Bitcoin de 80 mil dólares ainda tem suporte! A "base de ferro" parece estar surgindo, por que os traders ainda não se atrevem a comprar na alta?

Após a oscilação de sexta-feira passada, o Bitcoin voltou a se firmar acima da marca de 80 mil dólares.
No entanto, por trás dessa recuperação aparentemente forte, os observadores de mercado permanecem alertas:
Será que essa é uma forte quebra de resistência por parte dos touros? Ou uma “falsa movimentação” na tentativa de testar a pressão de venda superior?
Analistas de mercado apontam que, em comparação com a simples variação de preço, a estrutura de mercado do Bitcoin atualmente está carregada de tensões ocultas.
É inegável que o volume de compras à vista está se recuperando, e o fluxo de fundos para ETFs de Bitcoin continua a oferecer suporte.
No entanto, grande parte do impulso por trás dessa recente alta vem de traders de futuros com alta alavancagem, e não de uma demanda puramente de mercado à vista.
Isso torna a alta do Bitcoin mais vulnerável a impactos de notícias econômicas negativas, especialmente com a divulgação de dados de inflação iminente.
Compra ativa, mas estrutura “não saudável”
A corretora de formação de mercado com sede em Cingapura, Enflux, aponta que a forte demanda por ETFs e o volume de Bitcoin em baixa nas exchanges estão ajudando a estabelecer uma “base estrutural” mais sólida para o Bitcoin.
A empresa de análise on-chain Glassnode também afirma que, tanto no mercado à vista quanto no mercado de contratos perpétuos, os compradores estão se tornando mais ativos.
O problema é que essa lista de conquistas de alta não é exatamente bonita.
O momento de alta do mercado já mostra sinais de fadiga, enquanto a alavancagem continua a subir, e a taxa de financiamento indica que a demanda de hedge dos vendedores ainda persiste.
Em outras palavras, os traders ainda estão aproveitando a recuperação para se proteger, ao invés de abraçar completamente essa onda de alta.
Nos últimos 30 dias, o Bitcoin acumulou uma valorização de 13,4%, e atualmente oscila perto de 81 mil dólares.
A divulgação do relatório de empregos não agrícola, que superou as expectativas na semana passada, deveria ser um símbolo de economia forte, mas, sob a sombra de uma possível postergação do corte de juros pelo Federal Reserve, virou uma âncora para o mercado.
Naquele dia, o Bitcoin caiu de 82 mil dólares e chegou a romper a marca de 80 mil, atingindo 79.743 dólares antes de se recuperar.
Análise da Enflux: “Se essa fosse uma quebra de resistência limpa, o Bitcoin deveria facilmente ultrapassar 80.700 dólares, mas o mercado à vista recuou primeiro. Isso mostra que a pressão de venda em torno de 80 mil dólares não é apenas uma linha no gráfico, mas uma resistência real e pesada.”
Se a preferência por risco no mercado realmente estiver se recuperando, por que o Bitcoin ainda não conseguiu uma quebra convincente?
Para responder a isso, a Enflux propõe um indicador de comparação bastante incomum, mas perspicaz: o mercado de relógios de alta gama em recuperação gradual, que talvez possa nos ajudar a entender os verdadeiros movimentos dos clientes de alta renda.
De acordo com os dados mais recentes do mercado secundário de relógios da Morgan Stanley, os preços dos relógios subiram ligeiramente 1,9% no primeiro trimestre, com 25 das 35 marcas monitoradas apresentando alta, indicando melhora na preservação de valor e na rotatividade de estoque.
O sinal por trás desses dados não é que o fluxo de dinheiro no mercado de criptomoedas esteja indo para relógios de marca, mas que, após uma longa fase de correção de preços, os compradores de alta renda estão voltando a investir naqueles ativos de risco com preços bem definidos, escassez e demanda fácil de avaliar.
Para o Bitcoin, essa é uma comparação desconfortável: se o apetite por risco no mercado de luxo está se descongelando, mas o Bitcoin ainda está hesitante perto de uma zona de resistência crítica, isso indica que, no processo de retorno de capital, as criptomoedas ainda não se tornaram a primeira escolha de investimento para os mais ricos.
Quem está dominando o mercado?
Dados de negociação da Glassnode mostram que, embora os compradores estejam mais ativos, ainda não há sinais suficientes para eliminar as dúvidas do mercado.
Um indicador-chave é a “Diferença acumulada de volume negociado” (Cumulative Volume Delta, CVD).
De forma simples, o CVD é usado para observar se o mercado está sendo dominado por “compradores ativos” ou “vendedores ativos”, além de refletir qual lado está liderando a direção do mercado.
A Glassnode aponta que o CVD do mercado à vista subiu de 42,4 milhões de dólares para 62 milhões de dólares, um aumento de 46,4%, indicando que os compradores estão mais dispostos a seguir o preço, ao invés de esperar uma queda para comprar barato.
Já o CVD de contratos perpétuos saltou de 110 milhões de dólares para 410,3 milhões de dólares, sugerindo que os traders alavancados também estão se posicionando mais a favor da alta.
Porém, o capital alavancado pode acelerar a alta, mas sua sustentação é muito menor do que a do volume à vista, e, se o clima de mercado mudar, as posições de futuros podem se inverter rapidamente.

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