Percebi uma tendência bastante interessante que está a mudar a forma como os ricos americanos pensam sobre a casa. Descubra por que os ricos vivem a alugar: nos últimos anos, o número de milionários que optam por alugar disparou literalmente.



Os números são realmente surpreendentes. Em Nova Iorque, em 2023, havia 5.661 milionários alugando, em comparação com 2.204 em 2019. A nível nacional, chegámos a 13.692 em 2023 — mais do que o triplo de há seis anos. Enquanto o número de proprietários milionários cresceu lentamente, os ricos inquilinos multiplicaram a sua presença.

O que está a acontecer? Em primeiro lugar, os preços das casas tornaram-se loucos. Com os custos de compra nas alturas, o aluguer representa uma alternativa muito mais inteligente do ponto de vista financeiro, mesmo para quem poderia comprar. Um agente imobiliário da Flórida explicou bem: para os ricos, a flexibilidade conta mais do que a propriedade. Não querem estar presos às taxas de propriedade, ao seguro, aos problemas de manutenção — especialmente em zonas de risco de desastres naturais como a Flórida e a Califórnia.

Há outro aspeto importante. Se alugam, libertam capital para investir noutro lado — no mercado bolsista, em startups, em criptomoedas — investimentos que podem liquidar muito mais rapidamente do que uma casa. Entretanto, os tempos de venda de imóveis estão a prolongar-se: o mercado tornou-se mais lento e menos previsível.

A pandemia desempenhou um papel importante em tudo isto. Durante o Covid, muitos ricos do norte mudaram-se para cidades do sul com baixa tributação — Houston, Dallas, Miami, Atlanta — e muitos deles optaram por alugar para manter a flexibilidade. Esta migração acelerou a tendência.

Não me interprete mal: a maioria dos ricos continua a comprar casas. Em 2023, havia 143.320 milionários proprietários, contra 13.692 inquilinos. Mas o facto de cada vez mais pessoas abastadas escolherem alugar é uma mudança de mentalidade significativa. Por que os ricos vivem a alugar? Simplesmente porque compensa mais, pelo menos por agora. É uma decisão racional num mercado onde a flexibilidade se tornou um recurso tão valioso quanto a propriedade.
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