Quando a inteligência artificial lê as "suas ideias" antes de as escrever:
Google joga a sua carta vencedora - Lembram-se quando dizíamos que "os dados são o novo petróleo"? Hoje, o Google decidiu não apenas armazenar esse petróleo, mas começou a queimá-lo para alimentar o maior motor de inteligência artificial que a humanidade conheceu na nossa vida pessoal.
A notícia que se espalhou como fogo na palha é verdadeira: O Google anunciou oficialmente que o seu assistente inteligente "Gemini" deixou de ser apenas um "chatbot" ao qual se espera uma resposta, tornou-se um assistente "proativo" (Proactive) que tem permissão para aceder profundamente aos seus dados no Gmail, Drive, Fotos, e até ao seu histórico de visualizações no YouTube.
O que isto significa, além dos títulos técnicos? - Fim da era "pergunta e resposta": Antes, era preciso perguntar à inteligência artificial para obter uma informação. Agora, o novo Gemini possui "inteligência pessoal" (Personal Intelligence).
Ele sabe que planeja uma viagem porque recebeu bilhetes de avião no Gmail, e conhece o seu gosto por lugares a partir das suas fotos antigas no Google Fotos,
fazendo uma sugestão de roteiro "detalhado para si", ultrapassando as armadilhas turísticas habituais, sem que tenha pedido uma única palavra. - A fortaleza económica (The Moat) invencível: Aqui reside a genialidade financeira do Google. Empresas como a OpenAI podem possuir modelos muito inteligentes, mas não têm "as suas mensagens" nem "as fotos da sua família".
O Google possui a distribuição (Distribution) e os dados contextuais (Context).
Quando a inteligência artificial se funde com a sua vida nesta profundidade, sair do ecossistema do Google (Ecosystem) torna-se quase impossível.
Esta é a definição literal de um "produto pegajoso" (Sticky Product). - Interação dos mercados: A linguagem do dinheiro não mente. O mercado percebeu imediatamente que esta jogada transforma o Google de um "motor de busca" ameaçado, em um "gestor de vida" indispensável.
Qual foi o resultado? A ação $GOOGL registou uma nova máxima histórica (All-Time High) de aproximadamente 334 dólares, impulsionada pelas atualizações dos analistas que veem que o Google finalmente começou a explorar a mina de ouro dos seus dados, que inclui mais de 3 bilhões de utilizadores. - Resumindo: A batalha já não é "quem tem o modelo mais inteligente", mas "quem te conhece melhor".
Hoje, o Google diz ao mundo: Podem competir connosco em código, mas não podem competir connosco em "contexto".
E nós, como investidores e utilizadores, testemunhamos o momento em que a inteligência artificial passa de "ferramenta" que usamos, para "parceiro" que vive connosco.
Segue-me para mais análises profundas
E partilha connosco: Vais permitir que a inteligência artificial brinque com as tuas fotos e mensagens em troca de conveniência?
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Quando a inteligência artificial lê as "suas ideias" antes de as escrever:
Google joga a sua carta vencedora
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Lembram-se quando dizíamos que "os dados são o novo petróleo"?
Hoje, o Google decidiu não apenas armazenar esse petróleo,
mas começou a queimá-lo para alimentar o maior motor de inteligência artificial que a humanidade conheceu na nossa vida pessoal.
A notícia que se espalhou como fogo na palha é verdadeira:
O Google anunciou oficialmente que o seu assistente inteligente "Gemini" deixou de ser apenas um "chatbot" ao qual se espera uma resposta,
tornou-se um assistente "proativo" (Proactive) que tem permissão para aceder profundamente aos seus dados no Gmail, Drive, Fotos,
e até ao seu histórico de visualizações no YouTube.
O que isto significa, além dos títulos técnicos?
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Fim da era "pergunta e resposta":
Antes, era preciso perguntar à inteligência artificial para obter uma informação.
Agora, o novo Gemini possui "inteligência pessoal" (Personal Intelligence).
Ele sabe que planeja uma viagem porque recebeu bilhetes de avião no Gmail,
e conhece o seu gosto por lugares a partir das suas fotos antigas no Google Fotos,
fazendo uma sugestão de roteiro "detalhado para si", ultrapassando as armadilhas turísticas habituais, sem que tenha pedido uma única palavra.
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A fortaleza económica (The Moat) invencível:
Aqui reside a genialidade financeira do Google.
Empresas como a OpenAI podem possuir modelos muito inteligentes,
mas não têm "as suas mensagens" nem "as fotos da sua família".
O Google possui a distribuição (Distribution) e os dados contextuais (Context).
Quando a inteligência artificial se funde com a sua vida nesta profundidade, sair do ecossistema do Google (Ecosystem) torna-se quase impossível.
Esta é a definição literal de um "produto pegajoso" (Sticky Product).
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Interação dos mercados:
A linguagem do dinheiro não mente.
O mercado percebeu imediatamente que esta jogada transforma o Google de um "motor de busca" ameaçado, em um "gestor de vida" indispensável.
Qual foi o resultado?
A ação $GOOGL registou uma nova máxima histórica (All-Time High) de aproximadamente 334 dólares,
impulsionada pelas atualizações dos analistas que veem que o Google finalmente começou a explorar a mina de ouro dos seus dados, que inclui mais de 3 bilhões de utilizadores.
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Resumindo:
A batalha já não é "quem tem o modelo mais inteligente", mas "quem te conhece melhor".
Hoje, o Google diz ao mundo:
Podem competir connosco em código,
mas não podem competir connosco em "contexto".
E nós, como investidores e utilizadores, testemunhamos o momento em que a inteligência artificial passa de "ferramenta" que usamos, para "parceiro" que vive connosco.
Segue-me para mais análises profundas
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Vais permitir que a inteligência artificial brinque com as tuas fotos e mensagens em troca de conveniência?