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Recentemente, reparei numa coisa interessante — muita gente pensa que a moeda mais cara do mundo é algum tipo de libra europeia ou franco, mas na verdade não é bem assim. O dinar kuwaitiano está, simplesmente, noutro nível: cerca de 3,26 dólares por cada moeda. São números mesmo absurdos para a moeda de um país pequeno, mas, se pensarmos bem, faz sentido — o petróleo resolve tudo.
Olho para as cotações e vejo que, depois do dinar kuwaitiano, vêm o (2,65) de Bахрейн (Bahrain) e o риал (2,60) do Oман (Oman). Todos eles são do Персидского залива (Golfo Pérsico), onde a economia literalmente se sustenta em hidrocarbonetos. Depois disso, vem o dinar da Йордания (Jordânia) (1,41), que também está indexado ao dólar e mantém a estabilidade. E já aqui está a libra britânica (1,27) — esta é, de facto, uma moeda lendária, uma das mais respeitadas no comércio mundial.
A seguir, aparecem as cotações mais familiares para nós: o dólar das Ilhas Cayman (1,20), o euro (1,10) e o franco suíço (1,08). O próprio dólar, claro, é o padrão (1 para 1), e o dólar canadiano fecha o top-10 no nível de 0,75.
O que me surpreendeu foi isto: a moeda mais cara do mundo não tem de vir necessariamente de uma economia enorme. O dinar kuwaitiano prova que o valor de uma moeda depende mais dos recursos e da política de indexação ao dólar do que do tamanho do país. É interessante que uma cotação alta não signifique que lá seja mais barato viver — é apenas um reflexo da estabilidade económica e da procura pela moeda. É assim este paradoxo.