(Fonte: tether)
A Tether, maior emissora de stablecoins do mundo, anunciou planos para contratar uma das principais firmas globais de auditoria contábil para realizar sua primeira auditoria completa dos ativos de reserva.
A auditoria será conduzida por uma das quatro maiores firmas de auditoria do mundo, embora a Tether não tenha informado qual delas ficará responsável pelo processo. O exame abrangerá a situação financeira de sua stablecoin atrelada ao dólar americano, a USDT.
De acordo com a Tether, o processo vai além de uma simples revisão financeira: trata-se de uma auditoria independente e aprofundada.
Os principais pontos avaliados serão:
Análise da situação dos ativos e reservas
Revisão das obrigações referentes aos tokens emitidos
Auditoria completa das demonstrações financeiras
Avaliação dos controles internos e dos processos financeiros
Simon McWilliams, diretor financeiro da Tether, ressaltou que a escolha da empresa de auditoria ocorreu por meio de um processo competitivo.
A expressão Big Four diz respeito a Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCoopers — referências globais em auditoria financeira. Uma auditoria bem-sucedida pode fortalecer ainda mais a confiança do mercado na USDT.
A USDT segue como a maior stablecoin do mercado de criptoativos.
Dados recentes indicam:
Valor de mercado em torno de US$ 184,1 bilhões
Tamanho de mercado muito superior ao das demais stablecoins
A título de comparação, a USDC, da Circle, possui valor de mercado aproximado de US$ 78,6 bilhões.
Uma pesquisa de mercado recente mostrou que o volume de negociação da USDC ultrapassou brevemente o da USDT, algo que não ocorria desde 2019.
A composição das reservas da Tether segue no centro das atenções do mercado. A empresa afirma que cada USDT é lastreada na proporção de 1:1 por ativos fiduciários. Segundo a própria Tether, as reservas são compostas principalmente por títulos do Tesouro dos EUA, ouro físico, Bitcoin e ativos de empréstimos colateralizados. A consultoria BDO Global já havia divulgado essas informações anteriormente.
No fim do ano passado, Arthur Hayes alertou que uma queda acentuada nos preços dos ativos de reserva poderia pressionar a Tether. James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, discordou, argumentando que os riscos estariam sendo superestimados.
O anúncio da auditoria da Tether ocorre em meio a alterações nas políticas regulatórias. Recentemente, os Estados Unidos aprovaram o GENIUS Act, criando um marco regulatório para stablecoins de pagamento. Para atender a essas exigências, a Tether lançou a USAt, nova stablecoin, no início deste ano, tendo o Anchorage Digital Bank como emissor. Isso demonstra que a Tether está adaptando ativamente seu modelo de negócios para acompanhar a evolução regulatória.
O plano da Tether para realizar sua primeira auditoria abrangente representa um avanço importante em transparência e conformidade para o setor de stablecoins. Com a expansão do mercado e o aumento da clareza regulatória, cresce a pressão sobre emissores de stablecoins por auditorias e divulgações. Uma auditoria bem-sucedida pode reforçar a confiança no sistema de reservas da USDT e estabelecer um novo padrão de credibilidade em todo o mercado de stablecoins.





