Acabei de encontrar uma análise que mostra o quão massivo era realmente o patrimônio de Jeffrey Epstein – e quão obscuras permanecem as fontes por trás dele. Quando morreu em 2019, ele acumulou um império financeiro de cerca de 578 milhões de dólares. Mas aqui é onde fica interessante: a maior parte não veio de negócios tradicionais, mas de uma rede estreita de ultra-ricos.



O núcleo do patrimônio de Epstein baseava-se em duas principais fontes. Primeiramente, Les Wexner, fundador da Victoria's Secret e L Brands – um dos maiores magnatas do varejo nos Estados Unidos. Depois, Leon Black, da Apollo Global Management, uma das figuras mais poderosas do private equity. Esses dois homens injetaram juntos cerca de 370 milhões de dólares nas contas de Epstein ao longo de duas décadas – o que representava mais de 75 por cento de suas taxas totais. Wexner até transferiu para ele uma mansão de 56 milhões de dólares em Manhattan e lhe concedeu procuração sobre seu patrimônio. Em 2007, a relação terminou após surgirem acusações de desvio de pelo menos 46 milhões de dólares.

É nesse ponto que a coisa fica criminosa. Após o rompimento com Wexner e a crise financeira de 2008, Epstein encontrou uma nova fonte de renda: Black lhe pagou, de 2012 a 2017, cerca de 170 milhões de dólares, supostamente para planejamento tributário e de herança – sem contratos formais para muitos desses serviços. Black afirmou posteriormente que o conselho de Epstein lhe trouxe bilhões em valor. Ele também emprestou 30 milhões de dólares a uma empresa ligada a Epstein, que organizava voos para propriedades em ilhas.

Mas como o patrimônio de Jeffrey Epstein foi realmente protegido? Por meio de paraísos fiscais. Ele criou empresas como a Financial Trust Company nas Ilhas Virgens Americanas e utilizou um programa econômico local que reduzia seus impostos em 90%. Isso teria economizado mais de 300 milhões de dólares entre 1999 e 2018. Em 2022, sua herança teve que devolver 80 milhões de dólares após autoridades descobrirem que esses benefícios eram fraudulentos e financiavam sua rede de tráfico de pessoas. Black também pagou cerca de 62,5 milhões de dólares em 2023 como comparação.

Aqui o mistério aumenta: Epstein ganhou sozinho 127 milhões de dólares em 2004, incluindo 15 milhões pela conexão do JPMorgan com a Highbridge Capital. A lista completa de clientes permanece secreta. Mas, em 2025, o senador Ron Wyden revelou que o Departamento do Tesouro tinha documentado mais de 4.700 transações relacionadas a Epstein, no valor de 1,9 bilhões de dólares – distribuídas por vários bancos. O Departamento de Justiça teria ignorado essas provas financeiras.

O mais louco: o patrimônio de Epstein ainda não foi liquidado. Sua herança ainda possui ativos avaliados em 131 milhões de dólares e, em 2025, recebeu um reembolso de impostos de 112 milhões de dólares do IRS. Mais de 160 milhões de dólares foram distribuídos às vítimas, mas toda a rede e as conexões de elite que construíram esse sistema ainda não foram totalmente reveladas. O patrimônio de Jeffrey Epstein permanece um símbolo de crime financeiro oculto – e de como sistemas podem proteger bilionários.
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