A ansiedade e a depressão nem sempre são inimigos a serem destruídos; às vezes, parecem mais uma dor de crescimento cognitivo. Quando a antiga visão de mundo não consegue explicar a realidade, e os desejos antigos não satisfazem o interior, a pessoa entra em ansiedade; e quando o sistema de significado antigo falha completamente, e novas respostas ainda não foram estabelecidas, a pessoa pode entrar em um estado semelhante à depressão. Nesse processo, o que realmente importa não é evitar a dor, mas entender as causas por trás dela: qual desejo está impulsionando a ansiedade, que obsessão está criando a dor. Se for possível questionar continuamente e confrontar essas questões, a pessoa terá a oportunidade de realizar uma reconstrução de si mesma. Muitas ideias profundas, filosofias e sabedorias nascem justamente desse processo. O verdadeiro crescimento não é nunca ter experimentado a escuridão, mas reencontrar, na escuridão, as próprias coordenadas e direção.

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