Alguma vez te perguntaste por que dois bônus com cupons diferentes podem ter rentabilidades reais tão distintas? A resposta está num conceito que todo investidor deveria dominar: a fórmula do TIR.
Por que precisas entender a fórmula do TIR?
Imagina que tens dois bônus à tua frente. O primeiro oferece um cupom de 8% ao ano, mas estás a comprá-lo acima do seu valor nominal. O segundo paga apenas 5%, mas compras a um desconto. Qual é realmente mais rentável? Sem conhecer a fórmula do TIR, é impossível saber.
A Taxa Interna de Retorno é a ferramenta que te permite comparar investimentos de forma objetiva, além do que dizem os cupons. Mostra-te a rentabilidade real que obterás se mantiveres o bônus até ao seu vencimento, considerando tanto os pagamentos periódicos como a diferença entre o que pagaste e o que receberás no final.
O que é exatamente a TIR?
Em termos práticos, a TIR é uma percentagem que reflete o teu ganho real anualizado. Não é simplesmente o interesse que receberás a cada ano; é muito mais completo. Engloba:
1. Os cupons periódicos - Os pagamentos que receberás anualmente, semestralmente ou trimestralmente. Estes podem ser fixos (sempre iguais), variáveis ou até flutuantes (ligados à inflação).
2. O ganho ou perda na compra - Se compras a 95 euros um bônus cujo valor nominal é 100 euros, ganhas 5 euros no vencimento só por essa diferença. Se o compras a 105 euros, perdes 5 euros.
Esta é a razão pela qual um bônus com cupom baixo pode ter uma TIR mais alta que um com cupom generoso.
Como funciona realmente um bônus ordinário
Vejamos o básico: compras um bônus pelo seu valor nominal. Durante a sua vigência, recebes pagamentos regulares de juros. Quando vence, recuperas o teu dinheiro inicial mais o último cupom.
O importante é que o preço do bônus no mercado secundário oscila constantemente. Aqui entra em jogo a fórmula do TIR. Se o preço descer, a tua TIR potencial sobe (porque recuperarás mais dinheiro no vencimento do que gastaste). Se subir, a tua TIR desce.
As três situações de compra
À par: Compras a exatamente 100 euros um bônus de valor nominal 100.
Abaixo da par: Compras a 95 euros. No vencimento receberás 100, ganhando 5.
Acima da par: Compras a 105 euros. No vencimento só receberás 100, perdendo 5.
A fórmula da TIR explicada
A fórmula matemática da TIR desconta todos os fluxos de caixa futuros (cupons e valor nominal) ao preço atual do bônus. Assim, parece complexo, mas na essência é uma equação que iguala o que pagaste hoje com tudo o que receberás amanhã.
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Domina a fórmula da TIR: A chave para escolher os teus títulos corretamente
Alguma vez te perguntaste por que dois bônus com cupons diferentes podem ter rentabilidades reais tão distintas? A resposta está num conceito que todo investidor deveria dominar: a fórmula do TIR.
Por que precisas entender a fórmula do TIR?
Imagina que tens dois bônus à tua frente. O primeiro oferece um cupom de 8% ao ano, mas estás a comprá-lo acima do seu valor nominal. O segundo paga apenas 5%, mas compras a um desconto. Qual é realmente mais rentável? Sem conhecer a fórmula do TIR, é impossível saber.
A Taxa Interna de Retorno é a ferramenta que te permite comparar investimentos de forma objetiva, além do que dizem os cupons. Mostra-te a rentabilidade real que obterás se mantiveres o bônus até ao seu vencimento, considerando tanto os pagamentos periódicos como a diferença entre o que pagaste e o que receberás no final.
O que é exatamente a TIR?
Em termos práticos, a TIR é uma percentagem que reflete o teu ganho real anualizado. Não é simplesmente o interesse que receberás a cada ano; é muito mais completo. Engloba:
1. Os cupons periódicos - Os pagamentos que receberás anualmente, semestralmente ou trimestralmente. Estes podem ser fixos (sempre iguais), variáveis ou até flutuantes (ligados à inflação).
2. O ganho ou perda na compra - Se compras a 95 euros um bônus cujo valor nominal é 100 euros, ganhas 5 euros no vencimento só por essa diferença. Se o compras a 105 euros, perdes 5 euros.
Esta é a razão pela qual um bônus com cupom baixo pode ter uma TIR mais alta que um com cupom generoso.
Como funciona realmente um bônus ordinário
Vejamos o básico: compras um bônus pelo seu valor nominal. Durante a sua vigência, recebes pagamentos regulares de juros. Quando vence, recuperas o teu dinheiro inicial mais o último cupom.
O importante é que o preço do bônus no mercado secundário oscila constantemente. Aqui entra em jogo a fórmula do TIR. Se o preço descer, a tua TIR potencial sobe (porque recuperarás mais dinheiro no vencimento do que gastaste). Se subir, a tua TIR desce.
As três situações de compra
A fórmula da TIR explicada
A fórmula matemática da TIR desconta todos os fluxos de caixa futuros (cupons e valor nominal) ao preço atual do bônus. Assim, parece complexo, mas na essência é uma equação que iguala o que pagaste hoje com tudo o que receberás amanhã.