As forças de Israel atacam instalações nucleares iranianas, a situação no Médio Oriente volta a agravar-se: o Estreito de Ormuz sofre alterações, provocando uma forte turbulência nos mercados globais

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De acordo com a informação do Mars Finance, em 28 de março, a situação no Oriente Médio voltou a escalar na noite passada e nesta manhã. As Forças de Defesa de Israel confirmaram que realizaram ataques aéreos contra duas instalações nucleares-chave dentro do Irã, incluindo o reator de água pesada de Handaab, localizado na província central, e a fábrica de enriquecimento de urânio na província de Yazd, afirmando que essa ação visa continuar a enfraquecer a capacidade nuclear do Irã. O exército israelense declarou que essas instalações não apenas possuem capacidade de produção de materiais nucleares, mas também representam ativos econômicos importantes para o Irã. Anteriormente, o reator de água pesada já havia sido alvo de um ataque aéreo em junho de 2025. Como resposta, o Irã adotou uma postura firme de retaliação. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que fechou o Estreito de Hormuz, proibindo a passagem de navios relacionados aos Estados Unidos e Israel, e várias embarcações internacionais já retornaram. O Irã também alertou que pode realizar ataques de retaliação contra instalações industriais de Israel e de vários países da região, enquanto os Houthis afirmaram estar prontos para intervir diretamente no conflito sob certas condições. Por sua vez, Israel enviou sinais de escalada adicional, com o ministro da Defesa afirmando que os ataques contra o Irã continuarão a se expandir, e que já estão em andamento operações contra alvos em toda a cidade de Teerã. Os Estados Unidos, por outro lado, adotam uma postura relativamente contida, afirmando que não há planos de invasão terrestre, mas que o conflito deve durar entre duas a quatro semanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, destacou em seu discurso que o Irã “deve abrir o Estreito de Hormuz”, embora tenha cometido um erro ao chamá-lo de “Estreito de Trump”. Ao mesmo tempo, há uma corrente diplomática subterrânea na região. Segundo a Reuters, Catar, Omã e Kuwait estão negociando secretamente para promover um cessar-fogo, enquanto Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão se preparando para uma escalada do conflito e deixam claro que são contra o Irã continuar usando o estreito como moeda de negociação. Os riscos geopolíticos estão se propagando rapidamente para os mercados globais. Com preocupações sobre o fornecimento no Oriente Médio, o preço do petróleo voltou a superar US$ 100 por barril, o ouro à vista retomou a marca de US$ 4.500 por onça, e o prêmio dos contratos de alumínio de vencimento próximo na LME atingiu um recorde histórico. As ações americanas também sofreram pressão, com o índice Nasdaq caindo para uma zona de ajuste técnico em relação ao seu pico, e os três principais índices de ações atingindo níveis baixos de fase. No âmbito macroeconômico e de políticas, há também incertezas: a Fitch manteve a classificação de Israel em “A” com perspectiva negativa; o Congresso dos EUA voltou a travar discussões sobre o orçamento do Departamento de Segurança Interna, aumentando o risco de shutdown; a Rússia anunciou que, a partir de abril, implementará uma proibição de exportação de gasolina, o que pode perturbar ainda mais o cenário de fornecimento de energia. Atualmente, o conflito no Oriente Médio evoluiu rapidamente de um “ataque localizado” para uma fase de “jogo regional + ligação com os mercados globais” de alto risco, com o transporte de energia e os preços de commodities sendo variáveis centrais. O desfecho futuro da situação permanece altamente incerto.

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