Revolut solicita licença bancária no Peru

Fonte: Criptonoticias Título Original: Revolut solicita licença bancária no Peru Link Original: https://www.criptonoticias.com/comunidad/adopcion/revolut-solicita-licencia-bancaria-peru-criptomonedas/

  • Se for aprovada, o Peru será o quinto mercado latino-americano para a Revolut.
  • Com sua exchange nativa, a empresa oferece serviços com bitcoin e mais de 200 criptomoedas.

O neobanco Revolut está a solicitar uma licença bancária completa no Peru, marcando a sua intenção de iniciar operações no país sul-americano.

O anúncio, realizado em 19 de janeiro de 2026, faz parte de uma estratégia de expansão ambiciosa na América Latina, transformando o Peru no quinto mercado da região onde a empresa planeja estabelecer-se, após Brasil, México, Colômbia e Argentina.

Para liderar sua incursão no mercado peruano, a firma nomeou Julien Labrot, que agora é o CEO da Revolut Peru.

Neste território, onde há uma penetração de smartphones próxima de 100%, uma parte considerável da população adulta ainda carece de acesso pleno aos serviços bancários tradicionais. É uma lacuna que a empresa aspira a fechar.

Uma licença bancária completa no Peru, emitida pela Superintendência de Banca, Seguros e AFP (SBS), concederia à Revolut a autorização para operar como um banco pleno dentro do sistema financeiro do país.

Se aprovada, a empresa estaria autorizada a lançar uma gama completa de produtos e serviços financeiros localizados, incluindo contas, depósitos, créditos e operações em soles e outras moedas.

Una infografía muestra las licencias con las que ya cuenta Revolut y las que ha solicitado en varias partes del mundo.

A Revolut possui licenças concedidas (azul) e solicitadas (branco) na Europa, América Latina, Ásia-Pacífico e outros mercados. Inclui aquisições estratégicas para acelerar a entrada.

Esta incursão colocaria a Revolut em concorrência direta com os bancos já estabelecidos no Peru, um mercado onde os quatro maiores atores concentram aproximadamente 82% dos empréstimos totais, segundo dados da SBS. Sua entrada poderia reconfigurar o panorama bancário, introduzindo novas dinâmicas e opções para os consumidores.

Um precedente relevante no mercado peruano é o programa piloto CriptoCocos do Banco de Crédito do Peru (BCP), lançado em 2025 com a autorização da SBS. Este serviço permite a um grupo seleto de clientes — até 3.000 usuários na fase inicial — comprar, manter e gerir bitcoin (BTC) e USDC (stablecoin) sob um quadro regulatório e supervisionado.

Como o do BCP é o primeiro e único caso bancário deste tipo aprovado até agora, qualquer serviço similar que a Revolut possa oferecer entraria diretamente em concorrência com esta iniciativa.

Outros bancos ou fintechs com licença plena não oferecem criptomoedas de forma generalizada. Empresas sem licença bancária, como exchanges, não podem promover-se como bancos nem captar depósitos para cripto sem autorização expressa, embora no país ainda não exista uma regulamentação para o setor de ativos digitais.

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