A plataforma de negociação de valores mobiliários tokenizados da NYSE tem sido tema de grande discussão na indústria recentemente. Analistas da revista @E5@ Omid Malekan afirmam que, embora pareça inovador, este grande projeto é na verdade um “cheque em branco disfarçado de blockchain”. Sua crítica atinge o núcleo do conflito — a NYSE deseja o nome da blockchain, não sua essência.
Lógica central da crítica
A dúvida de Omid pode ser resumida em três níveis:
Falsas necessidades tecnológicas
A NYSE enfatiza negociações 24/7 e liquidação instantânea, capacidades que não são exclusivas da blockchain. Sistemas centralizados existentes podem tecnicamente realizar essas funções. A resistência real não vem de limitações tecnológicas, mas dos interesses das estruturas intermediárias e parceiros comerciais existentes — essas instituições lucram com os horários de negociação e ciclos de liquidação atuais.
Suspeitas devido à falta de detalhes
Mais intrigante ainda é o sigilo da NYSE sobre detalhes essenciais. Segundo as últimas notícias, o plano ainda não revelou informações como:
Quais blockchains suportará
Qual stablecoin será adotada
Linguagens de programação e máquinas virtuais utilizadas
Especificações do padrão de token
Considerando que o projeto “ainda aguarda aprovação regulatória”, essa falta de detalhes parece pouco profissional.
Conflito fundamental entre modelo de negócio e conceito
Esta é a parte mais interessante. A vantagem central de uma blockchain pública não é a eficiência de banco de dados, mas o acesso global sem permissão e uma arquitetura financeira semelhante a ativos anônimos. Contudo, a NYSE mantém uma estrutura de mercado “restrita a corretoras qualificadas”. Isso significa que ela quer a fachada tecnológica da blockchain, mas abdicar do seu aspecto mais valioso — a descentralização.
Divergências na opinião do setor
Curiosamente, há uma divisão clara na visão sobre o projeto:
Otimistas
CZ, fundador da Binance, afirma que isso “é benéfico tanto para criptomoedas quanto para plataformas de negociação cripto”. Carlos Domingo, CEO da Securitize, subsidiária da BlackRock, considera que é uma “oportunidade sem precedentes”, pois possibilita negociações de ações tokenizadas nativamente na blockchain, sem intermediários ou derivativos.
Céticos
A crítica de Omid representa uma visão contrária — o projeto pode ser apenas uma aplicação superficial do conceito de blockchain na finança tradicional, sem inovação real.
Questão essencial: inovação ou mera embalagem?
A crítica de Omid captura o ponto-chave. O plano da NYSE parece uma questão de escolha:
Ou realmente abraça a descentralização, apoiando acesso global sem permissão, o que seria uma verdadeira inovação blockchain
Ou mantém o controle de acesso e a estrutura intermediária atuais, fazendo da blockchain apenas uma atualização de banco de dados
A NYSE parece querer os dois ao mesmo tempo, o que é exatamente o núcleo do que Omid chama de “embalagem de conceito” — usar o nome blockchain para fazer negócios tradicionais.
Resumo
A controvérsia não é sobre tecnologia, mas sobre filosofia. O plano de tokenização da NYSE representa uma transformação real do financeiro tradicional para a blockchain, ou é apenas uma estratégia de marketing? Embora a crítica de Omid seja contundente, ela aponta uma verdade difícil de ignorar: se a NYSE optar por manter sua estrutura de controle e modelo de negócio atuais, a propriedade de blockchain do projeto será apenas formalidade, não essência. Talvez seja por isso que há tamanha divergência de opiniões na indústria — porque, na verdade, estão discutindo duas questões diferentes.
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Plano de tokenização da NYSE enfrenta críticas: negociação 24/7 não precisa de blockchain?
A plataforma de negociação de valores mobiliários tokenizados da NYSE tem sido tema de grande discussão na indústria recentemente. Analistas da revista @E5@ Omid Malekan afirmam que, embora pareça inovador, este grande projeto é na verdade um “cheque em branco disfarçado de blockchain”. Sua crítica atinge o núcleo do conflito — a NYSE deseja o nome da blockchain, não sua essência.
Lógica central da crítica
A dúvida de Omid pode ser resumida em três níveis:
Falsas necessidades tecnológicas
A NYSE enfatiza negociações 24/7 e liquidação instantânea, capacidades que não são exclusivas da blockchain. Sistemas centralizados existentes podem tecnicamente realizar essas funções. A resistência real não vem de limitações tecnológicas, mas dos interesses das estruturas intermediárias e parceiros comerciais existentes — essas instituições lucram com os horários de negociação e ciclos de liquidação atuais.
Suspeitas devido à falta de detalhes
Mais intrigante ainda é o sigilo da NYSE sobre detalhes essenciais. Segundo as últimas notícias, o plano ainda não revelou informações como:
Considerando que o projeto “ainda aguarda aprovação regulatória”, essa falta de detalhes parece pouco profissional.
Conflito fundamental entre modelo de negócio e conceito
Esta é a parte mais interessante. A vantagem central de uma blockchain pública não é a eficiência de banco de dados, mas o acesso global sem permissão e uma arquitetura financeira semelhante a ativos anônimos. Contudo, a NYSE mantém uma estrutura de mercado “restrita a corretoras qualificadas”. Isso significa que ela quer a fachada tecnológica da blockchain, mas abdicar do seu aspecto mais valioso — a descentralização.
Divergências na opinião do setor
Curiosamente, há uma divisão clara na visão sobre o projeto:
Otimistas
CZ, fundador da Binance, afirma que isso “é benéfico tanto para criptomoedas quanto para plataformas de negociação cripto”. Carlos Domingo, CEO da Securitize, subsidiária da BlackRock, considera que é uma “oportunidade sem precedentes”, pois possibilita negociações de ações tokenizadas nativamente na blockchain, sem intermediários ou derivativos.
Céticos
A crítica de Omid representa uma visão contrária — o projeto pode ser apenas uma aplicação superficial do conceito de blockchain na finança tradicional, sem inovação real.
Questão essencial: inovação ou mera embalagem?
A crítica de Omid captura o ponto-chave. O plano da NYSE parece uma questão de escolha:
A NYSE parece querer os dois ao mesmo tempo, o que é exatamente o núcleo do que Omid chama de “embalagem de conceito” — usar o nome blockchain para fazer negócios tradicionais.
Resumo
A controvérsia não é sobre tecnologia, mas sobre filosofia. O plano de tokenização da NYSE representa uma transformação real do financeiro tradicional para a blockchain, ou é apenas uma estratégia de marketing? Embora a crítica de Omid seja contundente, ela aponta uma verdade difícil de ignorar: se a NYSE optar por manter sua estrutura de controle e modelo de negócio atuais, a propriedade de blockchain do projeto será apenas formalidade, não essência. Talvez seja por isso que há tamanha divergência de opiniões na indústria — porque, na verdade, estão discutindo duas questões diferentes.