Trumpet oficialmente nomeia Warsh para liderar o Federal Reserve: Como a combinação de "baixar taxas + reduzir o balanço" irá remodelar o cenário do mercado de criptomoedas?



Análise aprofundada do BlockBeats | 31 de janeiro de 2026

1. O momento decisivo: de candidato a nomeado

Em 30 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Trump, anunciou oficialmente a nomeação do diretor do Fed, Kevin Warsh, como próximo presidente do Federal Reserve. Essa decisão marca o fim de meses de especulações e coloca o economista de 54 anos no centro das atenções do mercado financeiro global.

Revisando os últimos dois meses de disputa de mercado, a vitória de Warsh não foi sem obstáculos. Em dezembro de 2025, Trump, em entrevista, colocou Warsh ao lado de Kevin Hasset como "dois ótimos Kevins", enquanto dados do Polymarket indicavam uma vantagem precoce de Warsh. Agora, com a nomeação oficial, o mercado finalmente pode começar a precificar a trajetória de políticas do novo presidente.

Vale destacar que o sogro de Warsh é Ronald Lauder, líder do grupo Estée Lauder, que mantém uma relação de décadas com Trump. Embora essa conexão tenha gerado debates sobre a independência do Fed, o mais importante é que ela pode facilitar uma comunicação mais fluida entre Warsh e a Casa Branca — especialmente relevante no contexto em que Trump frequentemente pressionava o Fed a cortar taxas.

2. "Corte de juros e redução do balanço": o paradoxo de política revelado pelo Deutsche Bank

No relatório de dezembro de 2025, o Deutsche Bank previu com precisão as posições de Warsh: apoiar cortes de juros, mas exigir redução simultânea do balanço. Essa combinação aparentemente contraditória reflete, na verdade, uma insatisfação com as políticas monetárias agressivas dos últimos 15 anos do Fed.

2.1 Histórico de críticas de Warsh ao QE

Warsh tem uma longa história de críticas ao afrouxamento quantitativo. Em 2010, quando o Fed lançou a segunda rodada de QE (QE2), Warsh, então diretor, votou contra e logo se aposentou. Em recente discurso, ele recordou:

"Naquele verão e outono de 2010, com a economia crescendo forte e a estabilidade financeira, temi que a decisão de comprar mais títulos do governo envolvesse o Fed em uma política fiscal complexa e politicamente delicada."

Warsh acredita que o QE contínuo pode gerar inflação e riscos à estabilidade financeira, além de desviar o Fed de sua missão principal, ao intervir na alocação de crédito que pode distorcer sinais de mercado. Ele chegou a propor o conceito de "domínio fiscal" (Fiscal Dominance), argumentando que o Fed, ao artificialmente manter as taxas de juros baixas, estaria na verdade facilitando o aumento da dívida do governo dos EUA.

2.2 Reforma regulatória: condição prévia para a política

O Deutsche Bank aponta que a implementação do "corte de juros + redução do balanço" depende de reformas regulatórias que reduzam a necessidade de reservas bancárias. Atualmente, o Fed mantém reservas em níveis "suficientes" e retomou compras de gestão de reservas. Somente com uma regulação mais relaxada e menor demanda por reservas, a redução do balanço não entraria em conflito com o corte de juros.

Essa avaliação ecoa vozes internas do Fed, como o vice-presidente de supervisão, Bowman, e o diretor Miler, que já defenderam ideias semelhantes. Contudo, a realização dessas mudanças a curto prazo ainda é incerta. Para o mercado de criptomoedas, isso pode significar um ambiente de liquidez "nominalmente acomodatício, na prática neutro".

3. O espelho duplo do mercado de criptomoedas: postura hawkish e simpatia pelo Bitcoin

A nomeação de Warsh gerou debates acalorados na comunidade cripto. Essa polarização reflete a dualidade na política de Warsh: uma postura hawkish na política monetária, mas uma atitude aberta ao Bitcoin.

3.1 Pressões de curto prazo: expectativa de aperto na liquidez

Durante a crise financeira global, Warsh, então diretor, mostrou uma postura mais hawkish que seus colegas, especialmente em relação ao balanço. Em setembro de 2024, ele afirmou claramente que não apoiava um corte de 50 pontos-base na taxa do Fed. Essa posição sugere que, mesmo apoiando cortes, Warsh pode ser mais cauteloso do que o mercado espera.

Dados recentes indicam que, na reunião de janeiro de 2026, o Fed pausou os cortes, mantendo a taxa entre 3,50% e 3,75%. Notavelmente, houve duas votações contrárias, com os diretores Miler e Waller (ambos indicados por Trump) defendendo uma redução adicional de 25 pontos-base. Essa divisão interna indica que, mesmo com Warsh na presidência, o Fed pode enfrentar um difícil equilíbrio entre a pressão de Trump e o controle da inflação.

Para o mercado de criptomoedas, taxas mais altas por mais tempo + redução mais rápida do balanço = avaliação de ativos de risco sob pressão. O Bitcoin caiu para US$92.664 após o anúncio (-2,8%), com liquidações de posições alavancadas de US$2,27 bilhões em 24 horas, refletindo essa lógica.

3.2 Benefícios de longo prazo: esperança na normalização regulatória

Por outro lado, Warsh não é inimigo do setor cripto. Ele chegou a descrever o Bitcoin como "uma reserva de valor sustentável, semelhante ao ouro". Essa declaração, rara entre altos funcionários do Fed, lhe rendeu a etiqueta de "amigável ao Bitcoin".

Mais importante, sua crítica à "expansão da missão" do Fed — incluindo intervenções em temas como clima e inclusão — sugere que ele possa defender o retorno às funções centrais da política monetária, reduzindo intervenções proativas no setor de criptomoedas. Para uma indústria sob constante incerteza regulatória pela SEC, isso seria uma espécie de alívio.

Além disso, o apoio de Warsh ao CBDC, embora contraditório à ideia de descentralização, pode acelerar a clarificação do quadro regulatório de ativos digitais nos EUA. Com regras claras, a inovação cripto regulamentada pode ganhar espaço de crescimento.

4. Evolução da estrutura de mercado: o jogo institucional na era dos ETFs

A posse de Warsh, em maio de 2026, coincide com um momento crucial na transformação institucional do mercado cripto. Compreender esse contexto é fundamental para prever tendências futuras.

4.1 Sinal de alerta nos fluxos de fundos de ETFs

Em 2025, o fluxo líquido de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA totalizou US$22,94 bilhões, mas em novembro e dezembro houve saídas líquidas de US$3,16 bilhões e US$1,64 bilhões, respectivamente, marcando o maior período de saídas contínuas desde o início. Em janeiro de 2026, essa tendência persistiu, com cerca de US$4,8 bilhões de saída líquida em três meses consecutivos.

Por outro lado, mudanças estruturais estão ocorrendo. Apesar de o retorno do ETF da BlackRock em 2025 ter sido negativo (-9,6%), ele atraiu cerca de US$25,4 bilhões em entradas líquidas, ficando em sexto lugar na lista de fundos com maior fluxo anual, sendo o único entre os dez principais com retorno negativo. Analistas da Bloomberg, como Eric Balchunas, chamaram essa tendência de "clínica HODL" — investidores de longo prazo aproveitando quedas de preço para acumular, ao invés de seguir estratégias de momentum.

Essa "queda de preço, entrada de fundos" se confirma com dados on-chain, como o saldo de reservas em exchanges de Bitcoin atingindo o menor nível em sete anos e grandes baleias acumulando 34.666 BTC em cinco dias. Instituições veem as oscilações de curto prazo como oportunidade de compra, não risco.

4.2 Interação entre política do Fed e alocação institucional

Revisando seu entendimento do mecanismo de ajuste de taxas do Fed, a decisão do FOMC de dezembro de 2025 de eliminar o limite diário de US$5 bilhões em operações de recompra (SRP) permitiu que bancos usassem títulos do governo como garantia ilimitada para empréstimos ao Fed. Essa mudança aumentou significativamente a liquidez de mercado e criou um cenário macro favorável à recuperação do mercado cripto.

Se Warsh persistir na redução do balanço, isso pode mitigar parcialmente essa liquidez abundante. Contudo, suas críticas ao QE tradicional podem levar fundos a migrar de títulos do governo para ativos com maior proteção contra inflação, como o Bitcoin, que se beneficiaria dessa mudança.

5. Perspectivas estratégicas: buscando âncoras na incerteza

Diante da incerteza gerada pela posse de Warsh, investidores devem construir uma estrutura de análise multidimensional:

5.1 Tática de curto prazo: foco em suportes-chave

Análise técnica mostra que o Bitcoin está sobrevendido no curto prazo, mas com resiliência na diária, com suporte em US$90.337 (próximo ao nível de US$91.000 que você analisou anteriormente), enquanto o Ethereum tem suporte em US$3.086. Recomenda-se que os longs usem US$90K (BTC) / US$3K (ETH) como stop-loss, com alavancagem abaixo de 5x, buscando uma relação risco-retorno ≥1,5:1.

5.2 Alocação de médio prazo: reequilíbrio entre ouro e Bitcoin

Com base na sua estratégia de alocação — ouro como âncora de risco (30%-40%) e o restante em Bitcoin e altcoins de alta qualidade —, essa abordagem se mostra especialmente sólida enquanto as políticas de Warsh não estiverem claras. O ouro oferece proteção contra a incerteza monetária, enquanto o Bitcoin se beneficia do reconhecimento de Warsh de "ouro digital" e de uma possível flexibilização regulatória.

5.3 Visão de longo prazo: o jogo de independência e credibilidade

O Deutsche Bank destaca que, ao assumir, o novo presidente precisa conquistar a confiança do mercado, o que será ainda mais desafiador diante do forte corte de taxas solicitado por Trump. Independentemente de Warsh equilibrar "pressão presidencial" e "independência do banco central", o mercado deve passar por um período de maior volatilidade.

Para o setor cripto, isso representa tanto risco quanto oportunidade. Em um ambiente mais institucionalizado e regulado, ativos de alta qualidade que atravessarem ciclos políticos poderão obter prêmio. A nomeação de Warsh pode ser o catalisador dessa transformação.

A nomeação de Kevin Warsh marca uma possível fase de "normalização não convencional" do Fed — combinando ferramentas tradicionais de aperto (redução do balanço) com sinais de afrouxamento não convencionais (cortes de juros), equilibrando controle da inflação e pressão política.

Para o mercado de criptomoedas, isso significa que a lógica de "Fed injetando dinheiro = valorização da moeda" pode se tornar obsoleta, dando lugar a uma análise mais profunda de detalhes de políticas, postura regulatória e estrutura de mercado. Nesse ponto de inflexão, o investidor precisa de mais do que coragem — de paciência para entender a evolução de sistemas complexos.

O mercado está escrevendo uma nova narrativa, e Warsh será uma peça-chave nessa história.

Qual sua previsão para o mercado de criptomoedas após a posse de Warsh? Compartilhe sua opinião nos comentários, curta, compartilhe e siga-nos para mais análises aprofundadas do mercado!
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