O governador do Banco Central da Itália, Fabio Panetta, afirmou recentemente que, no futuro, o sistema de moedas digitais terá uma completa digitalização das moedas bancárias comerciais e das moedas do banco central, continuando a atuar como a força central do sistema monetário, enquanto as stablecoins terão apenas um papel complementar. Esta visão marca uma clareza na posição do sistema do Banco Central Europeu em relação ao papel das stablecoins e reflete a perspectiva do setor financeiro tradicional sobre o ecossistema cripto.
A estrutura de três camadas de moedas digitais na visão do BCE
A declaração de Panetta na verdade delineia uma concepção clara de um sistema monetário:
Primeira camada: Moeda Digital do Banco Central (CBDC) - A infraestrutura mais central, emitida e gerida diretamente pelo banco central
Segunda camada: Moeda bancária digital - Moeda digital emitida por bancos comerciais, que continua a desempenhar o papel da moeda tradicional bancária
Terceira camada: Stablecoins - Com papel de complemento, não de substituição
A partir dessa declaração, a postura do sistema do BCE é bastante clara: a digitalização é o caminho, mas sem alterar a hierarquia do sistema financeiro existente. A posição do banco central e dos bancos não será abalada pela tecnologia blockchain.
Por que as stablecoins são vistas como “complementares”
Panetta apontou duas limitações principais das stablecoins:
Dependência de âncoras externas para estabilidade - O valor das stablecoins depende, em última análise, da sua relação com a moeda fiduciária, o que significa que, essencialmente, elas atuam como “代理” da moeda fiduciária, não como ativos independentes
Limitações de independência - Devido a essa dependência, as stablecoins não podem desempenhar um papel independente no sistema financeiro, estando sujeitas à regulamentação
Sob outra perspectiva, isso na verdade significa que: por mais inovadoras que sejam, as stablecoins continuam a operar em torno do sistema de moeda fiduciária existente, não podendo substituí-lo.
O que esse ponto de vista implica
Não se trata apenas de uma declaração política, mas de uma aprovação oficial do sistema do BCE ao espaço de desenvolvimento das stablecoins — ao mesmo tempo em que define limites.
Parte aprovada: as stablecoins são reconhecidas como componentes do futuro sistema monetário, não algo que será proibido.
Parte restritiva: o papel das stablecoins é claramente definido como “complementar”, não “central”. Isso implica que:
As stablecoins não se tornarão a principal ferramenta de pagamento
A regulamentação garantirá a prioridade do sistema bancário
O espaço de inovação das stablecoins terá um teto
Do ponto de vista europeu, trata-se de um equilíbrio entre o desenvolvimento de ativos digitais e a estabilidade do sistema financeiro — reconhecendo a nova tecnologia, mas protegendo o sistema tradicional.
Resumo
A visão de Panetta reflete uma realidade: o papel do banco central e dos bancos tradicionais na era digital não será abalado. As stablecoins podem existir, podem evoluir, mas estão destinadas a ser “complemento” e não “protagonistas”. Para os projetos de stablecoin, isso é tanto uma validação quanto um lembrete prático — o espaço de competição futuro reside em como maximizar o valor dentro dessa posição de “complemento”, e não em tentar desafiar o sistema existente.
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Funcionário do Banco de Itália redefine stablecoins: complemento e não substituição, a moeda bancária continua a ser o núcleo
O governador do Banco Central da Itália, Fabio Panetta, afirmou recentemente que, no futuro, o sistema de moedas digitais terá uma completa digitalização das moedas bancárias comerciais e das moedas do banco central, continuando a atuar como a força central do sistema monetário, enquanto as stablecoins terão apenas um papel complementar. Esta visão marca uma clareza na posição do sistema do Banco Central Europeu em relação ao papel das stablecoins e reflete a perspectiva do setor financeiro tradicional sobre o ecossistema cripto.
A estrutura de três camadas de moedas digitais na visão do BCE
A declaração de Panetta na verdade delineia uma concepção clara de um sistema monetário:
A partir dessa declaração, a postura do sistema do BCE é bastante clara: a digitalização é o caminho, mas sem alterar a hierarquia do sistema financeiro existente. A posição do banco central e dos bancos não será abalada pela tecnologia blockchain.
Por que as stablecoins são vistas como “complementares”
Panetta apontou duas limitações principais das stablecoins:
Sob outra perspectiva, isso na verdade significa que: por mais inovadoras que sejam, as stablecoins continuam a operar em torno do sistema de moeda fiduciária existente, não podendo substituí-lo.
O que esse ponto de vista implica
Não se trata apenas de uma declaração política, mas de uma aprovação oficial do sistema do BCE ao espaço de desenvolvimento das stablecoins — ao mesmo tempo em que define limites.
Parte aprovada: as stablecoins são reconhecidas como componentes do futuro sistema monetário, não algo que será proibido.
Parte restritiva: o papel das stablecoins é claramente definido como “complementar”, não “central”. Isso implica que:
Do ponto de vista europeu, trata-se de um equilíbrio entre o desenvolvimento de ativos digitais e a estabilidade do sistema financeiro — reconhecendo a nova tecnologia, mas protegendo o sistema tradicional.
Resumo
A visão de Panetta reflete uma realidade: o papel do banco central e dos bancos tradicionais na era digital não será abalado. As stablecoins podem existir, podem evoluir, mas estão destinadas a ser “complemento” e não “protagonistas”. Para os projetos de stablecoin, isso é tanto uma validação quanto um lembrete prático — o espaço de competição futuro reside em como maximizar o valor dentro dessa posição de “complemento”, e não em tentar desafiar o sistema existente.