
Entidades centralizadas são plataformas do mercado cripto responsáveis pela operação e proteção dos ativos dos usuários. Elas oferecem maior praticidade nas negociações, mas exigem confiança dos usuários nos padrões de segurança e conformidade da plataforma.
Entidades centralizadas são prestadores de serviços em cripto que gerenciam e custodiam ativos por meio de uma empresa ou equipe única. Entre os exemplos mais comuns estão exchanges centralizadas (CEXs), custodiante, rampas de entrada de moeda fiduciária e plataformas de empréstimo. Essas entidades realizam a gestão de contas, execução de negociações, depósitos, saques e suporte ao cliente, proporcionando uma experiência integrada e simplificada ao usuário.
Diferentemente dos protocolos descentralizados, entidades centralizadas operam sob regras e decisões controladas pela plataforma, o que garante mais eficiência, porém concentra o poder. Assim, o usuário precisa confiar na política da plataforma quanto à segurança, gestão de riscos e transparência em auditorias.
Porque a maior parte dos iniciantes ingressa no universo cripto e realiza suas primeiras operações por meio de plataformas centralizadas.
Para quem está começando, a compra de cripto com moeda fiduciária, custódia de ativos, execução de ordens e suporte ao cliente geralmente são realizados por entidades centralizadas. Isso define sua experiência e os limites de segurança: como a plataforma protege seus ativos, como lida com situações anômalas e como cumpre as regras regulatórias locais.
Compreender entidades centralizadas também permite escolher plataformas e produtos adequados, evitando riscos desnecessários, como excesso de concentração de ativos, ignorar informações sobre saques e auditorias, ou desconhecer taxas e mudanças de políticas.
Essas plataformas gerenciam contas e fluxos de fundos de forma centralizada, com base em estruturas de controle de risco e conformidade.
O primeiro aspecto é o sistema de contas e verificação de identidade KYC. As plataformas utilizam checagem de documentos e avaliação de risco para liberar diferentes níveis de serviço—como limites de depósito, acesso à negociação de margem e limites de saque. KYC, ou “Know Your Customer”, é essencial para prevenção à lavagem de dinheiro e conformidade regulatória.
Depois, há o sistema de correspondência de ordens e o livro de ofertas. O livro de ofertas funciona como uma lista dinâmica de ordens de compra e venda. A plataforma realiza o casamento das ordens para facilitar negociações, prover profundidade de mercado e garantir liquidez, permitindo que usuários transacionem rapidamente a preços de mercado.
Quanto à custódia de ativos, as plataformas geralmente utilizam uma combinação de “hot wallets” (conectadas à internet para operações diárias e saques) e cold wallets (armazenamento offline para reservas maiores ou de longo prazo). Cada vez mais, as plataformas publicam “proof of reserves” com endereços on-chain e relatórios de auditoria para comprovar a cobertura dos ativos.
Na área de conformidade e controle de risco, as medidas incluem detecção de login suspeito, checagem de saques atrasados, controles de risco em níveis e monitoramento contra lavagem de dinheiro. Em caso de incidentes, a plataforma pode ativar protocolos emergenciais, como reforçar a aprovação de saques ou suspender temporariamente depósitos/saques de determinados ativos.
Os principais são negociação, rampas de entrada de moeda fiduciária, produtos de gestão de patrimônio e lançamentos de tokens.
Para negociação, exchanges centralizadas oferecem pares cripto-cripto e cripto-fiat, além de opções de margem e derivativos. Por exemplo, na Gate, após completar o KYC, o usuário pode depositar moeda fiduciária por cartão bancário ou canais de pagamento de terceiros e negociar nos mercados spot ou de derivativos. A plataforma utiliza o livro de ofertas para casar ordens e liquidar operações.
Em gestão de patrimônio, as plataformas oferecem produtos “earn”, nos quais os fundos ficam sob custódia da plataforma e os juros são pagos em taxas fixas. Nos produtos de patrimônio da Gate, por exemplo, após a subscrição, os fundos vão para uma conta custodiada com juros distribuídos diariamente ou no vencimento; resgate antecipado ou saque está sujeito à revisão de risco.
Para lançamentos de projetos e listagem de tokens, as plataformas avaliam equipes, segurança do código e riscos de mercado antes de aprovar negociações ou participação em Launchpad. Na Gate, por exemplo, exige-se documentação para diligência e análise técnica antes da listagem e liberação para negociação ou depósitos.
Para proteger ativos dos usuários, as plataformas oferecem recursos como alertas de atividade anormal, listas brancas de saque e autenticação multifator. Caso surjam riscos, as atualizações são comunicadas por anúncios e canais de suporte ao cliente, com orientações para reforçar a segurança da conta.
Diversifique ativos, verifique medidas de transparência e maximize configurações de segurança.
Primeiro passo: Avalie a transparência antes de escolher uma plataforma. Veja se ela publica proof of reserves, divulga práticas de gestão de hot/cold wallets, utiliza auditorias de terceiros ou publica registros de incidentes de segurança.
Segundo passo: Diversifique seus fundos. Evite manter todos os ativos em uma única plataforma ou produto; separe recursos para negociação dos investimentos de longo prazo—considere usar wallets de autocustódia para estes últimos.
Terceiro passo: Reforce a segurança da conta. Ative autenticação de dois fatores (2FA), use listas brancas de saque e ferramentas de gestão de dispositivos, defina limites razoáveis de saque e congele a conta imediatamente e contate o suporte ao notar atividades incomuns.
Quarto passo: Entenda os termos dos produtos. Antes de assinar produtos de rendimento ou participar de vendas de tokens, revise cuidadosamente taxas, prazos de bloqueio, tarifas de resgate antecipado e avisos de risco—tenha cautela com ofertas de alto rendimento.
Quinto passo: Audite sua conta regularmente. Faça revisões mensais do histórico de login, permissões de API, dispositivos autorizados; remova chaves de API não utilizadas; atualize senhas; faça backup das chaves de segurança.
No último ano, as plataformas aumentaram a transparência e os investimentos em conformidade, mantendo alta participação no volume de negociação.
No início de 2026, dados do setor mostram que as principais exchanges centralizadas estão reforçando processos de conformidade e divulgação de reservas. Mais plataformas agora publicam relatórios mensais de proof-of-reserves com cobertura de ativos on-chain em tempo real—normalmente acima de 100%.
Segundo relatórios públicos de 2024 (CoinGecko, Kaiko, Chainalysis), as exchanges centralizadas ainda dominam os volumes de negociação cripto. As principais plataformas respondem juntas por 70%–80% do volume spot. Com a reabertura das rampas fiat e o crescimento da adoção de stablecoin, a atividade nos canais fiat-cripto aumentou.
Na área de conformidade, mais plataformas obtiveram licenças em vários países no último ano; atualizações nos modelos KYC/AML são mais frequentes; recursos de gestão de risco como listas brancas de saque e monitoramento comportamental tornaram-se padrão; a divulgação de incidentes de segurança está mais ágil.
Na estrutura de base de usuários, participam tanto clientes de varejo quanto institucionais. Instituições utilizam cada vez mais serviços de custódia e OTC, enquanto usuários de varejo preferem plataformas centralizadas para comprar cripto e obter rendimento—movendo parte dos fundos posteriormente para wallets de autocustódia para gestão própria.
Essas tendências são baseadas em dados públicos do setor e comunicados das plataformas; os números podem variar conforme o momento dos relatórios e metodologias utilizadas.
Sim. São exemplos clássicos de exchanges centralizadas. São plataformas operadas por empresas onde o usuário precisa depositar ativos para negociar; a plataforma controla as chaves privadas e os movimentos dos ativos do usuário. Por outro lado, exchanges descentralizadas (DEXs) permitem que o usuário negocie diretamente de sua wallet sem custódia da plataforma.
Há risco significativo. Se uma exchange declarar falência ou desaparecer com seus fundos, a recuperação é improvável. Por isso a frase "Not your keys, not your coins" é popular—se os ativos não estão em sua própria wallet, estão em risco. Recomenda-se manter apenas fundos para negociações de curto prazo em exchanges centralizadas; ativos de longo prazo devem ser transferidos para sua própria cold wallet.
É uma questão de equilíbrio prático. Iniciantes precisam das exchanges centralizadas para entrada com moeda fiduciária, liquidez ou proteção contra riscos. Entretanto, armazenamento de longo prazo ou grandes volumes devem ser mantidos em soluções descentralizadas (wallets de autocustódia). O essencial é escolher conforme suas necessidades e tolerância ao risco—não adotar posições absolutas.
Todos são entidades centralizadas, mas têm funções distintas. Bancos e Alipay são intermediários financeiros tradicionais regulados por governos; exchanges cripto são plataformas de negociação de ativos digitais com regulação menos madura e riscos mais elevados. Falências de exchanges (como FTX) são mais comuns; bancos geralmente oferecem proteção via seguro de depósito. No mercado cripto, o risco de crédito com entidades centralizadas é uma preocupação maior.
Principalmente por meio de armazenamento em cold wallet, auditorias regulares e manutenção de reservas de capital adequadas. Entretanto, enquanto suas moedas estiverem nas contas da exchange, há sempre um risco teórico de uso indevido pela plataforma. Confiança absoluta não é realista—por isso, a prática mais segura é sacar as moedas para sua própria cold wallet após negociar na Gate ou em exchanges similares.


