Por que algumas empresas fortalecem cada vez mais seus produtos, enquanto outras fazem seus PPTs cada vez mais espessos?


A maior diferença entre a cultura de engenharia de muitas empresas e a cultura de PPT não está na ferramenta, mas em quem é responsável.
A cultura de engenharia enfrenta a realidade: se o produto não é bom, melhora-se o produto; se a máquina quebrou, conserta-se a máquina; se o usuário não está satisfeito, estuda-se o usuário; se errou, admite-se e corrige-se.
A cultura de PPT enfrenta a organização: se o produto não é bom, primeiro escreve-se um relatório; se o projeto é adiado, primeiro faz-se uma apresentação; se há um problema, primeiro procura-se o responsável; se o resultado não é bom, primeiro otimiza-se a forma de exibição.
A cultura de engenharia produz produtos e resultados, a cultura de PPT produz materiais e explicações;
a cultura de engenharia acredita que a realidade dará a resposta, a cultura de PPT acredita que os líderes darão a resposta.
Quando uma organização começa a considerar o “sucesso na realização da reunião de início de projeto” como conquista, o “relatório altamente reconhecido” como resultado, e “fazer PPT bonito” como habilidade, ela deixa de otimizar o mundo real e passa a otimizar o mundo que os líderes veem.
No final, a realidade fica cada vez pior, mas os relatórios ficam cada vez mais perfeitos.
O verdadeiro perigo nunca foi não saber fazer PPT, mas quando o PPT começa a substituir a realidade.
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