Há uma perspetiva interessante do Banco Central que merece atenção em 21 de janeiro. O governador do Banco de Itália, Panetta, afirmou publicamente que o papel das stablecoins no sistema financeiro é bastante limitado — o verdadeiro pilar do sistema monetário são as moedas emitidas pelos bancos comerciais e a moeda digital do banco central, sendo que as stablecoins são apenas uma ferramenta auxiliar.
A sua justificação é bastante direta: a estabilidade das stablecoins depende, em última análise, do seu vínculo com a moeda fiduciária. Essa dependência, na essência, limita o espaço para operação independente no sistema financeiro. Em outras palavras, por mais estáveis que sejam, as stablecoins precisam do respaldo da moeda fiduciária, tendo uma limitação natural na autonomia.
Panetta também mencionou uma questão mais realista — os pagamentos já se tornaram uma área-chave na competição estratégica dos bancos. Num contexto de mudança na configuração económica global, inclinando-se para o poder tecnológico e com o aumento da fragmentação geopolítica, as tecnologias financeiras digitais estão a exercer uma pressão concreta sobre o sistema bancário tradicional.
Vale destacar que a postura do Banco de Itália tem sido bastante cautelosa. O vice-governador do banco já alertou que as "stablecoins de múltiplos emissores" emitidas em vários países e regiões podem representar riscos legais, operacionais e até ameaças à estabilidade financeira na União Europeia. Assim, a estratégia do banco central é clara: ou restringir a emissão dessas stablecoins a regiões com padrões regulatórios uniformes, ou implementar requisitos de reserva mais rigorosos.
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HashRatePhilosopher
· 7h atrás
As stablecoins não podem escapar às correntes da moeda fiduciária; na verdade, são apenas uma fachada.
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NervousFingers
· 7h atrás
As stablecoins são uma versão do dinheiro fiduciário, sem muita independência própria, o banco central já percebeu isso há muito tempo
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SchrodingerWallet
· 7h atrás
As stablecoins são como crianças sem identidade própria; por mais estáveis que sejam, ainda dependem da moeda fiduciária, essa lógica não tem problema nenhum
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GasGasGasBro
· 7h atrás
As stablecoins ainda dependem do respaldo de moeda fiduciária, na verdade é apenas um dólar com uma roupa diferente, qual é a independência disso?
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DAOTruant
· 7h atrás
As stablecoins ainda dependem do respaldo de moeda fiduciária, isso não significa que a sua independência seja tão forte quanto se imagina.
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MidnightTrader
· 7h atrás
As stablecoins ainda dependem do respaldo de moeda fiduciária, isso não é basicamente admitir que não servem para nada...
Há uma perspetiva interessante do Banco Central que merece atenção em 21 de janeiro. O governador do Banco de Itália, Panetta, afirmou publicamente que o papel das stablecoins no sistema financeiro é bastante limitado — o verdadeiro pilar do sistema monetário são as moedas emitidas pelos bancos comerciais e a moeda digital do banco central, sendo que as stablecoins são apenas uma ferramenta auxiliar.
A sua justificação é bastante direta: a estabilidade das stablecoins depende, em última análise, do seu vínculo com a moeda fiduciária. Essa dependência, na essência, limita o espaço para operação independente no sistema financeiro. Em outras palavras, por mais estáveis que sejam, as stablecoins precisam do respaldo da moeda fiduciária, tendo uma limitação natural na autonomia.
Panetta também mencionou uma questão mais realista — os pagamentos já se tornaram uma área-chave na competição estratégica dos bancos. Num contexto de mudança na configuração económica global, inclinando-se para o poder tecnológico e com o aumento da fragmentação geopolítica, as tecnologias financeiras digitais estão a exercer uma pressão concreta sobre o sistema bancário tradicional.
Vale destacar que a postura do Banco de Itália tem sido bastante cautelosa. O vice-governador do banco já alertou que as "stablecoins de múltiplos emissores" emitidas em vários países e regiões podem representar riscos legais, operacionais e até ameaças à estabilidade financeira na União Europeia. Assim, a estratégia do banco central é clara: ou restringir a emissão dessas stablecoins a regiões com padrões regulatórios uniformes, ou implementar requisitos de reserva mais rigorosos.