
O lock-up period corresponde a um intervalo de tempo específico no qual determinados ativos não podem ser transferidos, vendidos ou sacados. No universo cripto, lock-up periods são bastante frequentes em cronogramas de vesting após lançamentos de tokens, nos planos de alocação para equipes e investidores, além de produtos de poupança ou staking oferecidos por exchanges.
Quando ativos estão sob lock-up, sua liquidez no curto prazo diminui, dificultando que grandes volumes pressionem os preços. Após o término do lock-up e a liberação dos ativos (“unlock”), os detentores podem movimentar seus tokens livremente, o que pode elevar a oferta no mercado e aumentar a volatilidade.
Lock-up periods afetam diretamente a agilidade para vender ou sacar seus ativos.
Para investidores, o lock-up impacta o acesso ao capital e a flexibilidade para sair em momentos de volatilidade. Para equipes de projetos, o lock-up evita vendas imediatas e demonstra compromisso de longo prazo. Para quem participa de produtos de poupança em exchanges, prazos maiores costumam oferecer retornos mais altos, mas exigem aguardar o vencimento para resgatar os fundos.
Entender os lock-up periods permite antecipar dinâmicas de oferta de tokens, identificar riscos e oportunidades em eventos de unlock, planejar o fluxo de caixa e evitar situações de indisponibilidade dos recursos quando mais precisa.
O lock-up period segue regras e cronogramas definidos previamente — as restrições só são removidas quando as condições estabelecidas são atendidas.
Os modelos mais comuns são o “cliff” e a “liberação linear”. O cliff representa um período inicial sem liberação de tokens, seguido de um unlock único. A liberação linear libera tokens de forma gradual, como um salário mensal. Muitas vezes, ambos se combinam: por exemplo, 10–20% dos tokens são liberados após o cliff, e o restante é desbloqueado mensalmente.
O “vesting period” é o intervalo durante o qual as alocações de equipe ou investidores tornam-se disponíveis de forma gradual, geralmente abrangendo eventos de lock-up e unlock. No momento do unlock, os tokens passam a ser transferíveis — é quando a nova oferta chega ao mercado.
Em produtos de poupança ou staking em exchanges, as regras de lock-up estão nos termos do produto. Durante o lock-up, o resgate antecipado é proibido ou implica custos (como perda de juros ou espera em fila de saque).
Lock-up periods são amplamente utilizados em diferentes contextos do mercado cripto:
Avalie cronograma, valores e regras antes de aderir a qualquer lock-up.
No último ano, cronogramas de unlock de tokens passaram a adotar cada vez mais modelos combinados de “liberação linear mensal + cliff periódico”.
Segundo calendários públicos e divulgações de projetos para 2025, a maioria dos grandes projetos prefere unlocks escalonados para evitar choques de mercado em um só dia. Fundos de ecossistema e incentivos à comunidade terão unlocks contínuos ao longo de 2025, garantindo oferta nova constante. Trackers como o TokenUnlocks apontam que unlocks mensais frequentemente somam bilhões de dólares, com unlocks de grandes projetos atraindo atenção especial.
Já no início de 2026, os projetos dão mais ênfase à comunicação antecipada e transparência — muitos emitem avisos duas semanas antes dos unlocks e esclarecem o objetivo (como recompensas à comunidade ou liquidez), melhorando a gestão das expectativas do mercado. Para investidores, torna-se cada vez mais importante considerar eventos de unlock em relação à liquidez geral e ao volume negociado — e não apenas datas isoladas.
Nota sobre dados: Os cronogramas e valores apresentados são baseados em fontes públicas. Sempre consulte anúncios oficiais dos projetos e páginas das exchanges para números atualizados. Eventos de unlock não garantem quedas de preço; avalie demanda, profundidade do livro de ofertas e fluxo de notícias.
Lock-up period é uma “janela de tempo”; unlocking é o “evento” que encerra as restrições.
O lock-up period delimita quando ativos não podem ser transferidos ou vendidos — restringindo liquidez ou permitindo rendimentos maiores. Unlocking é o momento em que os ativos se tornam transferíveis. O vesting period destaca a aquisição gradual de direitos — normalmente englobando lock-up e cronogramas de unlock.
Compreender essas diferenças possibilita interpretar corretamente gráficos de alocação de tokens e termos de poupança: o lock-up period determina quando você não acessa os fundos; o unlocking indica quando pode; o vesting explica a razão desse cronograma.
Tokens sob lock-up period geralmente não podem ser negociados em mercados secundários. Lock-ups são impostos por projetos ou investidores para estabilizar preços; os tokens ficam bloqueados nesse período. Após o unlock, você pode negociá-los livremente — por isso, sempre confira o cronograma de unlock para planejar sua estratégia.
Os lock-up periods variam conforme o tipo de investidor. Membros fundadores podem ter lock-ups longos de 1–4 anos, enquanto investidores iniciais ou participantes do público podem ter períodos bem mais curtos — de meses a um ano. Essa diferenciação protege o projeto ao evitar unlocks simultâneos que poderiam pressionar os preços para baixo.
A maioria dos projetos libera todos os tokens logo após o lock-up; outros optam por unlocks escalonados. O desbloqueio em etapas distribui o aumento de liquidez, reduzindo choques de preço. Sempre confira o calendário de unlock do projeto antes de participar.
Lock-up periods podem restringir temporariamente grandes vendas, sustentando a estabilidade dos preços. Entretanto, quando grandes unlocks se aproximam (especialmente de equipes ou grandes investidores), a pressão vendedora pode subir. Investidores atentos monitoram unlocks futuros com antecedência e ajustam suas posições de forma proativa.
Sim. Antes de negociar qualquer token na Gate, verifique se há grandes eventos de unlock previstos. Unlocks costumam trazer maior liquidez e oscilações de preço; conhecer esses cronogramas permite decisões de trading mais assertivas.


