Será que atacar a independência do Federal Reserve leva à inflação?
Foi isso que recentemente afirmou Jamie Dimon, CEO do JPMorgan.
Mas a questão mais importante não é política… mas estrutural:
A inflação no sistema monetário moderno é um erro? Ou uma necessidade?
Na verdade, para entender a questão, é preciso voltar às próprias bases do sistema financeiro.
No sistema monetário atual, o dinheiro não é criado do nada, nem é impresso diretamente pelo Estado. O dinheiro é criado principalmente pelos bancos comerciais quando concedem empréstimos.
Cada empréstimo = dinheiro novo E cada dinheiro = dívida de alguém
E aqui surge o dilema fundamental:
> Os bancos emprestam apenas o principal, mas exigem o pagamento do principal + juros.
De onde vêm os juros?
A única resposta possível: 🔹 De uma expansão contínua do crédito 🔹 Ou seja, de um crescimento constante da massa monetária
E é por isso que surge a necessidade estrutural de uma inflação baixa e contínua.
Não porque os bancos centrais “gostem de inflação”, mas porque a ausência de inflação em um sistema baseado em dívida leva inevitavelmente à contração e à falência em massa.
Quando o crescimento da oferta monetária para: - Aumentar o valor real da dívida - Tornar o pagamento mais difícil - Reduzir os investimentos - Aumentar o risco de inadimplência - E colocar o próprio Estado em uma crise financeira
Por isso, exatamente, os bancos centrais não visam “inflação zero”, mas uma inflação baixa e estável (em torno de 2%).
Não para corroer o poder de compra, mas para evitar a contração, para manter a sustentabilidade da dívida, e para manter a roda da economia girando.
Quanto à afirmação de que o Federal Reserve “cria inflação”, o mais preciso é:
> O Federal Reserve não cria inflação, > mas gerencia as condições para que ela aconteça ou seja controlada.
A inflação real surge de: - Uma expansão excessiva de crédito - Políticas fiscais descontroladas - Choques de oferta - Desequilíbrios estruturais
E o papel do banco central é equilibrar, não acender a fogueira.
Resumindo: 🔹 O sistema monetário moderno não funciona sem uma inflação baixa 🔹 A dívida precisa de crescimento nominal para continuar 🔹 A ausência de inflação é mais perigosa do que uma inflação moderada 🔹 E a independência do banco central não é um luxo… mas uma válvula de segurança
Esta não é uma convocação à inflação, mas uma explicação do porquê sua taxa ser impossível de ser zero em um sistema baseado em crédito.
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Será que atacar a independência do Federal Reserve leva à inflação?
Foi isso que recentemente afirmou Jamie Dimon, CEO do JPMorgan.
Mas a questão mais importante não é política… mas estrutural:
A inflação no sistema monetário moderno é um erro? Ou uma necessidade?
Na verdade, para entender a questão, é preciso voltar às próprias bases do sistema financeiro.
No sistema monetário atual, o dinheiro não é criado do nada, nem é impresso diretamente pelo Estado.
O dinheiro é criado principalmente pelos bancos comerciais quando concedem empréstimos.
Cada empréstimo = dinheiro novo
E cada dinheiro = dívida de alguém
E aqui surge o dilema fundamental:
> Os bancos emprestam apenas o principal, mas exigem o pagamento do principal + juros.
De onde vêm os juros?
A única resposta possível:
🔹 De uma expansão contínua do crédito
🔹 Ou seja, de um crescimento constante da massa monetária
E é por isso que surge a necessidade estrutural de uma inflação baixa e contínua.
Não porque os bancos centrais “gostem de inflação”,
mas porque a ausência de inflação em um sistema baseado em dívida leva inevitavelmente à contração e à falência em massa.
Quando o crescimento da oferta monetária para:
- Aumentar o valor real da dívida
- Tornar o pagamento mais difícil
- Reduzir os investimentos
- Aumentar o risco de inadimplência
- E colocar o próprio Estado em uma crise financeira
Por isso, exatamente, os bancos centrais não visam “inflação zero”,
mas uma inflação baixa e estável (em torno de 2%).
Não para corroer o poder de compra,
mas para evitar a contração,
para manter a sustentabilidade da dívida,
e para manter a roda da economia girando.
Quanto à afirmação de que o Federal Reserve “cria inflação”, o mais preciso é:
> O Federal Reserve não cria inflação,
> mas gerencia as condições para que ela aconteça ou seja controlada.
A inflação real surge de:
- Uma expansão excessiva de crédito
- Políticas fiscais descontroladas
- Choques de oferta
- Desequilíbrios estruturais
E o papel do banco central é equilibrar, não acender a fogueira.
Resumindo:
🔹 O sistema monetário moderno não funciona sem uma inflação baixa
🔹 A dívida precisa de crescimento nominal para continuar
🔹 A ausência de inflação é mais perigosa do que uma inflação moderada
🔹 E a independência do banco central não é um luxo… mas uma válvula de segurança
Esta não é uma convocação à inflação,
mas uma explicação do porquê sua taxa ser impossível de ser zero em um sistema baseado em crédito.
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