O momento em torno da regulamentação de ativos digitais está a ganhar força. Nesta semana, representantes do setor de criptomoedas e das finanças tradicionais reuniram-se a portas fechadas para discutir o projeto de lei do Comitê Bancário do Senado, que pretende revolucionar o panorama da economia digital dos EUA.
Quem impulsiona a «corrida» regulatória
O presidente do Comitê Bancário do Senado, republicano Tim Scott, realizou uma reunião com a presença de figuras-chave de ambos os lados. Entre os participantes estavam o democrata Mark Warner, enquanto a líder democrata no comitê, Elizabeth Warren, não compareceu. Além disso, estavam presentes representantes da Blockchain Association, Crypto Council for Innovation, Financial Services Forum e Securities Industry and Financial Markets Association.
Carla Calvert, vice-presidente de política na Coinbase, descreveu o ambiente como carregado de alguma tensão, mas de forma positiva: “Parece que ninguém quer bloquear este projeto de lei. O ambiente está tenso, mas não hostil.”
O que propõe o projeto de lei
A legislação visa uma regulamentação abrangente da indústria de criptomoedas através da divisão de competências entre a SEC e a CFTC. A inovação principal é a introdução do termo “ativo auxiliar” para uma classificação clara das criptomoedas que não se enquadram como valores mobiliários.
A discussão na quarta-feira concentrou-se em questões fundamentais: como definir valores mobiliários e commodities, como regular finanças descentralizadas e qual o status que os intermediários devem ter.
Stablecoins — ponto de tensão entre os setores
Um dos temas quentes continua sendo a questão da permissão para que emissores de stablecoins paguem juros. O setor bancário vê nisso uma ameaça às suas posições, defendendo a limitação desses pagamentos para que as stablecoins permaneçam exclusivamente como instrumentos de pagamento.
Representantes da indústria de criptomoedas defendem o direito de pagar juros como uma “concorrência saudável”. Apesar das divergências, Calvert destaca que ambos os lados tentam encontrar um compromisso: “Apesar das nossas diferenças, todos buscam chegar a um acordo.”
Cronograma atrasado, mas o momentum permanece
Embora no início desta semana o porta-voz do comitê tenha confirmado o adiamento da votação para o próximo ano, Cody Carbone, CEO da Chamber of Digital Commerce, mantém o otimismo. Ele descreveu a reunião como “produtiva” e destacou que a estrutura do mercado continua a evoluir independentemente dos atrasos no cronograma de análise.
Calvert resumiu: “Eles estão avançando como uma força inevitável até janeiro. Nos últimos meses, houve progresso significativo.” A competição regulatória entre os EUA e outras jurisdições, aparentemente, dá urgência a esse processo.
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A indústria de criptomoedas e a TradFi atuam como uma «esteira» coordenada na promoção do projeto de lei do Senado
O momento em torno da regulamentação de ativos digitais está a ganhar força. Nesta semana, representantes do setor de criptomoedas e das finanças tradicionais reuniram-se a portas fechadas para discutir o projeto de lei do Comitê Bancário do Senado, que pretende revolucionar o panorama da economia digital dos EUA.
Quem impulsiona a «corrida» regulatória
O presidente do Comitê Bancário do Senado, republicano Tim Scott, realizou uma reunião com a presença de figuras-chave de ambos os lados. Entre os participantes estavam o democrata Mark Warner, enquanto a líder democrata no comitê, Elizabeth Warren, não compareceu. Além disso, estavam presentes representantes da Blockchain Association, Crypto Council for Innovation, Financial Services Forum e Securities Industry and Financial Markets Association.
Carla Calvert, vice-presidente de política na Coinbase, descreveu o ambiente como carregado de alguma tensão, mas de forma positiva: “Parece que ninguém quer bloquear este projeto de lei. O ambiente está tenso, mas não hostil.”
O que propõe o projeto de lei
A legislação visa uma regulamentação abrangente da indústria de criptomoedas através da divisão de competências entre a SEC e a CFTC. A inovação principal é a introdução do termo “ativo auxiliar” para uma classificação clara das criptomoedas que não se enquadram como valores mobiliários.
A discussão na quarta-feira concentrou-se em questões fundamentais: como definir valores mobiliários e commodities, como regular finanças descentralizadas e qual o status que os intermediários devem ter.
Stablecoins — ponto de tensão entre os setores
Um dos temas quentes continua sendo a questão da permissão para que emissores de stablecoins paguem juros. O setor bancário vê nisso uma ameaça às suas posições, defendendo a limitação desses pagamentos para que as stablecoins permaneçam exclusivamente como instrumentos de pagamento.
Representantes da indústria de criptomoedas defendem o direito de pagar juros como uma “concorrência saudável”. Apesar das divergências, Calvert destaca que ambos os lados tentam encontrar um compromisso: “Apesar das nossas diferenças, todos buscam chegar a um acordo.”
Cronograma atrasado, mas o momentum permanece
Embora no início desta semana o porta-voz do comitê tenha confirmado o adiamento da votação para o próximo ano, Cody Carbone, CEO da Chamber of Digital Commerce, mantém o otimismo. Ele descreveu a reunião como “produtiva” e destacou que a estrutura do mercado continua a evoluir independentemente dos atrasos no cronograma de análise.
Calvert resumiu: “Eles estão avançando como uma força inevitável até janeiro. Nos últimos meses, houve progresso significativo.” A competição regulatória entre os EUA e outras jurisdições, aparentemente, dá urgência a esse processo.