Batalha de 6 anos, decisão em 2 horas, Primeira batalha entre Musk e Altman fracassa

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Geração de resumo em curso

Autor|Hualin Wu Wang

Editor|Jingyu

No clássico filme de máfia "O Poderoso Chefão", há uma frase que perdura até hoje — "Isto não é uma questão pessoal, é negócio."

Mas a realidade costuma ser mais complexa. Quando negócios e questões pessoais se misturam, e uma pessoa é ao mesmo tempo ex-cofundador e o mais forte concorrente de hoje, é difícil dizer se aquela queixa é uma simples peça jurídica ou uma carta de despedida atrasada.

No Vale do Silício e em todo os Estados Unidos, a batalha judicial mais notória atualmente é, sem dúvida, a disputa entre Musk e Altman no tribunal.

Agora, essa "rivalidade" que dura anos finalmente teve uma primeira fase de resultado.

Na data de 18 de maio de 2026, no Tribunal Federal de São Francisco, 9 jurados, em menos de duas horas, deram a resposta — Musk perdeu.

01 Seis anos de disputa com sentença

O veredicto do júri não foi complicado, até mesmo um pouco "técnico".

O tribunal não respondeu diretamente à acusação mais central de Musk — se a OpenAI, ao separar seus negócios lucrativos do seu núcleo sem fins lucrativos e ao atrair investimentos comerciais como a Microsoft, traiu sua missão filantrópica original. O júri ignorou essa "questão de alma" e rejeitou todas as reivindicações com base no prazo de prescrição.

A lei da Califórnia exige que tais reivindicações sejam feitas dentro de três anos após o evento relevante. E os principais marcos, como a abertura de investimentos na Microsoft e a progressiva transformação em uma entidade comercial, foram tornados públicos antes de 2019. Musk só entrou com a ação formal em 2024, e o júri considerou que isso já ultrapassava o prazo legal.

9 votos a 0. Unânime.

A juíza Yvonne Gonzalez Rogers, após o julgamento, afirmou que há muitas evidências apoiando a decisão do júri, e declarou estar pronta para "rejeitar na hora" qualquer recurso que Musk possa apresentar. Uma expressão direta e incomum.

O advogado-chefe da OpenAI, William Savitt, ao comentar após o julgamento, destrinchou o núcleo da narrativa de Musk — "Não se trata de uma decisão técnica, mas de uma decisão substantiva. Você apresentou a reivindicação tarde demais, e isso porque você (Musk) está reservando essas reivindicações como uma arma para não conseguir competir no mercado."

Essa afirmação é bastante contundente. Sua implicação é que Musk não é o autor da ação, mas um concorrente comercial que usa o processo judicial como arma.

02 Processo ou briga de rua?

Para entender a verdadeira lógica dessa disputa, é preciso voltar a 2015.

Naquele ano, Musk, Altman e Greg Brockman fundaram a OpenAI, com o objetivo claro de ser uma instituição sem fins lucrativos, dedicada a "desenvolver inteligência artificial segura para toda a humanidade". Musk forneceu fundos significativos inicialmente e participou profundamente das discussões sobre o rumo da empresa.

Em 2018, ele deixou o conselho, alegando "conflito de interesses com os negócios da Tesla".

O resto da história todos já conhecem. Em 2019, a OpenAI recebeu investimento da Microsoft, estabelecendo uma estrutura híbrida de "lucro limitado", e o ChatGPT foi lançado, com uma valorização que disparou. Enquanto isso, Musk criou sua própria empresa de IA, a xAI, em 2023, lançando o modelo Grok, concorrendo diretamente com a OpenAI.

Em 2024, a ação foi oficialmente protocolada. Musk acusou Altman e Brockman de violar o compromisso filantrópico inicial, enriquecendo-se com a comercialização da empresa — usando a expressão "roubar a instituição de caridade".

Essa narrativa tem uma forte carga moral, mas a linha do tempo o desmente.

A decisão de transformar a OpenAI em uma entidade comercial ocorreu entre 2019 e 2021, com total transparência e ampla cobertura da mídia tecnológica. Musk não desconhecia, mas escolheu só revelar essa jogada quando seus concorrentes estavam crescendo e pouco antes do IPO, na janela mais crítica.

O advogado de Musk, Marc Toberoff, manteve sua posição moral após o julgamento — "Isso é uma denúncia de abuso da OpenAI contra a instituição de caridade. Se não fosse Musk, eles estariam impunes." Mas também anunciaram que recorreriam ao Nono Circuito, indicando que a disputa ainda não acabou.

03 OpenAI com tudo a seu favor?

Do ponto de vista da OpenAI, o significado dessa sentença vai além do aspecto jurídico.

Analistas de Wall Street interpretam de forma direta. Dan Ives, da Wedbush Securities, aponta que a maior ameaça dessa ação é que ela pode forçar uma grande reestruturação — se o tribunal determinar que a transformação comercial viola obrigações fiduciárias de caridade, toda a estrutura da empresa pode ser questionada.

"Agora, o pior cenário praticamente foi descartado, o que é um grande benefício para o IPO da OpenAI."

A espada de Damocles que pairava por seis anos caiu em duas horas.

E o próprio momento comercial da OpenAI está no auge. Nas últimas duas semanas, a empresa lançou uma série de novidades: o GPT-5.5 Instant, que se tornou o modelo padrão do ChatGPT, reduzindo em mais de 50% as alucinações em cenários de alto risco; três modelos de áudio em tempo real voltados para empresas, incluindo o GPT-Realtime-Translate, que suporta tradução simultânea em mais de 70 idiomas; o assistente de programação Codex, agora disponível em dispositivos móveis, permitindo que desenvolvedores revisem códigos e aprovem comandos de qualquer lugar.

Além disso, na rodada de financiamento concluída há cerca de duas semanas, a OpenAI levantou 12,2 bilhões de dólares, avaliada em 852 bilhões de dólares, com a participação conjunta da Amazon, Nvidia, SoftBank e Microsoft. Segundo dados recentes, a receita mensal da empresa atingiu cerca de 2 bilhões de dólares, com mais de 900 milhões de usuários ativos semanais.

Neste momento, qualquer risco legal que possa levar a uma reestruturação da empresa representa a maior variável de risco no processo de IPO, e a sentença eliminou esse obstáculo.

A declaração da Microsoft também é bastante reveladora — "Os fatos e a cronologia desse caso sempre foram claros. Apoiamos a decisão do júri de rejeitar essas reivindicações e continuamos comprometidos em colaborar com a OpenAI." Como maior parceiro externo da OpenAI, a Microsoft mantém um tom calmo e confiante.

04 Questões sem resposta

É importante esclarecer que o resultado da sentença não deve ser interpretado como uma "declaração de inocência moral".

A rejeição do júri foi baseada no prazo de prescrição, não na ausência de violação da missão da OpenAI.

Desde o início, o tribunal não respondeu à questão central — qual foi o destino do espírito fundador de uma organização criada sob a bandeira de "beneficiar toda a humanidade", após ela se transformar em uma gigante avaliada em bilhões?

Essa questão não desaparece com o fim de uma disputa judicial.

Na verdade, à medida que o IPO da OpenAI se aproxima, a empresa também está ajustando sua estrutura, redefinindo a relação entre a parte sem fins lucrativos e a entidade lucrativa. Isso não é uma concessão a Musk, mas uma questão estrutural que o setor de IA precisa enfrentar.

A tensão entre o idealismo tecnológico e o realismo comercial é uma contradição eterna do Vale do Silício.

Desde o "não fazer o mal" do Google, passando pelo "conectar o mundo" do Facebook, até o "beneficiar toda a humanidade" da OpenAI, esses nobres discursos fundacionais sofreram transformações sob a força do capital. A raiva de Musk, por mais que motive, revela uma ansiedade real — quando a tecnologia de IA, capaz de remodelar a civilização, é colocada dentro de uma empresa com intenção de IPO, em quem podemos realmente confiar?

Essa questão, o tribunal não responde.

Musk anunciou que recorrerá, Altman saiu vitorioso hoje, mas a discussão mais profunda sobre quem a IA realmente pertence e quem deve controlá-la está apenas começando uma nova fase.

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