IPO em cadeia: desta vez não é conversa, é mesmo a sério!


A fusão entre as finanças tradicionais e a blockchain dá mais um grande passo.
Primeiro, vejamos a ação central:
Cantor Fitzgerald em parceria com Securitize, para integrar a blockchain diretamente nos processos de IPO e de emissões posteriores.
A Cantor traz as capacidades tradicionais de underwriting e de negociação do banco de investimento; a Securitize trata da camada de infraestrutura para a tokenização.
O foco está no modelo.
Desta vez, é o modelo “issuer-led”: os tokens representam diretamente os títulos financeiros reais, não é criar um SPV lá fora e embrulhar tudo por cima.
Isto são conceitos totalmente diferentes em termos de conformidade e aceitação pelo mercado.
Na mesma semana, a DTCC também se juntou a JPMorgan, BlackRock e outras gigantes para promover a tokenização de ações; o sinal é bem claro.
Para nós, o que podemos tirar:
Primeiro, no futuro, ao avaliar se um projeto de tokenização é ou não fiável, foquem-se em “token = título”, não se limitem à embalagem.
Segundo, prestem atenção a que empresas cotadas serão as primeiras a “provar o caranguejo”; é um indicador do rumo do setor.
Terceiro, a linha da Cantor segue uma emissão end-to-end on-chain; a aliança da DTCC é mais voltada para compensação e liquidação. Se, no futuro, estas duas vias serão concorrentes ou complementares, vale a pena acompanhar continuamente.
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