Na Polymarket, neste mercado de previsão de soma zero, não são poucos os “contas divinas” que lucraram 100 mil dólares numa única operação, mas quem são realmente os vencedores que valem a pena seguir? A Hubble AI, ao analisar os 90 mil endereços ativos desde o lançamento da plataforma e 2 milhões de transações já liquidadas, revela uma verdade que surpreende a maioria dos traders — a forma de “comprar” que você acha inteligente, provavelmente é apenas um “movimento browniano”. O que essas descobertas significam? Que as tradicionais classificações de ranking, a adoração por taxas de vitória e as estratégias de “atirar para tudo quanto é lado” já perderam validade.
Resumo das descobertas principais (TL;DR)
Este estudo, baseado em dados completos da cadeia, redefine a lógica de ganho em mercados de previsão com quatro descobertas “antiditônicas”:
A armadilha da mediocridade no trading de frequência média: Os traders de frequência média (média de 3,67 operações por dia) têm a maior taxa de vitória (43%), mas a mediana de lucro/prejuízo é quase zero. Isso significa que a maioria dos traders diligentes de frequência média continuam com o patrimônio estagnado, participando “repetidamente” e não “lucrando com o mercado”.
O fim do jogo para apostas de “certeza”: Apostar em eventos de alta probabilidade (preço >0.9) apresenta uma relação risco-retorno péssima — ganhos pequenos, uma única “cisne negro” e o saldo zera. Os dados mostram que esses traders têm retorno médio negativo, ou seja, a longo prazo, eles inevitavelmente perdem.
A zona dourada de 0.2 a 0.4: O verdadeiro Alpha não vem dos extremos, mas se concentra na faixa intermediária, onde há maior divergência de mercado. Os traders nesta faixa evitam a armadilha da loteria e também os baixos odds, obtendo uma “vantagem assimétrica”.
O prêmio de 4x no retorno de estratégias concentradas: Especialistas que focam em poucos setores, com estratégias verticais, têm retorno médio 4 vezes maior que traders dispersos, mesmo com uma taxa de vitória menor. Isso mostra que “menos é mais” — foco é a verdadeira barreira de proteção.
O “paradoxo da diligência” dos traders de frequência média
A verdade oculta por trás da glória aparente
Ao segmentar por frequência de operações, os dados revelam um fenômeno confuso:
Os traders de frequência média (média de 3,67 operações/dia) têm uma taxa de vitória de 43%, a mais alta entre todos os grupos. Apenas 50,3% deles estão no vermelho, bem abaixo dos 77,1% da alta frequência. Esses indicadores sugerem que “fazer 3-4 operações por dia” parece ser a fórmula de ouro para ganhos estáveis.
Porém, ao introduzir a métrica de mediana de lucro/prejuízo (Median PnL), a verdade surge: a mediana de lucro/prejuízo desses traders é 0,001 — quase zero.
O que isso significa? Que, para a maioria dos traders de frequência média, o estudo, as apostas e as ações parecem gerar ganhos menores que perdas, mas o saldo de suas contas não evolui. Ao mesmo tempo, uma minoria de endereços de topo nesta faixa (extremo direito da distribuição) consegue, com a mesma frequência de operações, um lucro médio de +915. Essa polarização interna revela uma dura realidade: a frequência média virou a “selva vermelha” mais lotada.
Por que a frequência média virou o refúgio dos medianos?
Jogo de cara ou coroa sem vantagem sistemática
~43% de taxa de vitória e retorno mediano próximo de zero indicam que o desempenho geral dos traders de frequência média é quase aleatório. Eles participam do mercado guiados por intuição ou informações fragmentadas, evitando o pesadelo de grandes perdas por estratégias falhas, como os robôs de alta frequência, mas também sem construir qualquer vantagem real. Eles participam “repetidamente” do mercado, mas não “lucram” com ele.
Robôs de alta frequência não se aprende, operações de baixa frequência são pouco frequentes
Usuários comuns não conseguem replicar estratégias sistemáticas de alta frequência (média >14 operações/dia) — a barreira técnica é alta, a taxa de vitória é de apenas 21-26%, e a pressão psicológica é enorme. Mas também não querem ficar na baixa frequência, com uma taxa de operação diária de apenas 0,35. Como resultado, grande parte do capital e esforço se acumula na frequência média, que se torna o campo mais competitivo, medíocre e lotado.
Como se destacar na frequência média?
A chave está na diferença de identificação, não na imitação de frequência. Os dados mostram:
Evitar armadilhas: a maioria dos endereços de frequência média não tem valor de seguir.
Minerar: o verdadeiro Alpha está na cauda direita do grupo de frequência média — aqueles 1% que realmente superam a “força de zerar” e conseguem ganhos extraordinários.
Essa é a essência do valor das ferramentas de cópia inteligente: usar algoritmos para identificar, entre uma massa de mediocridade, aqueles endereços que geram ganhos excessivos.
“Certeza” versus “Loteria”: o fracasso de estratégias extremas
A armadilha do “lucro mínimo” em eventos de alta probabilidade
A intuição diz que comprar uma previsão de 0.95 de certeza é de baixo risco. Mas, do ponto de vista matemático-financeiro, é uma operação altamente assimétrica.
Investidores apostam seu capital de 1.0 para ganhar 0.05. Se ocorrer um evento “cisne negro” (por exemplo, Biden desistindo de se candidatar ou uma virada no último minuto de uma partida), a perda de uma única operação leva a zerar o saldo, e seriam necessárias 19 operações bem-sucedidas consecutivas para recuperar o prejuízo. Em ciclos longos, a probabilidade de eventos assim é maior que 5%. Além disso, ao preço >0.9, o consenso de mercado já está formado, e entrar na operação é basicamente aceitar o “pano de fundo” de quem já sabe — sem vantagem informacional.
Os dados mostram que esses traders têm retorno médio negativo e taxa de vitória de apenas 19,5%. Ou seja, a maioria das contas que compram >0.9 acabam sendo vítimas de eventos “cisne negro”.
O dilema do “ruído” em eventos de baixa probabilidade
Comprar eventos com <0.2 (a “loteria”) também tem desempenho ruim, pois os investidores muitas vezes superestimam sua capacidade de capturar eventos raros. Em mercados de previsão eficientes, o preço já reflete a maior parte das informações implícitas. Comprar a longo prazo eventos de baixa probabilidade que já estão corretamente precificados resulta na perda contínua do capital. Apesar do potencial de ganhos múltiplos em uma única operação, a baixa taxa de vitória faz com que o capital sofra perdas recorrentes, dificultando o efeito de juros compostos.
O que os dados revelam?
Essas descobertas indicam que, seja comprando “loteria” ou “certeza”, a longo prazo todos perdem. Estratégias híbridas (com distribuição de posições equilibrada) têm retorno médio 13 vezes maior que estratégias de alta certeza. Mas, mesmo entre os melhores grupos híbridos, os lucros concentram-se nos principais jogadores, mostrando que a maioria não consegue superar as taxas de transação.
A zona dourada de 0.2 a 0.4: onde o verdadeiro Alpha se esconde
Por que essa faixa é a mais lucrativa?
Ao segmentar os endereços pelo custo médio de compra (Probabilidade Implícita), os dados revelam uma distribuição de retorno claramente não linear: o Alpha real não está nos extremos, mas na faixa de 0.2 a 0.4.
Arbitragem cognitiva na precificação
Trader que lucram consistentemente nesta faixa estão fazendo “arbitragem cognitiva”. Comprar entre 0.2 e 0.4 significa que o mercado acredita que a probabilidade do evento é de apenas 20%-40%. Os verdadeiros vencedores identificam eventos subestimados pelo sentimento geral — por exemplo, uma previsão de que um candidato vai virar o jogo, quando o mercado está excessivamente pessimista. Ao validar essa visão, podem obter ganhos explosivos de 2,5 a 5 vezes.
Estrutura de retorno assimétrica perfeita
Essa faixa apresenta “convexidade” — o risco de perda máxima é 100%, mas o potencial de ganho é flexível. Os traders de sucesso nesta zona usam alta taxa de vitória (49,7%) e odds elevadas para maximizar ganhos. Em contraste, as faixas >0.8 geram apenas lucros pequenos, e <0.2 são ruído puro.
Isso mostra que a faixa de 0.2 a 0.4 é não só a mais rentável, mas também a mais sustentável.
Estratégia concentrada com “prêmio de 4x”
Diversificação versus foco: uma descoberta surpreendente
Calculando o “Focus Ratio” (total de operações / número de endereços), os dados revelam dois estilos de trading:
Disperso: retorno médio de $306, taxa de vitória de 41,3%, 68.016 endereços
Focado: retorno médio de $1.225, taxa de vitória de 33,8%, 22.458 endereços
A estratégia focada rende 4 vezes mais que a dispersa. Mas há uma armadilha: a taxa de vitória do focado é menor que a do disperso (33,8% vs 41,3%).
O que isso significa? Que a lógica de lucro dos jogadores avançados no mercado de previsão é contrária à percepção da maioria dos investidores — ganhar mais vezes não garante o lucro final.
Por que “menos é mais”?
Vantagem informacional como barreira vertical
O mercado de previsão é uma batalha de informações. Traders dispersos tentam cobrir várias áreas — política, esportes, cripto — mas permanecem na “superfície” do conhecimento, tornando-se alvos fáceis de serem “divididos” pelo mercado. Já os focados, ao aprofundar-se em um setor específico (como análise de jogadores da NBA ou pesquisas em estados americanos), constroem uma vantagem informacional vertical. Essa profundidade permite detectar pequenas distorções na precificação.
Quebrando o mito da “taxa de vitória”
Lucros elevados geralmente vêm de uma taxa de vitória relativamente baixa. Especialistas focados preferem atuar em momentos de alta divergência de odds (por exemplo, ao comprar a odd 0,3), ao invés de buscar apostas “seguras” com odds >0,9. Assim, eles suportam várias perdas pequenas (com baixa taxa de vitória), mas conseguem algumas apostas certeiras que geram ganhos explosivos. É uma lógica semelhante ao venture capital (VC).
Como identificar o “dinheiro inteligente” de verdade?
Redefinindo os critérios de seleção
Essas descobertas indicam que os métodos tradicionais de seguir o mercado estão obsoletos. Você não deve mais focar apenas na taxa de vitória, mas considerar:
Sinais ruins (evitar):
Endereços com distribuição de posições extremas (comprando quase tudo em alta ou em baixa) — “trader de um só lado”
“Diversificadores” que atuam em múltiplas áreas (política, esportes, cripto) de forma aleatória
Endereços com frequência moderada, sem vantagem clara
Contas que mudaram drasticamente seu comportamento recente
Sinais bons (priorizar):
Endereços com preço médio de compra na faixa de 0.2 a 0.4, “caçadores de divergência”
Especialistas focados em um setor específico (ex.: “Eleições nos EUA” ou “NBA”)
Contas com baixa taxa de vitória, mas ganhos por operação elevados
Endereços com comportamento consistente ao longo do tempo
Três dimensões de correspondência precisa
Foco: Quanto maior o Focus Ratio, melhor. É mais importante que a taxa de vitória.
Estratégia de precificação: Priorizar traders ativos na faixa de 0.2 a 0.4.
Profundidade vertical: Buscar especialistas que atuam em um único setor, não generalistas.
Por exemplo, um endereço que só negocia “Eleições nos EUA” e tem um histórico de ganhos estáveis vale mais que um que negocia “NBA” e “Bitcoin” ao mesmo tempo. A especialização aumenta a pureza do Alpha.
Da análise de dados para ferramentas inteligentes
A aplicação prática da Hubble AI
O valor central deste relatório é transformar insights exclusivos em ferramentas práticas. Na Polymarket, alcançar lucros consistentes só com análise manual de 90 mil endereços é inviável. A Hubble está desenvolvendo um sistema de cópia inteligente automatizado, resolvendo três problemas críticos:
1. Eliminar ruído de market makers (MM)
Listas públicas estão cheias de market makers (MM) e bots de arbitragem. Segui-los não traz lucro, e pode gerar perdas por slippage. Com análise de ordens e algoritmos de reconhecimento de padrões, o sistema automaticamente filtra os market makers sistemáticos, focando apenas nos traders ativos que realmente se baseiam em opiniões.
2. Correspondência vertical baseada em foco
Rankings genéricos de “melhores” têm pouco valor. O sistema, usando Focus Ratio e histórico, rotula os endereços com “habilidades” (ex.: “Eleições nos EUA”, “NBA”, “Whale de cripto”). Assim, você consegue uma correspondência precisa com especialistas que têm vantagem informacional na sua área de interesse.
3. Monitoramento de mudança de estilo em tempo real
O maior risco de seguir alguém é quando o trader muda de estratégia repentinamente. O sistema possui modelos de risco em tempo real, que detectam desvios do comportamento histórico (ex.: de baixa frequência para alta frequência, de foco para dispersão) e enviam alertas de anomalia.
Conclusão
No mundo de soma zero da Polymarket, os dados de 90 mil endereços confirmam uma verdade simples: os vencedores de longo prazo vencem porque são extremamente disciplinados — focam em setores específicos, buscam desvios de preço e aceitam taxas de vitória baixas em troca de múltiplos de lucro elevados.
Todos os principais indicadores (Focus Ratio, análise de faixa de preço, eliminação de market makers) já estão integrados na plataforma de dados da Hubble. Nosso objetivo é simples: usar uma visão de dados de nível institucional para substituir a intuição de investidores dispersos.
Se você concorda com essa lógica, o sistema de cópia inteligente da Hubble para Polymarket está em fase de testes internos. Curta, compartilhe e deixe um comentário com “Waitlist” para receber um convite de acesso antecipado. Esperamos que essa abordagem baseada em dados ajude você a realmente superar o mercado.
(Nota: Este estudo é baseado em dados de transações liquidadas na plataforma Polymarket até hoje, e todas as conclusões vêm do algoritmo exclusivo de análise de PnL na cadeia da Hubble.)
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9万 endereços Polymarket revelados: o que a sua forma de negociar significa?
Na Polymarket, neste mercado de previsão de soma zero, não são poucos os “contas divinas” que lucraram 100 mil dólares numa única operação, mas quem são realmente os vencedores que valem a pena seguir? A Hubble AI, ao analisar os 90 mil endereços ativos desde o lançamento da plataforma e 2 milhões de transações já liquidadas, revela uma verdade que surpreende a maioria dos traders — a forma de “comprar” que você acha inteligente, provavelmente é apenas um “movimento browniano”. O que essas descobertas significam? Que as tradicionais classificações de ranking, a adoração por taxas de vitória e as estratégias de “atirar para tudo quanto é lado” já perderam validade.
Resumo das descobertas principais (TL;DR)
Este estudo, baseado em dados completos da cadeia, redefine a lógica de ganho em mercados de previsão com quatro descobertas “antiditônicas”:
A armadilha da mediocridade no trading de frequência média: Os traders de frequência média (média de 3,67 operações por dia) têm a maior taxa de vitória (43%), mas a mediana de lucro/prejuízo é quase zero. Isso significa que a maioria dos traders diligentes de frequência média continuam com o patrimônio estagnado, participando “repetidamente” e não “lucrando com o mercado”.
O fim do jogo para apostas de “certeza”: Apostar em eventos de alta probabilidade (preço >0.9) apresenta uma relação risco-retorno péssima — ganhos pequenos, uma única “cisne negro” e o saldo zera. Os dados mostram que esses traders têm retorno médio negativo, ou seja, a longo prazo, eles inevitavelmente perdem.
A zona dourada de 0.2 a 0.4: O verdadeiro Alpha não vem dos extremos, mas se concentra na faixa intermediária, onde há maior divergência de mercado. Os traders nesta faixa evitam a armadilha da loteria e também os baixos odds, obtendo uma “vantagem assimétrica”.
O prêmio de 4x no retorno de estratégias concentradas: Especialistas que focam em poucos setores, com estratégias verticais, têm retorno médio 4 vezes maior que traders dispersos, mesmo com uma taxa de vitória menor. Isso mostra que “menos é mais” — foco é a verdadeira barreira de proteção.
O “paradoxo da diligência” dos traders de frequência média
A verdade oculta por trás da glória aparente
Ao segmentar por frequência de operações, os dados revelam um fenômeno confuso:
Os traders de frequência média (média de 3,67 operações/dia) têm uma taxa de vitória de 43%, a mais alta entre todos os grupos. Apenas 50,3% deles estão no vermelho, bem abaixo dos 77,1% da alta frequência. Esses indicadores sugerem que “fazer 3-4 operações por dia” parece ser a fórmula de ouro para ganhos estáveis.
Porém, ao introduzir a métrica de mediana de lucro/prejuízo (Median PnL), a verdade surge: a mediana de lucro/prejuízo desses traders é 0,001 — quase zero.
O que isso significa? Que, para a maioria dos traders de frequência média, o estudo, as apostas e as ações parecem gerar ganhos menores que perdas, mas o saldo de suas contas não evolui. Ao mesmo tempo, uma minoria de endereços de topo nesta faixa (extremo direito da distribuição) consegue, com a mesma frequência de operações, um lucro médio de +915. Essa polarização interna revela uma dura realidade: a frequência média virou a “selva vermelha” mais lotada.
Por que a frequência média virou o refúgio dos medianos?
Jogo de cara ou coroa sem vantagem sistemática
~43% de taxa de vitória e retorno mediano próximo de zero indicam que o desempenho geral dos traders de frequência média é quase aleatório. Eles participam do mercado guiados por intuição ou informações fragmentadas, evitando o pesadelo de grandes perdas por estratégias falhas, como os robôs de alta frequência, mas também sem construir qualquer vantagem real. Eles participam “repetidamente” do mercado, mas não “lucram” com ele.
Robôs de alta frequência não se aprende, operações de baixa frequência são pouco frequentes
Usuários comuns não conseguem replicar estratégias sistemáticas de alta frequência (média >14 operações/dia) — a barreira técnica é alta, a taxa de vitória é de apenas 21-26%, e a pressão psicológica é enorme. Mas também não querem ficar na baixa frequência, com uma taxa de operação diária de apenas 0,35. Como resultado, grande parte do capital e esforço se acumula na frequência média, que se torna o campo mais competitivo, medíocre e lotado.
Como se destacar na frequência média?
A chave está na diferença de identificação, não na imitação de frequência. Os dados mostram:
Essa é a essência do valor das ferramentas de cópia inteligente: usar algoritmos para identificar, entre uma massa de mediocridade, aqueles endereços que geram ganhos excessivos.
“Certeza” versus “Loteria”: o fracasso de estratégias extremas
A armadilha do “lucro mínimo” em eventos de alta probabilidade
A intuição diz que comprar uma previsão de 0.95 de certeza é de baixo risco. Mas, do ponto de vista matemático-financeiro, é uma operação altamente assimétrica.
Investidores apostam seu capital de 1.0 para ganhar 0.05. Se ocorrer um evento “cisne negro” (por exemplo, Biden desistindo de se candidatar ou uma virada no último minuto de uma partida), a perda de uma única operação leva a zerar o saldo, e seriam necessárias 19 operações bem-sucedidas consecutivas para recuperar o prejuízo. Em ciclos longos, a probabilidade de eventos assim é maior que 5%. Além disso, ao preço >0.9, o consenso de mercado já está formado, e entrar na operação é basicamente aceitar o “pano de fundo” de quem já sabe — sem vantagem informacional.
Os dados mostram que esses traders têm retorno médio negativo e taxa de vitória de apenas 19,5%. Ou seja, a maioria das contas que compram >0.9 acabam sendo vítimas de eventos “cisne negro”.
O dilema do “ruído” em eventos de baixa probabilidade
Comprar eventos com <0.2 (a “loteria”) também tem desempenho ruim, pois os investidores muitas vezes superestimam sua capacidade de capturar eventos raros. Em mercados de previsão eficientes, o preço já reflete a maior parte das informações implícitas. Comprar a longo prazo eventos de baixa probabilidade que já estão corretamente precificados resulta na perda contínua do capital. Apesar do potencial de ganhos múltiplos em uma única operação, a baixa taxa de vitória faz com que o capital sofra perdas recorrentes, dificultando o efeito de juros compostos.
O que os dados revelam?
Essas descobertas indicam que, seja comprando “loteria” ou “certeza”, a longo prazo todos perdem. Estratégias híbridas (com distribuição de posições equilibrada) têm retorno médio 13 vezes maior que estratégias de alta certeza. Mas, mesmo entre os melhores grupos híbridos, os lucros concentram-se nos principais jogadores, mostrando que a maioria não consegue superar as taxas de transação.
A zona dourada de 0.2 a 0.4: onde o verdadeiro Alpha se esconde
Por que essa faixa é a mais lucrativa?
Ao segmentar os endereços pelo custo médio de compra (Probabilidade Implícita), os dados revelam uma distribuição de retorno claramente não linear: o Alpha real não está nos extremos, mas na faixa de 0.2 a 0.4.
Arbitragem cognitiva na precificação
Trader que lucram consistentemente nesta faixa estão fazendo “arbitragem cognitiva”. Comprar entre 0.2 e 0.4 significa que o mercado acredita que a probabilidade do evento é de apenas 20%-40%. Os verdadeiros vencedores identificam eventos subestimados pelo sentimento geral — por exemplo, uma previsão de que um candidato vai virar o jogo, quando o mercado está excessivamente pessimista. Ao validar essa visão, podem obter ganhos explosivos de 2,5 a 5 vezes.
Estrutura de retorno assimétrica perfeita
Essa faixa apresenta “convexidade” — o risco de perda máxima é 100%, mas o potencial de ganho é flexível. Os traders de sucesso nesta zona usam alta taxa de vitória (49,7%) e odds elevadas para maximizar ganhos. Em contraste, as faixas >0.8 geram apenas lucros pequenos, e <0.2 são ruído puro.
Isso mostra que a faixa de 0.2 a 0.4 é não só a mais rentável, mas também a mais sustentável.
Estratégia concentrada com “prêmio de 4x”
Diversificação versus foco: uma descoberta surpreendente
Calculando o “Focus Ratio” (total de operações / número de endereços), os dados revelam dois estilos de trading:
A estratégia focada rende 4 vezes mais que a dispersa. Mas há uma armadilha: a taxa de vitória do focado é menor que a do disperso (33,8% vs 41,3%).
O que isso significa? Que a lógica de lucro dos jogadores avançados no mercado de previsão é contrária à percepção da maioria dos investidores — ganhar mais vezes não garante o lucro final.
Por que “menos é mais”?
Vantagem informacional como barreira vertical
O mercado de previsão é uma batalha de informações. Traders dispersos tentam cobrir várias áreas — política, esportes, cripto — mas permanecem na “superfície” do conhecimento, tornando-se alvos fáceis de serem “divididos” pelo mercado. Já os focados, ao aprofundar-se em um setor específico (como análise de jogadores da NBA ou pesquisas em estados americanos), constroem uma vantagem informacional vertical. Essa profundidade permite detectar pequenas distorções na precificação.
Quebrando o mito da “taxa de vitória”
Lucros elevados geralmente vêm de uma taxa de vitória relativamente baixa. Especialistas focados preferem atuar em momentos de alta divergência de odds (por exemplo, ao comprar a odd 0,3), ao invés de buscar apostas “seguras” com odds >0,9. Assim, eles suportam várias perdas pequenas (com baixa taxa de vitória), mas conseguem algumas apostas certeiras que geram ganhos explosivos. É uma lógica semelhante ao venture capital (VC).
Como identificar o “dinheiro inteligente” de verdade?
Redefinindo os critérios de seleção
Essas descobertas indicam que os métodos tradicionais de seguir o mercado estão obsoletos. Você não deve mais focar apenas na taxa de vitória, mas considerar:
Sinais ruins (evitar):
Sinais bons (priorizar):
Três dimensões de correspondência precisa
Por exemplo, um endereço que só negocia “Eleições nos EUA” e tem um histórico de ganhos estáveis vale mais que um que negocia “NBA” e “Bitcoin” ao mesmo tempo. A especialização aumenta a pureza do Alpha.
Da análise de dados para ferramentas inteligentes
A aplicação prática da Hubble AI
O valor central deste relatório é transformar insights exclusivos em ferramentas práticas. Na Polymarket, alcançar lucros consistentes só com análise manual de 90 mil endereços é inviável. A Hubble está desenvolvendo um sistema de cópia inteligente automatizado, resolvendo três problemas críticos:
1. Eliminar ruído de market makers (MM)
Listas públicas estão cheias de market makers (MM) e bots de arbitragem. Segui-los não traz lucro, e pode gerar perdas por slippage. Com análise de ordens e algoritmos de reconhecimento de padrões, o sistema automaticamente filtra os market makers sistemáticos, focando apenas nos traders ativos que realmente se baseiam em opiniões.
2. Correspondência vertical baseada em foco
Rankings genéricos de “melhores” têm pouco valor. O sistema, usando Focus Ratio e histórico, rotula os endereços com “habilidades” (ex.: “Eleições nos EUA”, “NBA”, “Whale de cripto”). Assim, você consegue uma correspondência precisa com especialistas que têm vantagem informacional na sua área de interesse.
3. Monitoramento de mudança de estilo em tempo real
O maior risco de seguir alguém é quando o trader muda de estratégia repentinamente. O sistema possui modelos de risco em tempo real, que detectam desvios do comportamento histórico (ex.: de baixa frequência para alta frequência, de foco para dispersão) e enviam alertas de anomalia.
Conclusão
No mundo de soma zero da Polymarket, os dados de 90 mil endereços confirmam uma verdade simples: os vencedores de longo prazo vencem porque são extremamente disciplinados — focam em setores específicos, buscam desvios de preço e aceitam taxas de vitória baixas em troca de múltiplos de lucro elevados.
Todos os principais indicadores (Focus Ratio, análise de faixa de preço, eliminação de market makers) já estão integrados na plataforma de dados da Hubble. Nosso objetivo é simples: usar uma visão de dados de nível institucional para substituir a intuição de investidores dispersos.
Se você concorda com essa lógica, o sistema de cópia inteligente da Hubble para Polymarket está em fase de testes internos. Curta, compartilhe e deixe um comentário com “Waitlist” para receber um convite de acesso antecipado. Esperamos que essa abordagem baseada em dados ajude você a realmente superar o mercado.
(Nota: Este estudo é baseado em dados de transações liquidadas na plataforma Polymarket até hoje, e todas as conclusões vêm do algoritmo exclusivo de análise de PnL na cadeia da Hubble.)