Para que servem as stablecoins na ecossistema de criptomoedas
Se já negociou criptomoedas, sabe o quão volátil pode ser o preço do Bitcoin e Ethereum em poucas horas. As stablecoins resolvem esse problema através de uma ligação a ativos reais — normalmente o dólar americano ou ouro. Isso significa que o valor de um token desse tipo permanece relativamente estável, enquanto ativos tradicionais de criptomoedas estão sujeitos a variações significativas.
A ligação funciona de forma simples: o emissor bloqueia uma quantidade determinada de moeda fiduciária e, em troca, cria um número equivalente de tokens. Por exemplo, para cada USDT existe um dólar armazenado em reserva. Isso cria uma conexão entre o sistema financeiro tradicional e a blockchain, permitindo negociações sem o risco de perder fundos devido a uma queda abrupta de valor.
No entanto, a história mostra que a ligação nem sempre é sustentável. Algumas stablecoins perderam valor quando surgiram problemas com reservas ou confiança no emissor. Apesar disso, a procura por tokens estáveis continua a crescer, tornando-se uma parte crítica do panorama das criptomoedas.
Tipos de stablecoins: duas abordagens principais
Tokens lastreados em moeda fiduciária
A maioria das stablecoins populares baseia-se em reservas tradicionais de moeda. A empresa bloqueia dólares ou euros e, em seguida, emite tokens em quantidade equivalente. Este método é considerado mais confiável, pois cada token representa um ativo real.
O sistema funciona de forma linear: quanto maior a reserva de moeda fiduciária, mais tokens podem ser emitidos. Isso garante estabilidade na taxa de câmbio de 1:1 com a moeda vinculada.
Alternativas descentralizadas
Outra abordagem envolve o uso de mecanismos criptográficos em vez de reservas centrais. Esses tokens são garantidos por colaterais em criptomoedas através de contratos inteligentes na blockchain. Isso evita dependência de uma entidade central, mas requer mecanismos mais complexos para manter o valor.
7 stablecoins que dominam o mercado em 2024
1. USDT — pioneiro da stablecoin fiduciária
A Tether lançou o USDT em 2014, tornando-se a primeira empresa a oferecer um dólar digital independente de uma plataforma específica. O token combina as vantagens tecnológicas da blockchain com a conservadorismo da moeda fiduciária.
A ligação permanece em nível de 1:1, e a Tether Limited mantém reservas superiores a $86 mil milhões de dólares com obrigações de $83,2 bilhões (dados de setembro de 2023). O USDT ganhou ampla adoção devido às baixas taxas em transferências internacionais e à transparência das operações.
A singularidade do USDT é que ele representa um dólar criptográfico que pode ser utilizado globalmente sem a participação de bancos. Isso o torna uma escolha ideal para pagamentos, remessas e negociações em bolsas de criptomoedas.
2. USDC — stablecoin sob supervisão de um consórcio
A Circle criou o USDC em 2018 como uma alternativa garantida por transparência e gestão coletiva. O preço permanece fixo em $1, e a gestão é realizada pelo consórcio Centre, que inclui grandes empresas do setor de criptomoedas.
Na data de atualização (15 de janeiro de 2026), o USDC possui uma capitalização de mercado de $75,54 bilhões e valor de $1,00. O token é considerado altamente líquido e disponível em quase todas as bolsas centralizadas e descentralizadas.
A vantagem do USDC é a gestão centralizada, que oferece maior controle sobre os padrões. O token é compatível com a rede Ethereum e o padrão ERC-20, ampliando seu uso em aplicações descentralizadas.
3. TUSD — stablecoin com foco em transparência
A TrueUSD surgiu em 2018 graças à iniciativa TrustToken e PrimeTrust. A ideia principal era resolver o problema da falta de transparência no mercado de stablecoins.
O TUSD diferencia-se por todos os fundos dos usuários serem processados em contas escrow independentes, inacessíveis ao próprio emissor. Isso cria uma camada adicional de proteção contra uso indevido dos fundos. O preço é fixado em $1,00, e a capitalização de mercado atual atinge $494,42 milhões.
Outra característica distintiva é que o TUSD confirma regularmente suas reservas por auditorias independentes em tempo real. Isso oferece maior confiança aos detentores na confiabilidade do token.
4. BUSD — stablecoin de uma grande bolsa
A Binance, em parceria com a Paxos Trust, lançou o BUSD como uma stablecoin nativa do ecossistema. A ligação é de 1:1 com o dólar, e a emissão e gestão dos tokens é feita pela Paxos.
O BUSD é construído na blockchain Ethereum, mas também suporta o padrão BEP-2 na Binance Chain. A oferta do token não é limitada e é determinada pela demanda dos usuários.
Importa notar que, em novembro de 2023, a Binance anunciou o encerramento do suporte ao BUSD, mas sua fatia de mercado foi rapidamente ocupada por outras moedas. Isso exemplifica como a concentração de mercado pode mudar mesmo para grandes players.
5. DAI — única stablecoin descentralizada
A DAI apresenta uma abordagem completamente diferente. Lançada em 2018 por uma organização autônoma descentralizada, a MakerDAO, a DAI não é controlada por um emissor central.
O token é gerado através do Maker Protocol na rede Ethereum. Os usuários bloqueiam ativos em criptomoedas (Bitcoin ou Ethereum) em contratos inteligentes chamados Maker Vaults, e recebem em troca DAI. A capitalização atual da DAI é de $4,44 bilhões, com valor de $1,00.
A DAI possui uma ligação suave ao dólar, mantida por mecanismos algorítmicos, e não por reservas centralizadas. Isso a torna uma alternativa única para quem não confia em entidades centrais.
6. eUSD e peUSD — stablecoins de juros de nova geração
A Lybra Finance propôs uma abordagem inovadora, criando stablecoins que geram rendimento de juros. O eUSD e o peUSD são garantidos por tokens de staking líquido (LST), permitindo que seus detentores ganhem com suas economias.
Quando um usuário deposita uma criptomoeda nativa no protocolo via mecanismo Proof of Stake, ele recebe LST. Esses tokens são então usados como garantia para emitir stablecoins que pagam juros.
Essa é uma abordagem revolucionária, pois a maioria das stablecoins apenas mantém o valor, sem gerar rendimento. O eUSD e o peUSD permitem que investidores tenham um ativo estável e, ao mesmo tempo, obtenham uma taxa atrativa sobre o capital.
7. USD sintético — hedge via estabilidade
O USD sintético é destinado a usuários que desejam obter estabilidade do dólar sem interagir com instituições financeiras tradicionais.
O mecanismo baseia-se no princípio de hedge. Por exemplo, você abre uma posição de 100 dólares em Bitcoin via plataforma de derivativos. Se o preço do Bitcoin sobe, o valor do hedge cai na mesma proporção, e vice-versa. A posição final permanece estável.
A plataforma Galoy oferece a função Stablesats, que permite aos usuários acessarem preços estáveis em USD via Bitcoin, sem necessidade de converter ativos diretamente.
Onde as stablecoins encontram aplicação
Finanças descentralizadas como principal mercado
O setor DeFi utiliza ativamente stablecoins como moeda principal para transações. Plataformas de empréstimo e financiamento precisam de garantias estáveis, e por isso as stablecoins tornaram-se uma parte fundamental desse ecossistema.
Ao contrário do BTC e ETH voláteis, as stablecoins mantêm seu poder de compra, tornando-se instrumentos ideais para garantir créditos e executar estratégias comerciais sem risco de liquidação por queda de preço.
Dollarização de carteiras para mercados emergentes
Cidadãos de países com moedas instáveis frequentemente usam stablecoins como forma de proteção contra a inflação. Se a moeda local perde poder de compra, a stablecoin permite preservar o valor dos ativos em dólares.
Além disso, as stablecoins oferecem acesso à economia global por meio de transferências transfronteiriças com taxas mínimas. Sistemas bancários tradicionais muitas vezes são excessivamente caros para residentes de países em desenvolvimento, e a blockchain resolve esse problema.
Riscos e desafios
Apesar das vantagens, as stablecoins não estão isentas de riscos. O primeiro e principal é a dependência da confiabilidade do emissor e do ativo de base. Se o valor do ativo de reserva cair ou a empresa enfrentar problemas legais, a ligação pode ser perdida.
Outro risco é a incerteza regulatória. Autoridades reguladoras de diferentes países estão começando a desenvolver políticas sobre stablecoins, o que pode levar a restrições inesperadas ou mudanças.
O terceiro desafio é a sobrecarga das redes. Com alta atividade, atrasos podem impedir o acesso imediato dos usuários aos fundos, apesar das vantagens teóricas da blockchain.
A agência Bluechip publica classificações de segurança das stablecoins existentes, ajudando investidores a avaliar o risco de cada token.
Como adquirir stablecoins
A forma mais simples é comprar stablecoins em uma bolsa centralizada com moeda fiduciária. O processo exige verificação, mas leva pouco tempo.
Alternativamente, pode-se trocar outras criptomoedas, como Bitcoin ou Ethereum, por stablecoins na mesma plataforma centralizada.
Para uma abordagem mais privada, há as exchanges descentralizadas e marketplaces P2P. Muitos usuários preferem DEX justamente por não exigir transferência de ativos para terceiros e por manterem o controle das chaves privadas.
Conclusão: stablecoins como ponte entre dois mundos
As stablecoins conquistaram um lugar sólido na ecossistema de criptomoedas, atuando como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e aplicações descentralizadas. Sua estabilidade, baixas taxas e acessibilidade global as tornam atraentes para traders, investidores e residentes de países com moedas instáveis.
Existem diversas opções no mercado — desde tokens tradicionais lastreados em fiat até soluções descentralizadas inovadoras. Cada uma tem suas vantagens e riscos. Com o avanço da regulamentação e da tecnologia, provavelmente veremos ainda mais variedades de stablecoins e uma expansão de suas aplicações.
Antes de investir em qualquer stablecoin, realize uma pesquisa detalhada, avalie a confiabilidade do emissor e compreenda os riscos associados a cada token.
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Stablecoins 2024: guia completo dos principais projetos e suas características
Para que servem as stablecoins na ecossistema de criptomoedas
Se já negociou criptomoedas, sabe o quão volátil pode ser o preço do Bitcoin e Ethereum em poucas horas. As stablecoins resolvem esse problema através de uma ligação a ativos reais — normalmente o dólar americano ou ouro. Isso significa que o valor de um token desse tipo permanece relativamente estável, enquanto ativos tradicionais de criptomoedas estão sujeitos a variações significativas.
A ligação funciona de forma simples: o emissor bloqueia uma quantidade determinada de moeda fiduciária e, em troca, cria um número equivalente de tokens. Por exemplo, para cada USDT existe um dólar armazenado em reserva. Isso cria uma conexão entre o sistema financeiro tradicional e a blockchain, permitindo negociações sem o risco de perder fundos devido a uma queda abrupta de valor.
No entanto, a história mostra que a ligação nem sempre é sustentável. Algumas stablecoins perderam valor quando surgiram problemas com reservas ou confiança no emissor. Apesar disso, a procura por tokens estáveis continua a crescer, tornando-se uma parte crítica do panorama das criptomoedas.
Tipos de stablecoins: duas abordagens principais
Tokens lastreados em moeda fiduciária
A maioria das stablecoins populares baseia-se em reservas tradicionais de moeda. A empresa bloqueia dólares ou euros e, em seguida, emite tokens em quantidade equivalente. Este método é considerado mais confiável, pois cada token representa um ativo real.
O sistema funciona de forma linear: quanto maior a reserva de moeda fiduciária, mais tokens podem ser emitidos. Isso garante estabilidade na taxa de câmbio de 1:1 com a moeda vinculada.
Alternativas descentralizadas
Outra abordagem envolve o uso de mecanismos criptográficos em vez de reservas centrais. Esses tokens são garantidos por colaterais em criptomoedas através de contratos inteligentes na blockchain. Isso evita dependência de uma entidade central, mas requer mecanismos mais complexos para manter o valor.
7 stablecoins que dominam o mercado em 2024
1. USDT — pioneiro da stablecoin fiduciária
A Tether lançou o USDT em 2014, tornando-se a primeira empresa a oferecer um dólar digital independente de uma plataforma específica. O token combina as vantagens tecnológicas da blockchain com a conservadorismo da moeda fiduciária.
A ligação permanece em nível de 1:1, e a Tether Limited mantém reservas superiores a $86 mil milhões de dólares com obrigações de $83,2 bilhões (dados de setembro de 2023). O USDT ganhou ampla adoção devido às baixas taxas em transferências internacionais e à transparência das operações.
A singularidade do USDT é que ele representa um dólar criptográfico que pode ser utilizado globalmente sem a participação de bancos. Isso o torna uma escolha ideal para pagamentos, remessas e negociações em bolsas de criptomoedas.
2. USDC — stablecoin sob supervisão de um consórcio
A Circle criou o USDC em 2018 como uma alternativa garantida por transparência e gestão coletiva. O preço permanece fixo em $1, e a gestão é realizada pelo consórcio Centre, que inclui grandes empresas do setor de criptomoedas.
Na data de atualização (15 de janeiro de 2026), o USDC possui uma capitalização de mercado de $75,54 bilhões e valor de $1,00. O token é considerado altamente líquido e disponível em quase todas as bolsas centralizadas e descentralizadas.
A vantagem do USDC é a gestão centralizada, que oferece maior controle sobre os padrões. O token é compatível com a rede Ethereum e o padrão ERC-20, ampliando seu uso em aplicações descentralizadas.
3. TUSD — stablecoin com foco em transparência
A TrueUSD surgiu em 2018 graças à iniciativa TrustToken e PrimeTrust. A ideia principal era resolver o problema da falta de transparência no mercado de stablecoins.
O TUSD diferencia-se por todos os fundos dos usuários serem processados em contas escrow independentes, inacessíveis ao próprio emissor. Isso cria uma camada adicional de proteção contra uso indevido dos fundos. O preço é fixado em $1,00, e a capitalização de mercado atual atinge $494,42 milhões.
Outra característica distintiva é que o TUSD confirma regularmente suas reservas por auditorias independentes em tempo real. Isso oferece maior confiança aos detentores na confiabilidade do token.
4. BUSD — stablecoin de uma grande bolsa
A Binance, em parceria com a Paxos Trust, lançou o BUSD como uma stablecoin nativa do ecossistema. A ligação é de 1:1 com o dólar, e a emissão e gestão dos tokens é feita pela Paxos.
O BUSD é construído na blockchain Ethereum, mas também suporta o padrão BEP-2 na Binance Chain. A oferta do token não é limitada e é determinada pela demanda dos usuários.
Importa notar que, em novembro de 2023, a Binance anunciou o encerramento do suporte ao BUSD, mas sua fatia de mercado foi rapidamente ocupada por outras moedas. Isso exemplifica como a concentração de mercado pode mudar mesmo para grandes players.
5. DAI — única stablecoin descentralizada
A DAI apresenta uma abordagem completamente diferente. Lançada em 2018 por uma organização autônoma descentralizada, a MakerDAO, a DAI não é controlada por um emissor central.
O token é gerado através do Maker Protocol na rede Ethereum. Os usuários bloqueiam ativos em criptomoedas (Bitcoin ou Ethereum) em contratos inteligentes chamados Maker Vaults, e recebem em troca DAI. A capitalização atual da DAI é de $4,44 bilhões, com valor de $1,00.
A DAI possui uma ligação suave ao dólar, mantida por mecanismos algorítmicos, e não por reservas centralizadas. Isso a torna uma alternativa única para quem não confia em entidades centrais.
6. eUSD e peUSD — stablecoins de juros de nova geração
A Lybra Finance propôs uma abordagem inovadora, criando stablecoins que geram rendimento de juros. O eUSD e o peUSD são garantidos por tokens de staking líquido (LST), permitindo que seus detentores ganhem com suas economias.
Quando um usuário deposita uma criptomoeda nativa no protocolo via mecanismo Proof of Stake, ele recebe LST. Esses tokens são então usados como garantia para emitir stablecoins que pagam juros.
Essa é uma abordagem revolucionária, pois a maioria das stablecoins apenas mantém o valor, sem gerar rendimento. O eUSD e o peUSD permitem que investidores tenham um ativo estável e, ao mesmo tempo, obtenham uma taxa atrativa sobre o capital.
7. USD sintético — hedge via estabilidade
O USD sintético é destinado a usuários que desejam obter estabilidade do dólar sem interagir com instituições financeiras tradicionais.
O mecanismo baseia-se no princípio de hedge. Por exemplo, você abre uma posição de 100 dólares em Bitcoin via plataforma de derivativos. Se o preço do Bitcoin sobe, o valor do hedge cai na mesma proporção, e vice-versa. A posição final permanece estável.
A plataforma Galoy oferece a função Stablesats, que permite aos usuários acessarem preços estáveis em USD via Bitcoin, sem necessidade de converter ativos diretamente.
Onde as stablecoins encontram aplicação
Finanças descentralizadas como principal mercado
O setor DeFi utiliza ativamente stablecoins como moeda principal para transações. Plataformas de empréstimo e financiamento precisam de garantias estáveis, e por isso as stablecoins tornaram-se uma parte fundamental desse ecossistema.
Ao contrário do BTC e ETH voláteis, as stablecoins mantêm seu poder de compra, tornando-se instrumentos ideais para garantir créditos e executar estratégias comerciais sem risco de liquidação por queda de preço.
Dollarização de carteiras para mercados emergentes
Cidadãos de países com moedas instáveis frequentemente usam stablecoins como forma de proteção contra a inflação. Se a moeda local perde poder de compra, a stablecoin permite preservar o valor dos ativos em dólares.
Além disso, as stablecoins oferecem acesso à economia global por meio de transferências transfronteiriças com taxas mínimas. Sistemas bancários tradicionais muitas vezes são excessivamente caros para residentes de países em desenvolvimento, e a blockchain resolve esse problema.
Riscos e desafios
Apesar das vantagens, as stablecoins não estão isentas de riscos. O primeiro e principal é a dependência da confiabilidade do emissor e do ativo de base. Se o valor do ativo de reserva cair ou a empresa enfrentar problemas legais, a ligação pode ser perdida.
Outro risco é a incerteza regulatória. Autoridades reguladoras de diferentes países estão começando a desenvolver políticas sobre stablecoins, o que pode levar a restrições inesperadas ou mudanças.
O terceiro desafio é a sobrecarga das redes. Com alta atividade, atrasos podem impedir o acesso imediato dos usuários aos fundos, apesar das vantagens teóricas da blockchain.
A agência Bluechip publica classificações de segurança das stablecoins existentes, ajudando investidores a avaliar o risco de cada token.
Como adquirir stablecoins
A forma mais simples é comprar stablecoins em uma bolsa centralizada com moeda fiduciária. O processo exige verificação, mas leva pouco tempo.
Alternativamente, pode-se trocar outras criptomoedas, como Bitcoin ou Ethereum, por stablecoins na mesma plataforma centralizada.
Para uma abordagem mais privada, há as exchanges descentralizadas e marketplaces P2P. Muitos usuários preferem DEX justamente por não exigir transferência de ativos para terceiros e por manterem o controle das chaves privadas.
Conclusão: stablecoins como ponte entre dois mundos
As stablecoins conquistaram um lugar sólido na ecossistema de criptomoedas, atuando como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e aplicações descentralizadas. Sua estabilidade, baixas taxas e acessibilidade global as tornam atraentes para traders, investidores e residentes de países com moedas instáveis.
Existem diversas opções no mercado — desde tokens tradicionais lastreados em fiat até soluções descentralizadas inovadoras. Cada uma tem suas vantagens e riscos. Com o avanço da regulamentação e da tecnologia, provavelmente veremos ainda mais variedades de stablecoins e uma expansão de suas aplicações.
Antes de investir em qualquer stablecoin, realize uma pesquisa detalhada, avalie a confiabilidade do emissor e compreenda os riscos associados a cada token.