Já ouviu falar do James Zhong? A sua história é absolutamente louca, e honestamente, é o tipo de coisa que faz questionar tudo sobre segurança e sorte.



Então aqui vai: em 2012, o James descobriu uma vulnerabilidade no Silk Road, o infame mercado dark web. Exploitou uma falha simples, mas crítica: podia clicar várias vezes no botão de levantamento e retirar mais Bitcoin do que realmente tinha depositado. Parece quase demasiado fácil, certo? Mas foi exatamente isso que ele fez. Com o tempo, desviou 51.680 BTC. Na altura, isso valia talvez 700.000 dólares. Não era uma quantia que mudasse vidas na altura. Mas ele simplesmente... manteve-os.

A parte louca? Guardou essas moedas numa lata de pipocas. Uma lata literal de Cheetos com um computador de placa única dentro, contendo as chaves privadas. Durante quase uma década, ninguém soube de nada.

Antes de tudo isto, o James teve uma infância difícil. Os pais vieram da China para os EUA e lutaram bastante — a mãe dele trabalhava em turnos de noite como enfermeira, o pai fazia trabalhos esporádicos. Foi vítima de bullying na escola, era retraído, passava todo o tempo nos computadores. Mas era inteligente. Muito inteligente. Conseguiu uma bolsa HOPE, tinha boas habilidades de programação. Em 2009, descobriu o Bitcoin num fórum e percebeu imediatamente o potencial. Começou a minerar no portátil, fazia centenas de BTC por dia. Depois perdeu a carteira. Mais tarde recuperou a maior parte, embora tenha perdido 5.000 devido a uma falha no disco rígido.

Com o Bitcoin na mão pela primeira vez, James sentiu-se verdadeiramente rico. Foi aí que descobriu o Silk Road e aquela vulnerabilidade.

E aqui é onde fica interessante: depois de roubar essas moedas, viveu em grande estilo. Quero dizer, mesmo em grande. Hotéis de luxo, Gucci, LV, uma villa à beira do lago com um iate e jet skis. Alugou jatos privados, deu 10.000 dólares a amigos para compras em Beverly Hills. Vivendo o sonho.

Depois, em março de 2019, a casa dele foi assaltada. Foram roubados 400.000 dólares em dinheiro e 150 BTC. Ele ligou para o 911 em pânico, e essa chamada chamou a atenção do IRS. Começaram a investigar. Avançando para novembro de 2021 — o FBI e o IRS fizeram uma busca na casa dele na Geórgia. Encontraram tudo: cofres com barras de ouro e prata, bitcoins físicos, mais de 661.000 dólares em dinheiro, e aquela lata de Cheetos com as chaves de mais de 50.000 bitcoins.

A cereja no topo? Em 2021, esses 51.680 BTC valiam 3,4 bilhões de dólares. Mesmo com os gastos loucos ao longo de nove anos, ele tinha consumido menos de 1% disso.

Em julho de 2023, o James foi condenado a apenas 1 ano e 1 dia. Uma pena leve, porque ele se confessou voluntariamente, sem violência envolvida, e devolveu tudo. O advogado dele fez um ponto interessante: se o James não tivesse 'guardado' essas moedas, o governo teria leiloado em 2014 por cerca de $14 milhão. Em vez disso, por terem ficado guardadas nove anos, o governo acabou vendendo por cerca de $60K cada uma — ganhando mais de $3 bilhões.

É um lembrete louco de como a trajetória do Bitcoin tem sido absolutamente insana. E também mostra como uma vulnerabilidade e a decisão de uma pessoa podem ter consequências de bilhões de dólares.
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