#BTC下探60000美元关键关口


O quê? Os 1,1 milhão de bitcoins de Satoshi Nakamoto estão espalhados por 22.000 carteiras?

Vocês costumam ver essa imagem sendo compartilhada online? Acham que o milhão de bitcoins de Satoshi está parado numa única carteira?

Mas não é bem assim. A verdade pode te surpreender.

Os dados on-chain mostram claramente que aquelas "moedas de Satoshi" que nunca foram movidas não estão numa única carteira, mas sim espalhadas como sementes por cerca de 22.000 endereços completamente diferentes. Cada endereço tem exatamente a recompensa de bloco da época — 50 BTC inteirinhos. Você não leu errado: não é uma baleia, mas sim uma frota de 22.000 "carteirinhas".

Como é que isso aconteceu? Hoje vou explicar para vocês o romance geek escondido no design mais fundamental do Bitcoin.

Não se deixe enganar pela palavra "carteira"

Na blockchain, quando dizemos "uma carteira", muitas vezes é apenas um endereço. Mas quem disse que uma pessoa só pode ter um endereço? Pensando nos cartões de banco de hoje, você pode ter apenas um cartão, mas no mundo do Bitcoin, cada interação com o mundo sugere que você troque para um novo "cartão".

Satoshi Nakamoto apenas levou essa filosofia de design ao extremo — não, ele nem sequer a "usou" intencionalmente; tudo era apenas o software de mineração a correr automaticamente.

Entre 2009 e 2010, a rede quase não tinha poder de processamento. Satoshi, sozinho, com alguns computadores, guardava silenciosamente os dias da criação do Bitcoin. Naquela altura, o cliente tinha um mecanismo padrão: cada vez que mineravas um novo bloco, o programa gerava automaticamente um endereço novo, nunca usado, para receber a recompensa de 50 BTC. Porquê? Para privacidade, para impedir que alguém, através do mesmo endereço, rastreasse o fluxo dos teus fundos.

Assim, Satoshi mantinha o programa ligado dia após dia. Bloco após bloco eram criados, endereço após endereço eram gerados automaticamente, e cada remessa de 50 BTC era depositada de forma limpa numa nova casa. Ele minerou cerca de 22.000 blocos, e naturalmente deixou esses 22.000 endereços de recebimento. Todo o processo foi sem intenção, sem planeamento; apenas o código a executar fielmente a lógica subjacente.

Pergunta crucial: Então ele tinha que se lembrar de 22.000 chaves privadas? É loucura?

Esta é provavelmente a primeira pergunta que vem à mente de quem ouve esta história. Normalmente, perder uma única chave privada já é uma dor de cabeça. 22.000? Quem conseguiria gerir isso?

A resposta é tão elegante que dá vontade de bater na coxa: basta um ficheiro.

As carteiras dos primeiros clientes do Bitcoin não guardavam cada chave privada num ficheiro independente. Em vez disso, todas as chaves privadas estavam num ficheiro encriptado chamado wallet.dat. Podes imaginá-lo como um cofre super seguro, com 22.000 gavetinhas independentes, cada uma com uma chave privada, e para controlar o cofre basta uma "chave mestra" — a tua senha da carteira.

Para Satoshi Nakamoto, ele não precisava de escrever 22.000 conjuntos de caracteres aleatórios no papel, nem de esconder as chaves privadas em vários cantos do mundo. Bastava proteger aquele único ficheiro wallet.dat como se fosse um diário, e, se necessário, definir uma senha forte. Assim, todos os bitcoins naqueles endereços estavam sob o seu controlo.

Portanto, vês: a "dispersão" técnica e a "concentração" na gestão alcançaram uma união curiosa em Satoshi. Na blockchain, parecem estrelas no céu; ao nível das chaves privadas, são um comboio de família puxado por um único fio. Isto só podia ser obra do criador.

O maior mistério da história: Para onde foi aquele ficheiro?

Isto leva-nos ao caso por resolver número um no mundo do Bitcoin. Estes milhões de bitcoins, desde que Satoshi desapareceu completamente em 2010, ficaram como que num botão de pausa permanente. Durante treze anos, nem 0,0001 BTC foi transferido. Detectives on-chain vigiam dia e noite estes 22.000 endereços; qualquer movimento pequeno desencadearia um tsunami no mundo cripto, mas eles permanecem eternamente em silêncio.

Há duas teorias principais, cada uma digna de entrar para a história.

Primeira: Autodestruição. Muitos investigadores acreditam que, para o Bitcoin alcançar verdadeiramente a "descentralização", Satoshi, no momento em que se retirou, destruiu completamente o ficheiro wallet.dat que controlava uma fortuna de biliões. Um clique e o ficheiro foi triturado; as chaves privadas desapareceram do mundo físico. Se assim for, estes milhões de bitcoins tornaram-se um monumento digital eterno na blockchain, intocável por qualquer um, equivalente a queimar uma fortuna de centenas de milhares de milhões de dólares. Esta dureza é mais divina que humana.

Segunda: Cold storage profundo. O ficheiro pode ter sido encriptado, colocado num pequeno USB, ou gravado num CD, enterrado debaixo de uma árvore no quintal, ou trancado no fundo de um cofre de banco, nunca ligado à internet. Este "armazenamento a frio" extremo também consegue manter os ativos em hibernação permanente, deixando ao mundo uma lenda que nunca poderá ser confirmada.

O símbolo de fé espalhado por 22.000 endereços

Olhando para trás, a "dispersão" destes 22.000 endereços está cheia de metáforas. $BTC

Ela diz-te da forma mais direta que a descentralização do Bitcoin nasce dos ossos; nem o criador gozou de qualquer "carteira gigante especial". Ele usava o mesmo cliente que tu e eu, seguia as mesmas regras de troca automática de endereços. Não criou uma porta traseira para si, para colocar todas as moedas confortavelmente numa conta VIP.

Hoje, estes 22.000 endereços são como 22.000 olhos, observando silenciosamente este mundo cripto cada vez mais barulhento. São silenciosos, mas proclamam a visão original do Bitcoin de forma mais poderosa do que qualquer white paper.

Da próxima vez que alguém te disser "a grande carteira de Satoshi Nakamoto", podes enviar-lhe este texto e dizer: não é assim tão simples. É um milagre espalhado pela floresta do código, e o enigma mais frio e romântico que os geeks deixaram ao mundo. #BTC
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