoso que seja, não terá como usar suas habilidades. Xiang Yu venceu muitas batalhas, mas ao perder uma última, se suicidou às margens do rio Wu; Liu Bang, embora perdesse muitas batalhas, sempre pensava em como escapar e controlar o risco antes de lutar, e no final conquistou o mundo. Portanto, cada batalha é crucial.
Antes de uma batalha, o general faz análise prévia, avalia possíveis cenários e prepara planos de contingência. Como ele não sabe se vai vencer, o controle de risco é prioridade. Como ensina a “Arte da Guerra”: primeiro, deve-se colocar-se em uma posição invencível; só depois, vencer o inimigo, pois vencer depende das fraquezas do adversário. No mercado de criptomoedas e ações, a rentabilidade depende da estupidez do mercado.
Zhuge Liang era uma pessoa conservadora e cautelosa, mas teve que arriscar muito ao usar a estratégia da cidade vazia. Claramente, Zhuge Liang teve muita sorte. Se a estratégia falhasse, sua reputação brilhante não existiria. Em outras palavras, sua fama quase se perdeu por causa da estratégia da cidade vazia. Por outro lado, Sima Yi sempre foi cauteloso, adotando uma estratégia de controle de risco conservadora, pensando em como escapar antes da batalha.
Investir é como uma moeda: tem dois lados, retorno e risco, que dependem um do outro. Diz-se que risco alto traz retorno alto, mas isso é vago e impreciso. Retorno alto naturalmente acompanha risco alto. Se existisse uma oportunidade de investimento com alto retorno e baixo risco, muitas pessoas investiriam, o que elevaria os preços e reduziria o retorno real. Assim, produtos com alto retorno e baixo risco quase não existem no mercado.
Por outro lado, risco alto garante retorno alto? Nem sempre. No mercado, muitas moedas lixo, ações e tokens de conceito têm riscos altíssimos, mas a maioria não traz retorno alto, pois são eventos de baixa probabilidade. Portanto, risco alto não garante retorno alto. Contudo, produtos de alto retorno geralmente vêm com risco alto; essa relação é unidirecional, não necessariamente conectada.
Investir é como fazer negócios: o retorno é a receita, o risco é o custo. Se não controlar os custos, mesmo um bom negócio pode acabar em prejuízo. Na hora de investir, identificar o risco e como controlá-lo é fundamental. Assim como uma empresa avalia custos e receitas, antes de fazer um negócio, deve-se planejar, avaliar riscos detalhadamente, calcular probabilidades e odds. Só após uma análise profunda é que se decide se vale a pena investir.
O crescimento da riqueza depende principalmente dos juros compostos, cuja segunda variável no cálculo é a taxa de retorno anual. A taxa de retorno anual nos investimentos tem limite: Warren Buffett, por exemplo, tem uma média de cerca de 20% ao ano a longo prazo. Buscar produtos com retorno elevado demais traz riscos desnecessários, podendo levar à perda do capital e, por consequência, reduzir o retorno real. Portanto, não se deve buscar retornos excessivamente altos. Para a maioria, mais de 15% ao ano já exige cautela, pois requer uma compreensão profunda de investimento em valor.
O retorno real é o produto da expectativa de retorno e do risco. Por exemplo, suponha que você tenha 1 milhão de capital e duas opções: a primeira, perder 50% no primeiro ano, ficando com 500 mil; no segundo, ganhar 50%, chegando a 750 mil; no terceiro, ganhar mais 50%, totalizando cerca de 1,12 milhão. Apesar de parecer uma taxa de retorno alta, o retorno efetivo nesses três anos é de apenas 11%. A outra opção é uma estratégia mais conservadora, com retorno de 25% ao ano. Após três anos, o patrimônio quase dobra.
A primeira opção, de alto retorno, faz o capital crescer apenas até 112 mil após três anos, quase igual ao original, além de desperdiçar três anos. Já a segunda, com retorno mais conservador, permite crescimento estável da riqueza. Assim, buscar retornos altos demais pode causar perdas profundas do capital e desperdiçar tempo, prejudicando o crescimento exponencial.
Perda profunda do capital é o maior inimigo do investimento em juros compostos, e essa perda é causada pelo risco elevado. Essa é a razão de o risco estar em primeiro lugar. Buffett já disse várias vezes: “Não permita perdas permanentes de capital; essa é a primeira regra. A segunda é não esquecer a primeira.”
De outro modo, risco em primeiro lugar significa que as oportunidades no mercado são ilimitadas, enquanto seu capital é limitado. Portanto, ao tentar aproveitar oportunidades e riscos ilimitados com capital limitado, inevitavelmente haverá erros. Assim, controlar o risco é prioridade máxima.
No mercado de criptomoedas e ações, quanto se pode ganhar depende da loucura do mercado e do futuro das empresas, fatores que não podemos controlar. Nosso papel é controlar o risco, fazendo o possível e aceitando o que não podemos mudar (“fazer o possível, confiar no destino”). Controlar o risco é condição essencial para o sucesso. Embora não garanta lucros, não controlar o risco certamente leva ao fracasso.
Valuações conservadoras, posições conservadoras e preços conservadores ajudam a controlar o risco; por isso, o conservadorismo é fundamental na hora de investir. Controlar o risco bloqueia o espaço para quedas, colocando-nos em uma posição invencível, esperando que o mercado cometa erros para obter lucros.
O que exatamente é risco?
Hoje quero falar sobre o tema risco, incluindo sua essência, tipos, magnitude e como lidar com ele nos investimentos. Assim, todos podem entender e enfrentar o risco corretamente na vida diária e nos investimentos, evitando armadilhas e erros comuns.
Primeiro, quero corrigir uma ideia errada comum no mercado — considerar volatilidade como risco. Na realidade, volatilidade não é risco. Seja a curto ou longo prazo, a volatilidade é fenômeno normal do mercado. É como a vibração dos átomos, uma condição padrão. Para investidores, a volatilidade é apenas as oscilações de preço no mercado de criptomoedas e ações, que na essência não causam perdas reais. No entanto, se você faz operações de curto prazo, negociando entre picos e vales, a volatilidade pode se tornar seu risco. Operações de curto prazo trazem riscos desnecessários e reduzem os retornos; por isso, não recomendo negociações de curto prazo.
Embora o mercado ofereça muitas oportunidades a curto prazo, para aproveitá-las é preciso prever o mercado. Como já apontado, análise técnica é inútil a curto prazo. Cada oportunidade de curto prazo é pequena, e o risco é incontrolável. Assim, a longo prazo, negociações de curto prazo tendem a perder dinheiro. Isso explica por que há muitas empresas, especialistas e influenciadores vendendo indicadores técnicos — se esses realmente funcionassem, usariam eles próprios, não venderiam. É senso comum: ninguém consegue lucros consistentes a longo prazo com negociações de curto prazo.
Quanto às oscilações, a atitude básica deve ser evitar que elas se tornem risco. Devemos estender o horizonte temporal para superar o risco de curto prazo. Como um pescador conhece as ondas do mar, se a embarcação for longa o suficiente, pode atravessar duas cristas sem virar. Essa estratégia de estender o ciclo de operação ajuda a lidar com a volatilidade, evitando o risco que ela traz. Em geral, volatilidade não é risco; considerá-la risco é resultado de operações de curto prazo feitas por humanos.
A essência do risco é muito semelhante à incerteza, quase sinônimo. Incerteza é nossa falta de conhecimento ou a crença subjetiva de que algo não acontecerá, mas na prática, acaba acontecendo. Assim, a essência do risco é algo imprevisível, algo que achamos que não acontecerá, mas que, no final, ocorre.
Do ponto de vista do investimento, o risco pode ser dividido em três fontes principais: primeiro, o risco operacional da empresa, incluindo ciclo do setor, demanda do consumidor, competitividade, gestão, cultura empresarial, marca e tecnologia. Qualquer mudança nesses fatores pode gerar risco, refletindo-se na redução de lucros ou na margem de lucro; segundo, o risco de mercado — as oscilações de preço no mercado de criptomoedas e ações. Uma mesma empresa, em mercado em alta, pode ter seu valor inflado por otimismo extremo, enquanto em baixa, seu valor despenca por pessimismo. Quando o sentimento das pessoas muda, o risco de mercado se manifesta, levando a preços irracionais. Essa fonte de risco vem das emoções irracionais do mercado; por fim, o risco do próprio investidor, incluindo sua capacidade, gestão de posição e emoções irracionais.
Dessas três fontes, o risco do próprio investidor é o mais importante. Muitas perdas graves vêm do próprio investidor. Os riscos de gestão e de mercado são secundários. No investimento, o risco pessoal pode representar 60-70%, mas é controlável. Se controlarmos emoções e a natureza humana, focando na nossa zona de competência, podemos evitar esses riscos internos. Os riscos operacionais podem ser avaliados de várias formas. O risco de mercado é talvez o menos importante, embora seja uma fonte de incerteza, podemos superá-lo. Como a volatilidade, podemos usar os ciclos de alta e baixa, comprando na baixa e vendendo na alta.
Do ponto de vista de compra e venda, há basicamente dois riscos: um, perder a oportunidade de entrada, ficando de fora, que é relativamente menor; outro, comprar no topo e sofrer perdas, que é mais sério. Se o preço subir novamente, depende do seu conhecimento da empresa e da sua estratégia. Mesmo que recupere o capital, terá perdido tempo valioso. No investimento de juros compostos, o tempo é o fator mais importante.
No investimento, o risco de perda de capital é maior, enquanto o risco de ficar de fora é menor. A atitude correta é diferente para cada um. Com oportunidades ilimitadas, ficar de fora não é assustador; perder o capital, sim. Investir apenas quando se tem certeza, mesmo que outros digam que é ótimo, se não for adequado a nós, devemos desistir. Como um jogador de beisebol, não é preciso bater em toda bola; se não tiver confiança, não atire. Assim, nossa postura em relação ao risco é conservadora: é melhor perder 1000 moedas do mercado do que investir errado uma só.
Reconhecer nossas limitações e aprender a desistir é fundamental. Não devemos fazer além da nossa zona de competência. Basta esperar, ficar na posição, ganhar o que é justo, sem perseguir todas as oportunidades. Os super-ricos geralmente construíram sua fortuna com uma ou duas empresas. Não precisamos apostar em todas as oportunidades; basta esperar que a “coelha” certa apareça. Não é necessário escolher apenas uma, é só uma metáfora: o importante é não tentar pegar todas as oportunidades ao mesmo tempo.
A ganância é um instinto humano; devemos controlá-la, focando na nossa zona de competência. Focar significa abandonar o resto, concentrar-se em uma área. Também precisamos ser pacientes e esperar por oportunidades, pois o mercado é imprevisível, só podemos esperar que elas apareçam. Quando surgem, só compramos com confiança, que vem do nosso círculo de competência.
Por fim, como medir o risco (qual é a escala do risco)? A escala principal é baseada na probabilidade de ocorrência e na odds após o evento. Na vida, muitas vezes somos impulsionados pelo desejo, dificultando uma avaliação racional do risco real. Por exemplo, algumas pessoas gostam de jogar na loteria, apesar das altas odds, a probabilidade de ganhar é muito baixa. Note que a maioria dos jogadores pobres compra loteria; o desejo de enriquecer não é problema, mas sem calcular o risco, é como jogar dinheiro fora. Eles veem as altas odds, mas não percebem a baixa probabilidade de ganhar. “Pobreza é uma doença”, isso depende do modo de pensar de cada um. O desejo impulsiona as pessoas, dificultando ver a realidade.
Outro erro comum na avaliação de probabilidade e odds é: algumas pessoas gostam de passar no vermelho, acelerar demais. Embora a probabilidade de acidentes seja pequena, quando acontecem, as consequências são graves, e as odds são péssimas. Muitas pessoas subestimam a gravidade dessas ações, achando que o risco é pequeno, mas continuam passando no vermelho, até que um dia aconteça um acidente. Com anos repetindo esse comportamento, o número de passagens no vermelho aumenta, e a probabilidade de acidentes também, tornando-se fatal.
Portanto, maus comportamentos levam a maus resultados. Algumas pessoas vivem uma vida cheia de problemas, aparentemente por acaso, mas na verdade, é uma consequência inevitável. Assim, “quem é pobre tem algo de que se envergonhar”, pois está ligado ao modo de pensar.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Quais são realmente os riscos do mundo das criptomoedas? Por que o risco é o maior no mundo das moedas digitais?
Por que risco em primeiro lugar?
Hoje quero falar sobre a visão do risco nos investimentos. Algumas pessoas podem achar que é aborrecido, muito monótono, não tão emocionante quanto ganhar dinheiro. Embora todos reconheçam que o risco é importante, muitas não conseguem se interessar por isso.
Na verdade, enfatizar “risco em primeiro lugar” nos investimentos faz sentido. Investir não é uma coisa de um ou dois dias, mas um processo de longo prazo. Investir é como uma maratona: durante a corrida, não se pode ter imprevistos nem sofrer grandes danos, caso contrário, perderá a maratona.
Investir é muito semelhante a uma guerra: mesmo o general mais habilidoso às vezes erra. Embora um general possa vencer todas as batalhas, se perder a 101ª, morre no campo de batalha. É como no mercado de criptomoedas e ações: se você perder o capital investido, por mais habilidoso que seja, não terá como usar suas habilidades. Xiang Yu venceu muitas batalhas, mas ao perder uma última, se suicidou às margens do rio Wu; Liu Bang, embora perdesse muitas batalhas, sempre pensava em como escapar e controlar o risco antes de lutar, e no final conquistou o mundo. Portanto, cada batalha é crucial.
Antes de uma batalha, o general faz análise prévia, avalia possíveis cenários e prepara planos de contingência. Como ele não sabe se vai vencer, o controle de risco é prioridade. Como ensina a “Arte da Guerra”: primeiro, deve-se colocar-se em uma posição invencível; só depois, vencer o inimigo, pois vencer depende das fraquezas do adversário. No mercado de criptomoedas e ações, a rentabilidade depende da estupidez do mercado.
Zhuge Liang era uma pessoa conservadora e cautelosa, mas teve que arriscar muito ao usar a estratégia da cidade vazia. Claramente, Zhuge Liang teve muita sorte. Se a estratégia falhasse, sua reputação brilhante não existiria. Em outras palavras, sua fama quase se perdeu por causa da estratégia da cidade vazia. Por outro lado, Sima Yi sempre foi cauteloso, adotando uma estratégia de controle de risco conservadora, pensando em como escapar antes da batalha.
Investir é como uma moeda: tem dois lados, retorno e risco, que dependem um do outro. Diz-se que risco alto traz retorno alto, mas isso é vago e impreciso. Retorno alto naturalmente acompanha risco alto. Se existisse uma oportunidade de investimento com alto retorno e baixo risco, muitas pessoas investiriam, o que elevaria os preços e reduziria o retorno real. Assim, produtos com alto retorno e baixo risco quase não existem no mercado.
Por outro lado, risco alto garante retorno alto? Nem sempre. No mercado, muitas moedas lixo, ações e tokens de conceito têm riscos altíssimos, mas a maioria não traz retorno alto, pois são eventos de baixa probabilidade. Portanto, risco alto não garante retorno alto. Contudo, produtos de alto retorno geralmente vêm com risco alto; essa relação é unidirecional, não necessariamente conectada.
Investir é como fazer negócios: o retorno é a receita, o risco é o custo. Se não controlar os custos, mesmo um bom negócio pode acabar em prejuízo. Na hora de investir, identificar o risco e como controlá-lo é fundamental. Assim como uma empresa avalia custos e receitas, antes de fazer um negócio, deve-se planejar, avaliar riscos detalhadamente, calcular probabilidades e odds. Só após uma análise profunda é que se decide se vale a pena investir.
O crescimento da riqueza depende principalmente dos juros compostos, cuja segunda variável no cálculo é a taxa de retorno anual. A taxa de retorno anual nos investimentos tem limite: Warren Buffett, por exemplo, tem uma média de cerca de 20% ao ano a longo prazo. Buscar produtos com retorno elevado demais traz riscos desnecessários, podendo levar à perda do capital e, por consequência, reduzir o retorno real. Portanto, não se deve buscar retornos excessivamente altos. Para a maioria, mais de 15% ao ano já exige cautela, pois requer uma compreensão profunda de investimento em valor.
O retorno real é o produto da expectativa de retorno e do risco. Por exemplo, suponha que você tenha 1 milhão de capital e duas opções: a primeira, perder 50% no primeiro ano, ficando com 500 mil; no segundo, ganhar 50%, chegando a 750 mil; no terceiro, ganhar mais 50%, totalizando cerca de 1,12 milhão. Apesar de parecer uma taxa de retorno alta, o retorno efetivo nesses três anos é de apenas 11%. A outra opção é uma estratégia mais conservadora, com retorno de 25% ao ano. Após três anos, o patrimônio quase dobra.
A primeira opção, de alto retorno, faz o capital crescer apenas até 112 mil após três anos, quase igual ao original, além de desperdiçar três anos. Já a segunda, com retorno mais conservador, permite crescimento estável da riqueza. Assim, buscar retornos altos demais pode causar perdas profundas do capital e desperdiçar tempo, prejudicando o crescimento exponencial.
Perda profunda do capital é o maior inimigo do investimento em juros compostos, e essa perda é causada pelo risco elevado. Essa é a razão de o risco estar em primeiro lugar. Buffett já disse várias vezes: “Não permita perdas permanentes de capital; essa é a primeira regra. A segunda é não esquecer a primeira.”
De outro modo, risco em primeiro lugar significa que as oportunidades no mercado são ilimitadas, enquanto seu capital é limitado. Portanto, ao tentar aproveitar oportunidades e riscos ilimitados com capital limitado, inevitavelmente haverá erros. Assim, controlar o risco é prioridade máxima.
No mercado de criptomoedas e ações, quanto se pode ganhar depende da loucura do mercado e do futuro das empresas, fatores que não podemos controlar. Nosso papel é controlar o risco, fazendo o possível e aceitando o que não podemos mudar (“fazer o possível, confiar no destino”). Controlar o risco é condição essencial para o sucesso. Embora não garanta lucros, não controlar o risco certamente leva ao fracasso.
Valuações conservadoras, posições conservadoras e preços conservadores ajudam a controlar o risco; por isso, o conservadorismo é fundamental na hora de investir. Controlar o risco bloqueia o espaço para quedas, colocando-nos em uma posição invencível, esperando que o mercado cometa erros para obter lucros.
O que exatamente é risco?
Hoje quero falar sobre o tema risco, incluindo sua essência, tipos, magnitude e como lidar com ele nos investimentos. Assim, todos podem entender e enfrentar o risco corretamente na vida diária e nos investimentos, evitando armadilhas e erros comuns.
Primeiro, quero corrigir uma ideia errada comum no mercado — considerar volatilidade como risco. Na realidade, volatilidade não é risco. Seja a curto ou longo prazo, a volatilidade é fenômeno normal do mercado. É como a vibração dos átomos, uma condição padrão. Para investidores, a volatilidade é apenas as oscilações de preço no mercado de criptomoedas e ações, que na essência não causam perdas reais. No entanto, se você faz operações de curto prazo, negociando entre picos e vales, a volatilidade pode se tornar seu risco. Operações de curto prazo trazem riscos desnecessários e reduzem os retornos; por isso, não recomendo negociações de curto prazo.
Embora o mercado ofereça muitas oportunidades a curto prazo, para aproveitá-las é preciso prever o mercado. Como já apontado, análise técnica é inútil a curto prazo. Cada oportunidade de curto prazo é pequena, e o risco é incontrolável. Assim, a longo prazo, negociações de curto prazo tendem a perder dinheiro. Isso explica por que há muitas empresas, especialistas e influenciadores vendendo indicadores técnicos — se esses realmente funcionassem, usariam eles próprios, não venderiam. É senso comum: ninguém consegue lucros consistentes a longo prazo com negociações de curto prazo.
Quanto às oscilações, a atitude básica deve ser evitar que elas se tornem risco. Devemos estender o horizonte temporal para superar o risco de curto prazo. Como um pescador conhece as ondas do mar, se a embarcação for longa o suficiente, pode atravessar duas cristas sem virar. Essa estratégia de estender o ciclo de operação ajuda a lidar com a volatilidade, evitando o risco que ela traz. Em geral, volatilidade não é risco; considerá-la risco é resultado de operações de curto prazo feitas por humanos.
A essência do risco é muito semelhante à incerteza, quase sinônimo. Incerteza é nossa falta de conhecimento ou a crença subjetiva de que algo não acontecerá, mas na prática, acaba acontecendo. Assim, a essência do risco é algo imprevisível, algo que achamos que não acontecerá, mas que, no final, ocorre.
Do ponto de vista do investimento, o risco pode ser dividido em três fontes principais: primeiro, o risco operacional da empresa, incluindo ciclo do setor, demanda do consumidor, competitividade, gestão, cultura empresarial, marca e tecnologia. Qualquer mudança nesses fatores pode gerar risco, refletindo-se na redução de lucros ou na margem de lucro; segundo, o risco de mercado — as oscilações de preço no mercado de criptomoedas e ações. Uma mesma empresa, em mercado em alta, pode ter seu valor inflado por otimismo extremo, enquanto em baixa, seu valor despenca por pessimismo. Quando o sentimento das pessoas muda, o risco de mercado se manifesta, levando a preços irracionais. Essa fonte de risco vem das emoções irracionais do mercado; por fim, o risco do próprio investidor, incluindo sua capacidade, gestão de posição e emoções irracionais.
Dessas três fontes, o risco do próprio investidor é o mais importante. Muitas perdas graves vêm do próprio investidor. Os riscos de gestão e de mercado são secundários. No investimento, o risco pessoal pode representar 60-70%, mas é controlável. Se controlarmos emoções e a natureza humana, focando na nossa zona de competência, podemos evitar esses riscos internos. Os riscos operacionais podem ser avaliados de várias formas. O risco de mercado é talvez o menos importante, embora seja uma fonte de incerteza, podemos superá-lo. Como a volatilidade, podemos usar os ciclos de alta e baixa, comprando na baixa e vendendo na alta.
Do ponto de vista de compra e venda, há basicamente dois riscos: um, perder a oportunidade de entrada, ficando de fora, que é relativamente menor; outro, comprar no topo e sofrer perdas, que é mais sério. Se o preço subir novamente, depende do seu conhecimento da empresa e da sua estratégia. Mesmo que recupere o capital, terá perdido tempo valioso. No investimento de juros compostos, o tempo é o fator mais importante.
No investimento, o risco de perda de capital é maior, enquanto o risco de ficar de fora é menor. A atitude correta é diferente para cada um. Com oportunidades ilimitadas, ficar de fora não é assustador; perder o capital, sim. Investir apenas quando se tem certeza, mesmo que outros digam que é ótimo, se não for adequado a nós, devemos desistir. Como um jogador de beisebol, não é preciso bater em toda bola; se não tiver confiança, não atire. Assim, nossa postura em relação ao risco é conservadora: é melhor perder 1000 moedas do mercado do que investir errado uma só.
Reconhecer nossas limitações e aprender a desistir é fundamental. Não devemos fazer além da nossa zona de competência. Basta esperar, ficar na posição, ganhar o que é justo, sem perseguir todas as oportunidades. Os super-ricos geralmente construíram sua fortuna com uma ou duas empresas. Não precisamos apostar em todas as oportunidades; basta esperar que a “coelha” certa apareça. Não é necessário escolher apenas uma, é só uma metáfora: o importante é não tentar pegar todas as oportunidades ao mesmo tempo.
A ganância é um instinto humano; devemos controlá-la, focando na nossa zona de competência. Focar significa abandonar o resto, concentrar-se em uma área. Também precisamos ser pacientes e esperar por oportunidades, pois o mercado é imprevisível, só podemos esperar que elas apareçam. Quando surgem, só compramos com confiança, que vem do nosso círculo de competência.
Por fim, como medir o risco (qual é a escala do risco)? A escala principal é baseada na probabilidade de ocorrência e na odds após o evento. Na vida, muitas vezes somos impulsionados pelo desejo, dificultando uma avaliação racional do risco real. Por exemplo, algumas pessoas gostam de jogar na loteria, apesar das altas odds, a probabilidade de ganhar é muito baixa. Note que a maioria dos jogadores pobres compra loteria; o desejo de enriquecer não é problema, mas sem calcular o risco, é como jogar dinheiro fora. Eles veem as altas odds, mas não percebem a baixa probabilidade de ganhar. “Pobreza é uma doença”, isso depende do modo de pensar de cada um. O desejo impulsiona as pessoas, dificultando ver a realidade.
Outro erro comum na avaliação de probabilidade e odds é: algumas pessoas gostam de passar no vermelho, acelerar demais. Embora a probabilidade de acidentes seja pequena, quando acontecem, as consequências são graves, e as odds são péssimas. Muitas pessoas subestimam a gravidade dessas ações, achando que o risco é pequeno, mas continuam passando no vermelho, até que um dia aconteça um acidente. Com anos repetindo esse comportamento, o número de passagens no vermelho aumenta, e a probabilidade de acidentes também, tornando-se fatal.
Portanto, maus comportamentos levam a maus resultados. Algumas pessoas vivem uma vida cheia de problemas, aparentemente por acaso, mas na verdade, é uma consequência inevitável. Assim, “quem é pobre tem algo de que se envergonhar”, pois está ligado ao modo de pensar.
**$OSMO **