O vice-governador do Banco de Inglaterra, Dave Ramsden, afirmou recentemente que o Reino Unido pode precisar de um mecanismo de garantia semelhante ao seguro de depósitos bancários para as stablecoins. Esta declaração marca uma mudança na postura do regulador, passando de uma resposta passiva para uma abordagem proativa de design, refletindo a clara valorização do papel das stablecoins no sistema financeiro. À medida que o uso de stablecoins se amplia, o Banco de Inglaterra começou a considerar como manter a confiança pública em caso de colapso de stablecoins de importância sistémica.
Recomendações específicas do banco central
Ramsden propôs duas medidas de proteção essenciais:
Estabelecer um esquema semelhante ao seguro de depósitos bancários, para proteger os detentores de stablecoins
Garantir que os detentores de stablecoins tenham prioridade de credores em arranjos de liquidação legal
A lógica dessas duas medidas é bastante clara: se as stablecoins se tornaram uma ferramenta de pagamento de uso cotidiano pelo público, então seu risco deixa de ser apenas um risco de investimento, passando a ser um risco sistêmico financeiro. Sob essa perspectiva, a mudança de postura do banco central é compreensível.
Estrutura de proteção já existente no Reino Unido
O Banco de Inglaterra já está avançando na atualização do sistema de proteção de depósitos. Segundo informações recentes, o limite de proteção para depósitos em dinheiro à vista do público foi aumentado de 85.000 libras para 120.000 libras, uma medida importante para prevenir riscos de falência bancária.
Se as stablecoins forem incorporadas a uma estrutura semelhante, isso significará:
Dimensão de proteção
Depósitos bancários tradicionais
Stablecoins (proposta)
Cobertura de seguro
Limite definido claramente
Esquema de seguro a ser criado
Prioridade em falência
Credores preferenciais
Pretende-se obter status equivalente
Mecanismo regulatório
Maduro e bem desenvolvido
Regras a serem implementadas até o final do ano
O que isso significa
Processo de “financeirização” das stablecoins
Antes, as stablecoins eram vistas apenas como um tipo de ativo criptográfico. Agora, o Banco de Inglaterra começa a considerá-las como instrumentos que precisam ser incorporados ao quadro de proteção financeira tradicional. Isso reflete que as stablecoins passaram de uma posição marginal para o mainstream.
Aperfeiçoamento do quadro regulatório
O Banco de Inglaterra planeja implementar regras de regulação de stablecoins até o final de 2026. Não se trata de uma proibição ou restrição simples, mas de reconhecer a existência das stablecoins e desenhar mecanismos de gestão de risco correspondentes. Essa abordagem é mais pragmática do que uma simples proibição regulatória.
Confirmação da importância sistêmica
Ramsden destacou especialmente o conceito de “stablecoins de importância sistêmica”. O banco central está avaliando quais stablecoins já representam risco sistêmico para o sistema financeiro, exigindo proteção e regulação adequadas. Isso indica que a escala de uso das stablecoins já chamou a atenção do autoridade monetária.
Efeito de demonstração global
Como centro financeiro global, o Reino Unido costuma influenciar outros países. Sua postura em relação às stablecoins, que combina reconhecimento de suas propriedades financeiras com incorporação ao quadro regulatório existente, pode servir de referência para outros países desenvolvidos. Diferentemente de regulações mais radicais ou proibições totais adotadas por algumas nações, o Reino Unido opta por uma abordagem mais moderada e integrada.
Resumo
As declarações do vice-governador do Banco de Inglaterra refletem uma mudança importante: as stablecoins estão deixando a categoria de ativos criptográficos para se integrar gradualmente ao sistema financeiro tradicional. O banco central não responde mais passivamente aos riscos das stablecoins, mas busca criar mecanismos de proteção de forma proativa. Isso reconhece a posição real das stablecoins e demonstra uma postura cautelosa em relação ao risco financeiro sistêmico. Com a implementação prevista de regras regulatórias para stablecoins até o final do ano, podemos esperar o surgimento de um quadro regulatório relativamente completo para essas moedas digitais. Essa evolução pode ser benéfica para o desenvolvimento de longo prazo das stablecoins — a regulamentação traz maior aceitação e abre espaço para um mercado mais amplo.
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O Banco de Inglaterra vai garantir seguros para stablecoins: ativos criptográficos estão a ser integrados no quadro de proteção financeira tradicional
O vice-governador do Banco de Inglaterra, Dave Ramsden, afirmou recentemente que o Reino Unido pode precisar de um mecanismo de garantia semelhante ao seguro de depósitos bancários para as stablecoins. Esta declaração marca uma mudança na postura do regulador, passando de uma resposta passiva para uma abordagem proativa de design, refletindo a clara valorização do papel das stablecoins no sistema financeiro. À medida que o uso de stablecoins se amplia, o Banco de Inglaterra começou a considerar como manter a confiança pública em caso de colapso de stablecoins de importância sistémica.
Recomendações específicas do banco central
Ramsden propôs duas medidas de proteção essenciais:
A lógica dessas duas medidas é bastante clara: se as stablecoins se tornaram uma ferramenta de pagamento de uso cotidiano pelo público, então seu risco deixa de ser apenas um risco de investimento, passando a ser um risco sistêmico financeiro. Sob essa perspectiva, a mudança de postura do banco central é compreensível.
Estrutura de proteção já existente no Reino Unido
O Banco de Inglaterra já está avançando na atualização do sistema de proteção de depósitos. Segundo informações recentes, o limite de proteção para depósitos em dinheiro à vista do público foi aumentado de 85.000 libras para 120.000 libras, uma medida importante para prevenir riscos de falência bancária.
Se as stablecoins forem incorporadas a uma estrutura semelhante, isso significará:
O que isso significa
Processo de “financeirização” das stablecoins
Antes, as stablecoins eram vistas apenas como um tipo de ativo criptográfico. Agora, o Banco de Inglaterra começa a considerá-las como instrumentos que precisam ser incorporados ao quadro de proteção financeira tradicional. Isso reflete que as stablecoins passaram de uma posição marginal para o mainstream.
Aperfeiçoamento do quadro regulatório
O Banco de Inglaterra planeja implementar regras de regulação de stablecoins até o final de 2026. Não se trata de uma proibição ou restrição simples, mas de reconhecer a existência das stablecoins e desenhar mecanismos de gestão de risco correspondentes. Essa abordagem é mais pragmática do que uma simples proibição regulatória.
Confirmação da importância sistêmica
Ramsden destacou especialmente o conceito de “stablecoins de importância sistêmica”. O banco central está avaliando quais stablecoins já representam risco sistêmico para o sistema financeiro, exigindo proteção e regulação adequadas. Isso indica que a escala de uso das stablecoins já chamou a atenção do autoridade monetária.
Efeito de demonstração global
Como centro financeiro global, o Reino Unido costuma influenciar outros países. Sua postura em relação às stablecoins, que combina reconhecimento de suas propriedades financeiras com incorporação ao quadro regulatório existente, pode servir de referência para outros países desenvolvidos. Diferentemente de regulações mais radicais ou proibições totais adotadas por algumas nações, o Reino Unido opta por uma abordagem mais moderada e integrada.
Resumo
As declarações do vice-governador do Banco de Inglaterra refletem uma mudança importante: as stablecoins estão deixando a categoria de ativos criptográficos para se integrar gradualmente ao sistema financeiro tradicional. O banco central não responde mais passivamente aos riscos das stablecoins, mas busca criar mecanismos de proteção de forma proativa. Isso reconhece a posição real das stablecoins e demonstra uma postura cautelosa em relação ao risco financeiro sistêmico. Com a implementação prevista de regras regulatórias para stablecoins até o final do ano, podemos esperar o surgimento de um quadro regulatório relativamente completo para essas moedas digitais. Essa evolução pode ser benéfica para o desenvolvimento de longo prazo das stablecoins — a regulamentação traz maior aceitação e abre espaço para um mercado mais amplo.