O mercado de metais preciosos no final do ano enfrentou uma onda de limpeza. Em 29 de dezembro, o preço do ouro caiu mais de 4%, aproximando-se de 4300 dólares por onça; a prata foi ainda mais fraca, fechando em queda de 9% para 70,53 dólares por onça, enquanto o platina e o paládio também caíram mais de 14% e 15%, respetivamente. Esta queda tão acentuada foi suficiente para suscitar dúvidas em muitos investidores.
Por que motivo esta queda ocorreu?
À primeira vista, a queda coletiva dos metais preciosos resulta de uma combinação de fatores. Uma delas é a realização de lucros no mercado — após uma subida prolongada, os investidores optaram por realizar ganhos. Mais importante ainda, a CME (Chicago Mercantile Exchange) aumentou após o fecho de 29 de dezembro os requisitos de margem para futuros de metais como ouro e prata. Isso significa que os operadores precisam de investir mais dinheiro para manter as suas posições, forçando os especuladores com recursos limitados a reduzir ou fechar posições, agravando ainda mais a pressão de venda.
Além disso, a escassez de liquidez no final do ano também não pode ser ignorada. Como apontaram analistas do UBS, no final de cada ano o mercado costuma estar extremamente pouco ativo, criando um terreno fértil para volatilidade significativa.
Por que o ouro merece atenção?
Apesar da pressão de curto prazo, vários especialistas do setor não estão pessimistas quanto ao longo prazo do ouro. Do ponto de vista macroeconómico, o movimento do ouro é sustentado por múltiplos fatores.
O UBS prevê que, na perspetiva de rendimentos reais ainda baixos, incertezas na economia global e riscos políticos internos nos EUA que ainda persistem, a procura por ouro manter-se-á estável até 2026. Mais especificamente, a instituição espera que, até ao terceiro trimestre de 2026, o preço do ouro possa subir para 5000 dólares por onça. Se os riscos geopolíticos ou políticos aumentarem, o ouro poderá até atingir 5400 dólares por onça.
No curto prazo, o foco do mercado está na ata da reunião do Federal Reserve na madrugada de 31 de dezembro. Se a orientação da política for mais hawkish do que o esperado, e se a saída de fundos de ETFs se intensificar, o ouro enfrentará riscos de queda. Mas, a nível anual, esses fatores não serão suficientes para alterar a trajetória de alta de longo prazo.
Onde estão as oportunidades na prata?
Para a prata, a opinião de Alexander Campbell, responsável por commodities do hedge fund Bridgewater, é mais relevante. Ele aponta que, a curto prazo, há obstáculos como vendas relacionadas a impostos e turbulências nos requisitos de margem, recomendando aos investidores que aguardem e observem até que essas perturbações se dissipem antes de se posicionarem.
No entanto, a longo prazo, os fundamentos da prata permanecem sólidos. Campbell notou um fenômeno interessante: o preço à vista da prata em Dubai é de 91 dólares por onça, em Xangai é de 85 dólares, enquanto que o preço de futuros na COMEX é de apenas 75 dólares. Essa diferença reflete uma subavaliação do mercado de futuros. Considerando a forte procura por prata para energia solar e centros de dados, o preço da prata ainda tem potencial de alta considerável.
A atual queda abrupta é apenas uma limpeza periódica do mercado, e investidores pacientes costumam encontrar oportunidades nesses momentos. A verdadeira prova do movimento do ouro e do futuro da prata se revelará ao longo do próximo ano.
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A verdade por trás da queda dos metais preciosos: por que a tendência do ouro ainda é otimista?
O mercado de metais preciosos no final do ano enfrentou uma onda de limpeza. Em 29 de dezembro, o preço do ouro caiu mais de 4%, aproximando-se de 4300 dólares por onça; a prata foi ainda mais fraca, fechando em queda de 9% para 70,53 dólares por onça, enquanto o platina e o paládio também caíram mais de 14% e 15%, respetivamente. Esta queda tão acentuada foi suficiente para suscitar dúvidas em muitos investidores.
Por que motivo esta queda ocorreu?
À primeira vista, a queda coletiva dos metais preciosos resulta de uma combinação de fatores. Uma delas é a realização de lucros no mercado — após uma subida prolongada, os investidores optaram por realizar ganhos. Mais importante ainda, a CME (Chicago Mercantile Exchange) aumentou após o fecho de 29 de dezembro os requisitos de margem para futuros de metais como ouro e prata. Isso significa que os operadores precisam de investir mais dinheiro para manter as suas posições, forçando os especuladores com recursos limitados a reduzir ou fechar posições, agravando ainda mais a pressão de venda.
Além disso, a escassez de liquidez no final do ano também não pode ser ignorada. Como apontaram analistas do UBS, no final de cada ano o mercado costuma estar extremamente pouco ativo, criando um terreno fértil para volatilidade significativa.
Por que o ouro merece atenção?
Apesar da pressão de curto prazo, vários especialistas do setor não estão pessimistas quanto ao longo prazo do ouro. Do ponto de vista macroeconómico, o movimento do ouro é sustentado por múltiplos fatores.
O UBS prevê que, na perspetiva de rendimentos reais ainda baixos, incertezas na economia global e riscos políticos internos nos EUA que ainda persistem, a procura por ouro manter-se-á estável até 2026. Mais especificamente, a instituição espera que, até ao terceiro trimestre de 2026, o preço do ouro possa subir para 5000 dólares por onça. Se os riscos geopolíticos ou políticos aumentarem, o ouro poderá até atingir 5400 dólares por onça.
No curto prazo, o foco do mercado está na ata da reunião do Federal Reserve na madrugada de 31 de dezembro. Se a orientação da política for mais hawkish do que o esperado, e se a saída de fundos de ETFs se intensificar, o ouro enfrentará riscos de queda. Mas, a nível anual, esses fatores não serão suficientes para alterar a trajetória de alta de longo prazo.
Onde estão as oportunidades na prata?
Para a prata, a opinião de Alexander Campbell, responsável por commodities do hedge fund Bridgewater, é mais relevante. Ele aponta que, a curto prazo, há obstáculos como vendas relacionadas a impostos e turbulências nos requisitos de margem, recomendando aos investidores que aguardem e observem até que essas perturbações se dissipem antes de se posicionarem.
No entanto, a longo prazo, os fundamentos da prata permanecem sólidos. Campbell notou um fenômeno interessante: o preço à vista da prata em Dubai é de 91 dólares por onça, em Xangai é de 85 dólares, enquanto que o preço de futuros na COMEX é de apenas 75 dólares. Essa diferença reflete uma subavaliação do mercado de futuros. Considerando a forte procura por prata para energia solar e centros de dados, o preço da prata ainda tem potencial de alta considerável.
A atual queda abrupta é apenas uma limpeza periódica do mercado, e investidores pacientes costumam encontrar oportunidades nesses momentos. A verdadeira prova do movimento do ouro e do futuro da prata se revelará ao longo do próximo ano.