“O ano de ouro das criptomoedas” – um nome que promete estar à altura do cenário político favorável nos EUA, com o Fed reduzindo gradualmente as taxas de juros, e modelos de previsão apontando para um único caminho: crescimento forte. Mas a realidade é outra.
O Bitcoin terminou 2025 com uma queda de 5,7%. Mas o número “chocante” está no último trimestre – período que normalmente registra uma explosão do mercado – que caiu 23,7%, o pior desde 2018. Atualmente, Bitcoin é negociado em torno de $90.46K, um aumento de 1.12% nas últimas 24 horas.
Essa disparidade não é apenas uma volatilidade normal de preço. Ela força a comunidade de investidores a fazer uma pergunta fundamental: o mercado de criptomoedas entrou na fase de baixa clássica segundo o ciclo histórico, ou evoluiu para uma estrutura completamente nova?
Ciclo de halving de 4 anos (cycle o que é) – ainda está ativo?
O que é o ciclo de halving de 4 anos? É um conceito que descreve a repetição de padrões de preço do Bitcoin de acordo com uma regra: a cada 4 anos (cada halving), o mercado passa por um ciclo – de forte valorização a uma correção profunda, e depois recomeça.
Por mais de uma década, esse modelo foi considerado como uma “lei natural” do Bitcoin. Mas dados recentes indicam que esse mecanismo está perdendo eficácia.
Por quê? Porque o Bitcoin não opera mais em um ecossistema fechado. Desde que ETFs de Bitcoin Spot foram autorizados, o BTC se tornou oficialmente um ativo macroeconômico – controlado por fluxos de capital de grandes instituições financeiras, e não apenas por choques de oferta decorrentes do halving.
Os fatores que realmente determinam o preço do Bitcoin atualmente são:
Oferta monetária M2 global – quantidade de dinheiro emitida pelos bancos centrais
Política de taxas de juros do Fed – tendência de aumento ou redução das taxas
Liquidez no mercado internacional – não é uma métrica na blockchain
O choque de oferta foi substituído por um choque de demanda. Essa é a razão pela qual o “ciclo de 4 anos” está perdendo força.
2026: novos desafios com a mudança na estrutura do mercado
Em vez de perguntar “2026 será de alta ou baixa?”, os principais especialistas estão focados em um cenário diferente: O mercado passará por uma fase de “Consolidação estrutural” – sem uma explosão de alta, nem uma queda total, mas algo intermediário: estabilidade com muita volatilidade.
Duas forças principais apoiarão essa estrutura:
Presença de grandes organizações: Empresas e fundos de pensão que detêm Bitcoin criam uma “plataforma de preço” sólida. Eles não vendem em pânico durante quedas, pois compram para manter a longo prazo.
Marco regulatório claro: Novos projetos de lei (como a Lei GENIUS) ajudam a eliminar riscos jurídicos, incentivando fluxos de capital de longo prazo para o mercado.
Porém, essa estabilidade virá acompanhada de forte polarização:
Bitcoin se destacará, atuando como um ativo de refúgio seguro (safe haven)
Altcoins sem aplicações reais enfrentarão forte pressão de eliminação
Números a acompanhar diariamente
Para prever tendências com precisão, investidores profissionais devem monitorar os níveis de preço de equilíbrio de grandes entidades:
Preço
Significado
$82,000
Preço médio de investidores de curto prazo. Se perder, ativará pressão de venda por stop-loss em múltiplos níveis
$74,400
Custo médio da MicroStrategy – a “fortaleza psicológica” mais importante do mercado atualmente
$55,000 – $60,000
Zona de suporte forte. Se o Bitcoin cair aqui, investidores de longo prazo voltarão a entrar
Dois indicadores de alerta precoce:
Capitalização de stablecoins – Queda abrupta indica saída de capital de todo o ecossistema, sinalizando um “inverno” prolongado
Funding rate negativo + Open Interest em queda – Indica que o mercado está em modo de defesa total
Dois cenários opostos e oportunidades para investidores
Cenário Negativo: Riscos externos
Embora o mercado esteja mais maduro, a pressão de quedas profundas ainda existe. Mas, desta vez, os choques virão de fora do ecossistema cripto:
Bolha de IA estourando: Se o setor de tecnologia entrar em crise de avaliação, o mercado de ações será puxado para baixo, e o Bitcoin (alta correlação com riscos globais) sofrerá impacto
Desvalorização de stablecoins grandes: Um problema em uma exchange ou uma stablecoin desvalorizada pode desencadear efeito dominó
Recessão global: Se as instituições retirarem capital por medo de recessão
Cenário Positivo: Caminho para $150,000
Por outro lado, a explosão de preço do Bitcoin dependerá de transformar-se de “ativo especulativo” para “reserva estratégica”:
Países do G20 começando a incluir BTC em reservas cambiais – A demanda de governos superará a oferta atual
Tokenização (tokenização de ativos reais) – Títulos, imóveis sendo levados à blockchain, aumentando utilidade real na rede
Expansão monetária global – Dólar enfraquecendo, governos estimulando política fiscal
Se esses fatores se combinarem, a acumulação poderá explodir em uma forte valorização, com alvo acima de $150.000.
Conclusão: Olhando além do “ciclo”
2026 não é hora de apenas olhar para o calendário e esperar que o ciclo de 4 anos se repita mecanicamente. É uma fase de maturidade do mercado, onde fluxos macroeconômicos e o comportamento de grandes instituições financeiras são os fatores decisivos.
Investidores devem ignorar rótulos tradicionais de “Bull” ou “Bear”, e focar em:
Fluxo de capital real (dados de stablecoin, volume de negociações)
Sinais de estrutura a partir de dados derivativos (funding rate, open interest)
Correlação com ativos macroeconômicos globais (ações de tecnologia, política do Fed)
Quem entender essa mudança terá uma vantagem significativa em 2026 e nos anos seguintes.
Aviso de isenção: Este artigo é uma compilação de análises de várias fontes públicas. Os leitores devem fazer sua própria pesquisa antes de tomar decisões de investimento.
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Bitcoin 2026: Os motivos pelos quais o ciclo de 4 anos já não é mais a "regra de ouro" e que transformação o mercado está a passar?
Resumo do conteúdo
2025: o que esperar e o que decepcionar
“O ano de ouro das criptomoedas” – um nome que promete estar à altura do cenário político favorável nos EUA, com o Fed reduzindo gradualmente as taxas de juros, e modelos de previsão apontando para um único caminho: crescimento forte. Mas a realidade é outra.
O Bitcoin terminou 2025 com uma queda de 5,7%. Mas o número “chocante” está no último trimestre – período que normalmente registra uma explosão do mercado – que caiu 23,7%, o pior desde 2018. Atualmente, Bitcoin é negociado em torno de $90.46K, um aumento de 1.12% nas últimas 24 horas.
Essa disparidade não é apenas uma volatilidade normal de preço. Ela força a comunidade de investidores a fazer uma pergunta fundamental: o mercado de criptomoedas entrou na fase de baixa clássica segundo o ciclo histórico, ou evoluiu para uma estrutura completamente nova?
Ciclo de halving de 4 anos (cycle o que é) – ainda está ativo?
O que é o ciclo de halving de 4 anos? É um conceito que descreve a repetição de padrões de preço do Bitcoin de acordo com uma regra: a cada 4 anos (cada halving), o mercado passa por um ciclo – de forte valorização a uma correção profunda, e depois recomeça.
Por mais de uma década, esse modelo foi considerado como uma “lei natural” do Bitcoin. Mas dados recentes indicam que esse mecanismo está perdendo eficácia.
Por quê? Porque o Bitcoin não opera mais em um ecossistema fechado. Desde que ETFs de Bitcoin Spot foram autorizados, o BTC se tornou oficialmente um ativo macroeconômico – controlado por fluxos de capital de grandes instituições financeiras, e não apenas por choques de oferta decorrentes do halving.
Os fatores que realmente determinam o preço do Bitcoin atualmente são:
O choque de oferta foi substituído por um choque de demanda. Essa é a razão pela qual o “ciclo de 4 anos” está perdendo força.
2026: novos desafios com a mudança na estrutura do mercado
Em vez de perguntar “2026 será de alta ou baixa?”, os principais especialistas estão focados em um cenário diferente: O mercado passará por uma fase de “Consolidação estrutural” – sem uma explosão de alta, nem uma queda total, mas algo intermediário: estabilidade com muita volatilidade.
Duas forças principais apoiarão essa estrutura:
Presença de grandes organizações: Empresas e fundos de pensão que detêm Bitcoin criam uma “plataforma de preço” sólida. Eles não vendem em pânico durante quedas, pois compram para manter a longo prazo.
Marco regulatório claro: Novos projetos de lei (como a Lei GENIUS) ajudam a eliminar riscos jurídicos, incentivando fluxos de capital de longo prazo para o mercado.
Porém, essa estabilidade virá acompanhada de forte polarização:
Números a acompanhar diariamente
Para prever tendências com precisão, investidores profissionais devem monitorar os níveis de preço de equilíbrio de grandes entidades:
Dois indicadores de alerta precoce:
Dois cenários opostos e oportunidades para investidores
Cenário Negativo: Riscos externos
Embora o mercado esteja mais maduro, a pressão de quedas profundas ainda existe. Mas, desta vez, os choques virão de fora do ecossistema cripto:
Cenário Positivo: Caminho para $150,000
Por outro lado, a explosão de preço do Bitcoin dependerá de transformar-se de “ativo especulativo” para “reserva estratégica”:
Se esses fatores se combinarem, a acumulação poderá explodir em uma forte valorização, com alvo acima de $150.000.
Conclusão: Olhando além do “ciclo”
2026 não é hora de apenas olhar para o calendário e esperar que o ciclo de 4 anos se repita mecanicamente. É uma fase de maturidade do mercado, onde fluxos macroeconômicos e o comportamento de grandes instituições financeiras são os fatores decisivos.
Investidores devem ignorar rótulos tradicionais de “Bull” ou “Bear”, e focar em:
Quem entender essa mudança terá uma vantagem significativa em 2026 e nos anos seguintes.