Essa guerra no Oriente Médio estourou de vez, acordem, irmãos que ainda pensam em se proteger investindo em ações e criptomoedas.



Prezados senhores que investem, parem de sonhar com os manuais ultrapassados de uma década atrás! Antes diziam que quando o Oriente Médio entrava em guerra, o ouro e o petróleo decolavam. Desta vez, os EUA e o Irã realmente partiram para a troca de tiros, dando a todos uma lição sangrenta e prática. A velha lógica de proteção (hedge) simplesmente não funciona mais.

O acordo de cessar-fogo de 60 dias, que antes parecia certo, agora está destruído em pedaços. Os dois lados romperam relações de vez. O Estreito de Ormuz, a linha vital de energia do mundo inteiro, está prestes a explodir a qualquer momento. Muitos irmãos que apostaram pesado em proteção já estão perdendo rios de dinheiro no mercado.

Vamos analisar isso direito: o conflito fica mais perigoso a cada passo, sem nenhum sinal de alívio. No dia 27, um petroleiro panamenho foi atacado por um drone no Estreito de Ormuz, e isso foi o estopim para a guerra. Os militares dos EUA não aliviaram: no dia seguinte, bombardearam o sul do Irã, mirando especificamente depósitos de mísseis e drones. Foi uma retaliação clara, sem nenhum sinal de recuo.

A Guarda Revolucionária do Irã também não é mole. Em resposta, alvejaram diretamente quatro bases militares dos EUA no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. O governo do Bahrein já confirmou o ataque às bases. Além disso, o Irã fez ameaças severas, não descartando atacar todos os navios mercantes que passarem pelo estreito. Isso equivale a segurar diretamente o ponto nevrálgico do transporte global de petróleo. Trump, por sua vez, soltou ameaças ainda mais duras, prometendo fazer o Irã deixar de existir. Não há mais espaço para negociação entre os dois lados, e o acordo de navegação pelo estreito, que havia sido firmado, foi anulado.

Este é o confronto de maior escala e mais intensidade desde a assinatura do cessar-fogo. O conflito no Oriente Médio entrou diretamente em uma nova e mais perigosa fase. Olhando para o nosso mercado de investimentos, muitos não entendem: teoricamente, quanto mais intensa a guerra, mais os ativos de proteção deveriam disparar, mas a realidade é justamente o oposto.

A raiz do problema está na espada de Dâmocles do aumento dos juros do Federal Reserve (FED) pairando sobre o mercado. A pressão baixista (short) trazida pelas altas taxas de juros é dez vezes mais forte do que o benefício de curto prazo gerado pelo conflito geopolítico. Antes, quando um conflito local explodia isoladamente, o capital se refugiava brevemente no ouro; agora, com a expectativa de alta de juros sufocando o mercado, mesmo que o Oriente Médio pegue fogo, qualquer recuperação é fugaz. Os vendedores a descoberto (shorts) contra-atacam rapidamente e liquidam os pequenos investidores que compraram na baixa.

Mais grave ainda é a sobreposição de múltiplos riscos nesta semana. A volatilidade do mercado vai assustar qualquer um. No fim do mês, há o rebalanceamento concentrado de carteiras institucionais, a divulgação dos dados de emprego (non-farm payrolls) se aproxima, e ainda há a possibilidade de uma nova escalada na guerra do Oriente Médio a qualquer momento. Há grandes armadilhas tanto para posições compradas (long) quanto vendidas (short). Irmãos com posições pesadas e alavancagem no limite, cuidado, vão com calma.

Não coloquem tudo em ouro e petróleo apostando na escalada do conflito. A situação no campo de batalha muda num piscar de olhos, e as notícias negativas de política econômica pressionam fortemente o mercado. Não existe um mercado unidirecional. Investir é como comandar tropas: quem consegue preservar seu capital consegue lutar por muito tempo. Com ondas tão grandes agora, o certo é manter posições leves, observar e apertar os controles de risco. Não saiam se jogando de cabeça para resistir, acabando por perder até o último centavo.
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