A “vala” da NVIDIA vai ser rompida? Citrini está otimista com a AMD e pessimista com a NVDA. A programação com IA está a remodelar o panorama dos chips?



Recentemente, surgiu uma nova controvérsia no mercado de chips de IA.

A NVIDIA, que tem sido considerada como tendo uma “vala” absolutamente intransponível, começa a enfrentar um número crescente de desafios.

O foco do mercado vem da perspetiva da Citrini Research:

Otimista com a AMD, cautelosa quanto ao crescimento futuro da NVIDIA.

O sinal que está por trás disto:

A concorrência de chips de IA poderá estar a entrar numa nova fase.

Porque é que, nos últimos dois anos, a NVIDIA conseguiu tornar-se a maior vencedora da era da IA?

A resposta é simples:

Não são apenas GPUs.

É um ecossistema inteiro.

O que torna a NVIDIA realmente forte não são apenas chips como o H100 e o Blackwell.

É:

CUDA.

Ecossistema de programadores.

Otimização de software.

Planificação da infraestrutura de IA.

Isto cria um grande efeito de rede.

Muitas empresas não desconhecem que a AMD tem capacidade competitiva.

O problema é:

Os custos de migração são demasiado elevados.

Mas agora, o mercado começa a discutir uma nova variável:

Programação com IA.

Porque é que a programação com IA pode mudar o panorama dos chips?

Porque a forma como os modelos de IA são desenvolvidos no futuro poderá sofrer alterações.

No passado:

Os engenheiros precisavam de muito tempo para otimizar o código, para o software se adaptar ao hardware.

No futuro:

Com o reforço das capacidades de programação assistida por IA, a eficiência de geração e otimização de código vai aumentar.

Isto pode reduzir a dificuldade de adaptação de software entre diferentes chips.

Em termos simples:

No passado, a maior vantagem da NVIDIA era a barreira do ecossistema.

Se a IA ajudar os programadores a reduzir os custos de migração.

Então a oportunidade para a AMD recuperar pode aumentar.

É também por isso que o mercado começou a voltar a dar atenção à AMD.

Quais são as vantagens da AMD?

Primeiro:

Competitividade de preços.

Em implementações em grande escala em data centers, os custos têm sido uma preocupação constante das empresas.

Segundo:

Rota de ecossistema aberto.

Em comparação com o ecossistema de software mais fechado da NVIDIA, a AMD dá mais ênfase à cooperação aberta.

Terceiro:

Necessidades dos fornecedores de cloud.

Grandes prestadores de serviços em cloud, como a Microsoft, a Amazon e a Google, querem reduzir a dependência de um único fornecedor.

Isto dá à AMD uma oportunidade.

Mas a NVIDIA será mesmo facilmente substituída?

Eu não acredito que sim.

Pelo menos no curto prazo, não.

A razão é óbvia:

A maior procura na indústria de IA, neste momento, continua a ser uma expansão rápida.

As empresas estão mais focadas em:

Desempenho.

Estabilidade.

Maturidade do ecossistema.

E não apenas no preço.

A maior vantagem atual da NVIDIA:

é que toda a cadeia da indústria de IA já foi construída em torno dela.

O verdadeiro problema não é:

Se a AMD consegue derrotar a NVIDIA.

O que realmente importa é:

Se o mercado de IA do futuro vai deixar de ser “um só dominador” para se tornar “concorrência entre vários”.

É nisto que os investidores devem realmente prestar atenção.

Porque a história da indústria de chips nos diz:

Não há um dominador eterno.

A Intel dominou a era dos PCs.

Depois, a mudança para chips móveis alterou o panorama.

A Apple mudou o ecossistema de chips para telemóveis.

E agora, na era da IA, também poderá surgir uma nova transformação na indústria.

Do ponto de vista de investimento:

Acho que, nos próximos anos, os chips de IA vão mostrar três tendências.

Primeiro:

A NVIDIA continuará a dominar o mercado high-end.

A vantagem do seu ecossistema é difícil de substituir a curto prazo.

Segundo:

A AMD pode ganhar mais quota.

Especialmente em mercados sensíveis a custos.

Terceiro:

Crescimento de chips de IA personalizados.

Quando os gigantes da cloud desenham os seus próprios chips, isso vai dispersar ainda mais o mercado.

A maior divergência no mercado atualmente:

Os que estão otimistas com a NVIDIA consideram que:

A infraestrutura de IA ainda está apenas a começar a ser construída, e a NVIDIA continua a ter a “vala” mais forte.

Os que estão pessimistas com a NVIDIA consideram que:

As expetativas de crescimento já estão refletidas na valorização, e a concorrência futura vai comprimir os espaços de lucro.

E a maior oportunidade da AMD:

é tornar-se a “segunda opção”.

A minha conclusão:

A “vala” da NVIDIA não vai desaparecer de imediato por causa de uma perspetiva.

Mas o mercado está, com antecedência, a negociar um futuro:

Os chips de IA poderão deixar de ser um jogo da exclusiva responsabilidade da NVIDIA.

O verdadeiro vencedor no futuro não é necessariamente quem tem o chip mais forte.

Mas sim quem conseguir encontrar o melhor equilíbrio entre:

hardware.

software.

ecossistema.

custos.

Frase da trading room:

A NVIDIA ganha com a explosão de IA dos últimos dois anos; a AMD apostou num ecossistema de IA aberto no futuro. Quando a IA passar da fase de treino para uma fase de aplicações em grande escala, a guerra dos chips poderá mudar de “concorrência de desempenho” para “concorrência de ecossistema e custos”.
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