ERC em cripto

ERC, sigla para “Ethereum Request for Comments”, é um padrão público adotado pela comunidade Ethereum para definir a interação entre smart contracts. Esse padrão estabelece funções e eventos padronizados para recursos como tokens e NFTs, garantindo interoperabilidade fluida entre wallets, exchanges e aplicações descentralizadas. No âmbito do processo Ethereum Improvement Proposal (EIP), os ERCs são classificados como padrões da camada de aplicação. Entre os exemplos mais relevantes estão o ERC-20, ERC-721 e ERC-1155, amplamente utilizados para emissão e transferência de ativos.
Resumo
1.
ERC significa Ethereum Request for Comments, que define padrões técnicos para a rede Ethereum.
2.
ERC-20 é o padrão de token mais comum, definindo funções básicas para tokens fungíveis, como transferências e consultas de saldo.
3.
O padrão ERC-721 é usado para Tokens Não Fungíveis (NFTs), onde cada token possui características únicas e não é intercambiável.
4.
Os padrões ERC garantem interoperabilidade e compatibilidade entre diferentes aplicações e contratos inteligentes dentro do ecossistema Ethereum.
5.
Desenvolvedores podem submeter propostas ERC, que se tornam padrões oficiais após discussão e revisão pela comunidade, impulsionando a inovação no ecossistema.
ERC em cripto

O que é ERC?

ERC é a sigla para Ethereum Request for Comments. Trata-se de um conjunto de padrões técnicos que definem como contratos inteligentes devem interagir na blockchain Ethereum. Os ERCs especificam funções e eventos obrigatórios que os contratos inteligentes precisam implementar, permitindo que carteiras, exchanges e aplicativos descentralizados (DApps) se comuniquem com contratos de forma padronizada.

Um contrato inteligente é, basicamente, um programa implantado na blockchain que executa automaticamente regras pré-definidas. Os ERCs funcionam como “padrões de interface” para esses programas — por exemplo, exigindo uma função de transferência para movimentação de tokens ou um evento Transfer para registro de transações. Como as interfaces são padronizadas, carteiras e exchanges conseguem integrar novos tokens com eficiência, sem necessidade de desenvolvimento personalizado para cada caso.

Relação entre ERC e EIP

Os ERCs têm origem nos EIPs (Ethereum Improvement Proposals), mas não são equivalentes. Um EIP é uma proposta abrangente que reúne sugestões que vão desde mudanças no protocolo até melhorias em aplicações no ecossistema Ethereum. Os ERCs são um subconjunto dos EIPs, focados especificamente em padrões de interação entre aplicações e contratos — ou seja, como as interfaces devem ser estruturadas.

Pense nos EIPs como um catálogo mestre de propostas, sendo os ERCs as entradas dedicadas a interfaces de aplicações. Normalmente, um ERC passa por elaboração, discussão na comunidade, revisão e finalização. Depois que a especificação se estabiliza, desenvolvedores a implementam, carteiras e exchanges oferecem suporte e o padrão se consolida no ecossistema.

O que significa ERC-20?

ERC-20 é o padrão de interface para tokens fungíveis — aqueles em que cada unidade é idêntica e intercambiável (como stablecoins ou tokens de governança). O padrão ERC-20 define funções como balanceOf, transfer, approve e allowance, além de eventos como Transfer e Approval.

Na prática, stablecoins como USDT na Ethereum seguem o padrão ERC-20. Quando usuários realizam transferências por carteiras ou exchanges, a função transfer é acionada; ao autorizar DApps (como exchanges descentralizadas), as funções approve e allowance são utilizadas.

Nas páginas de depósito das exchanges, a rede principal da Ethereum costuma ser identificada como “ERC-20” ou “ERC (Ethereum)”, indicando que o formato do endereço do token e o método de transferência seguem a especificação ERC-20.

Qual a diferença entre ERC-721 e ERC-1155?

Ambos os padrões tratam de tokens não fungíveis (NFTs), mas possuem finalidades distintas. O ERC-721 define tokens não fungíveis, em que cada token possui um ID exclusivo — semelhante a colecionáveis digitais ou certificados. O ERC-1155 é um padrão multi-token que suporta ativos fungíveis e não fungíveis, permitindo gerenciar vários IDs de token em um único contrato e realizar transferências em lote de forma eficiente.

Por exemplo, uma obra de arte digital pode ser representada como um token ERC-721, com cada Token ID vinculado a uma peça única. Em jogos, ativos como equipamentos (não fungíveis) e materiais empilháveis (fungíveis) podem ser gerenciados juntos em um contrato ERC-1155. As transferências em lote reduzem as taxas e aumentam a eficiência.

Como os padrões ERC são propostos e adotados?

O processo típico para que um padrão ERC se torne amplamente adotado inclui:

  1. Elaboração: O autor redige um EIP voltado para um padrão de interface de aplicação (ou seja, um ERC).
  2. Discussão comunitária: São coletados feedbacks de carteiras, exchanges e desenvolvedores sobre funções, eventos, tratamento de erros e compatibilidade necessários.
  3. Implementação de referência e testes: São fornecidos exemplos de código e casos de teste para demonstrar viabilidade e interoperabilidade.
  4. Finalização: Após a estabilização da especificação, os projetos passam a implementar e integrar o padrão, levando à ampla adoção.

ERCs amplamente utilizados, bem suportados por ferramentas e que reduzem custos de integração tendem a se tornar padrão de mercado.

Como escolher a rede ERC ao depositar em exchanges

Selecionar a “rede ERC” garante que as blockchains de envio (origem) e recebimento (destino) sejam compatíveis. Endereços semelhantes não garantem que estão na mesma blockchain.

Passos:

  1. No Gate, selecione seu token e acesse a página de depósito. Verifique se “ERC-20 (Ethereum)” ou “ERC (Ethereum)” está disponível como opção de rede.
  2. Na plataforma de saque, certifique-se de que a rede de saque corresponde exatamente à rede de depósito do Gate — por exemplo, ambas devem ser “ERC-20”.
  3. Copie o endereço de depósito fornecido pelo Gate. Lembre-se de que um endereço iniciado por “0x” apenas indica o formato Ethereum — não necessariamente que está na mainnet da Ethereum.
  4. Faça um teste com valor reduzido primeiro. Após a confirmação, prossiga com transações maiores para evitar perdas irreversíveis por incompatibilidade de redes.

Um erro comum é confundir outras blockchains compatíveis com EVM (que também usam endereços 0x) com a mainnet da Ethereum — por exemplo, ao enviar ativos de uma sidechain para um endereço Ethereum. Sempre confira pelo “nome da rede”, e não apenas pela aparência do endereço.

Como desenvolvedores podem implementar interfaces ERC em contratos?

Para implementar corretamente uma interface ERC, o desenvolvedor deve fornecer todas as funções, eventos e valores de retorno exigidos pelo padrão — e utilizar bibliotecas reconhecidas para garantir segurança e compatibilidade.

Passos:

  1. Utilize bibliotecas consolidadas: A maioria dos desenvolvedores utiliza as bibliotecas OpenZeppelin para herdar contratos-base como ERC20, ERC721 ou ERC1155, reduzindo riscos de segurança e compatibilidade.
  2. Adicione metadados necessários: Para ERC-20, defina nome, símbolo e decimais; para ERC-721/1155, implemente metadados e callbacks de URI para exibição correta das informações nas carteiras.
  3. Implemente permissões e segurança: Aplique o princípio do menor privilégio; evite mintagem ilimitada; trate cuidadosamente hooks de transferência e chamadas externas para mitigar riscos de reentrância e outros.
  4. Testes e verificação: Utilize ferramentas de desenvolvimento Ethereum como Hardhat para testes unitários; após o deploy, verifique o código-fonte em exploradores de blockchain para garantir transparência.

Melhorias opcionais incluem implementar autorizações por assinatura (permit), permitindo que usuários autorizem transações fora da blockchain por assinatura, economizando taxas de gas.

Riscos comuns associados aos padrões ERC

Usuários e desenvolvedores enfrentam riscos relacionados aos padrões ERC:

  • Erro na seleção de rede: Confundir outras redes baseadas em 0x com a mainnet da Ethereum pode causar depósitos falhos ou perda de fundos. Sempre alinhe as redes conforme especificado nas páginas de depósito e saque.
  • Confusão de nomes: Nomes e símbolos de tokens não são exclusivos — sempre verifique o endereço do contrato em exploradores para evitar adicionar tokens falsos.
  • Riscos de autorização: Conceder grandes permissões de approve em DApps pode expor fundos caso o DApp seja comprometido. Revise e revogue autorizações desnecessárias periodicamente em sua carteira ou conta na exchange.
  • Questões de decimais e precisão: Diferentes tokens ERC-20 utilizam casas decimais distintas — manuseie os valores conforme a resposta do contrato para evitar erros de exibição na integração.
  • Riscos em contratos atualizáveis: Tokens ERC baseados em proxy mal gerenciados podem introduzir permissões ou vulnerabilidades ao serem atualizados. Monitore as divulgações do projeto sobre controles de proxy/admin.

Ao lidar com fundos: sempre teste com valores pequenos primeiro, confira redes e endereços de contrato, e utilize fontes oficiais para obter informações.

Existem padrões comparáveis além do ERC?

Outras blockchains possuem padrões de interface semelhantes:

  • BNB Chain utiliza BEP-20 (semelhante ao ERC-20)
  • Tron utiliza TRC-20
  • Solana emprega o padrão SPL para tokens em seu modelo de contas

Muitas redes Ethereum Layer 2 também utilizam interfaces ERC, mas são redes distintas com seus próprios chain IDs.

Pontos-chave de comparação: as interfaces podem ser semelhantes, mas as redes são independentes; os endereços podem ser parecidos, mas sempre confira pelo “nome da rede”. Pontes cross-chain mapeiam ativos entre redes por meio da emissão de “wrapped tokens” correspondentes — o padrão da rede subjacente não muda.

Resumo: pontos-chave sobre ERC

Os ERCs são padrões de interface na camada de aplicação da Ethereum, criados para permitir a interação fluida entre contratos inteligentes, carteiras, exchanges e DApps sob um protocolo unificado. O ERC-20 abrange tokens fungíveis; ERC-721 e ERC-1155 tratam de NFTs e modelos multi-token. Os ERCs surgem a partir do processo de EIP e se tornam padrões de fato por meio da ampla adoção e suporte do ecossistema.

Para usuários: sempre confira as redes de depósito e saque ao transacionar. Para desenvolvedores: siga implementações consolidadas e boas práticas de segurança. Para gestão de riscos: atenção a incompatibilidade de redes, permissões excessivas e controles inadequados em contratos.

Esses princípios formam a base para compreender e utilizar os padrões ERC de forma eficaz.

FAQ

Por que existem diferentes padrões como ERC-20 e ERC-721?

Diversos padrões ERC atendem a necessidades específicas de aplicação. O ERC-20 é voltado para tokens fungíveis (como stablecoins ou tokens de governança), em que cada unidade é idêntica; o ERC-721 é para tokens não fungíveis (NFTs), onde cada token é único; o ERC-1155 combina ambas as funcionalidades ao suportar múltiplos tipos de tokens em um único contrato. A escolha depende das características do ativo.

Meu USDT é um token ERC-20 — posso enviá-lo diretamente para um amigo?

Sim — mas certifique-se de que a carteira do seu amigo suporta o padrão ERC-20. Se a carteira dele só aceitar TRC-20 ou outra blockchain, o envio direto pode resultar em perda de fundos. Sempre confirme qual blockchain seu amigo utiliza ou transfira por exchanges como o Gate, que reconhecem automaticamente os endereços de recebimento.

Por que preciso pagar taxas de gas para transferências ERC-20?

Tokens ERC-20 funcionam na blockchain Ethereum. Todas as transações precisam ser validadas por mineradores ou validadores, que são remunerados por meio das taxas de gas pelos recursos computacionais consumidos. Quando o tráfego da rede está alto (taxas de gas), os custos aumentam — transferir durante horários de menor movimento (como à noite, horário UTC+8) pode ajudar a economizar taxas.

Comprei um token ERC-20 em uma exchange, mas minha carteira não o suporta — o que devo fazer?

Você tem duas opções: migrar para uma carteira que suporte tokens ERC-20 (como MetaMask ou imToken), ou manter seus ativos na exchange sem realizar o saque. Se sua exchange oferecer saques multi-chain, você pode escolher outra rede (como sacar TRC-20 para uma carteira Tron) — apenas fique atento às diferentes taxas de gas e prazos de transferência.

Novos padrões ERC vão afetar meus tokens já existentes?

Não. Novos padrões (como ERC-4626 ou ERC-6551) são criados para novos recursos ou casos de uso; tokens existentes continuam operando conforme os padrões originais. Se algum projeto decidir atualizar o padrão do contrato, você será notificado previamente para decidir se deseja participar ou não. Em geral, a compatibilidade retroativa é forte — não há motivo para preocupação com mudanças forçadas.

Uma simples curtida já faz muita diferença

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Definição de Ether
Ethereum é uma plataforma de blockchain programável que possibilita a implementação de smart contracts e aplicações descentralizadas (DApps). O token nativo, ETH, serve para o pagamento das taxas de transação da rede (gas) e pode ser destinado ao staking, permitindo a participação no mecanismo de consenso, fortalecendo a segurança da rede e validando novos blocos. Desenvolvedores têm a liberdade de emitir tokens e construir aplicações nos segmentos de finanças, games e NFTs no Ethereum, criando uma infraestrutura aberta para a economia digital.
Wei para ETH
A conversão de Wei para ETH consiste em transformar a menor unidade do Ethereum, chamada Wei, em sua unidade principal, o ETH. Esse procedimento é amplamente utilizado para exibir saldos on-chain, calcular taxas de gas e depurar aplicações durante o desenvolvimento. No Ethereum, 1 ETH equivale a 10^18 Wei, seguindo a fórmula: ETH = Wei ÷ 10^18. Realizar essa conversão de forma precisa é fundamental para evitar inconsistências em transferências e saques, garantindo maior confiabilidade nas operações de carteiras e smart contracts.
DAO
Uma Organização Autônoma Descentralizada (DAO) funciona como um coletivo online gerido por sua própria comunidade, com regras registradas na blockchain por meio de smart contracts. Os participantes utilizam tokens de governança ou NFTs para apresentar propostas e votar nas decisões da organização. O tesouro da DAO é administrado diretamente na blockchain, e a destinação dos recursos é controlada por carteiras multisig ou smart contracts, assegurando uma gestão transparente e segura dos ativos. DAOs são amplamente empregadas para governança de protocolos, financiamento de ecossistemas e iniciativas de interesse público. Entre os principais exemplos estão Uniswap, MakerDAO e ENS, onde decisões essenciais — como definição de taxas, atualizações de protocolo e concessão de recursos — são tomadas coletivamente pelo mecanismo da DAO. Para participar da governança de uma DAO, o usuário pode adquirir tokens de governança em exchanges, transferi-los para sua carteira pessoal e conectar-se às plataformas de votação indicadas. Após a votação, as decisões são executadas automaticamente na blockchain conforme o consenso atingido.
Fundação Ethereum
A Ethereum Foundation é uma entidade sem fins lucrativos voltada ao apoio do desenvolvimento do protocolo Ethereum open-source. Entre suas principais funções estão o financiamento de pesquisas e projetos fundamentais, a manutenção do ecossistema de desenvolvedores, a promoção da colaboração técnica e a coordenação da comunicação sobre atualizações da mainnet. A fundação não administra fundos de usuários, tampouco interfere em preços ou operações de mercado. Seus recursos financeiros vêm, majoritariamente, das reservas iniciais de ETH e de doações, com prestação de contas transparente sobre a destinação dos recursos. A Ethereum Foundation concede subsídios, apoia pesquisas e disponibiliza materiais educacionais tanto para desenvolvedores quanto para toda a comunidade.
Scan Ethereum
O explorador de blockchain Ethereum é uma ferramenta criada para consultar informações na blockchain Ethereum, funcionando de maneira parecida ao rastreamento de encomendas online. Ao informar o hash da transação ou o endereço da carteira, o usuário acessa o status da transação, o valor movimentado, as taxas de gas, o horário do registro, os contratos inteligentes e tokens vinculados, além dos dados do bloco e o número de confirmações. Exploradores Ethereum são amplamente utilizados para validar depósitos e retiradas, monitorar transferências e verificar a execução de contratos inteligentes.

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