Site do presidente do Quênia é invadido por hackers; resgate de 5 BTC, governo esclarece que não houve vazamento de dados

A linha de defesa de cibersegurança do Quênia enfrenta novamente um desafio grave. Segundo a Bitcoin.com, o site oficial do presidente do Quênia, William Ruto, foi alvo de um ataque cibernético em 18 de julho, quando hackers derrubaram o site por pouco tempo e exigiram um resgate de 5 BTC (bitcoins). O governo do Quênia já acionou com urgência um protocolo de resposta e também esclareceu publicamente que, até o momento, não há evidências de que qualquer dado sensível tenha sido vazado.
(Antecedentes: sócio da Dragonfly: o “fim do mundo” do DeFi não se concretizou; em 2026, o valor roubado anualizado foi de US$ 1,89 bilhão)
(Complemento de contexto: fundador da Robinhood faz live vazando frases de recuperação! Hackers fazem trade em Meme coins, com volume disparando para US$ 20 milhões)

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  • Resgatar 5 BTC, ameaçando publicar dados confidenciais
  • As autoridades bloqueiam com urgência e esclarecem que o sistema continua seguro
  • Infraestrutura nacional vira alvo recorrente, enfrentando ameaças na casa dos bilhões de vezes

A infraestrutura crítica de nível nacional voltou a se tornar uma presa dos hackers. Em 19 de julho de 2026, no horário de Taipei, segundo a Bitcoin.com, o site oficial do presidente do Quênia, William Ruto (president.go.ke), sofreu neste fim de semana um ataque cibernético descarado, elevando o nível de alerta do país para a segurança digital.

Resgatar 5 BTC, ameaçando publicar dados confidenciais

O caso ocorreu em 18 de julho (sábado). Os hackers conseguiram invadir e substituir o conteúdo normal do site do presidente, colocando diretamente na página inicial mensagens depreciativas e ofensivas direcionadas a Ruto. Além disso, os criminosos fizeram uma exigência final, exigindo que o governo queniano pagasse o resgate de 5 BTC (bitcoins) até o fim da noite do mesmo dia; caso contrário, divulgariam supostos dados confidenciais não especificados.

Diante do desafio significativo de o site do chefe de Estado ter sido atacado, a resposta do governo queniano foi bastante rápida. O secretário do gabinete do Ministério da Comunicação e Economia Digital, William Kabogo, confirmou que a Autoridade de TIC do Quênia já havia ativado imediatamente o protocolo de resposta à cibersegurança e, temporariamente, restringiu o acesso público ao site, para permitir que equipes profissionais conduzissem uma investigação completa de coleta de evidências.

As autoridades bloqueiam com urgência e esclarecem que o sistema continua seguro

Com o objetivo de acalmar a população e o público externo, Kabogo publicou em seguida um comunicado na plataforma de redes sociais X (ex-Twitter) ressaltando que: “No momento, não há evidências de acesso não autorizado a dados sensíveis, vazamento de dados ou perda. Os sistemas do governo e os serviços digitais seguem seguros e funcionando normalmente.”

No momento, a equipe técnica da State House do Quênia está trabalhando em estreita colaboração com o Conselho Nacional de Computadores e Crime Cibernético (NC4) e com parceiros externos de tecnologia, para efetuar os reparos necessários e restaurar o funcionamento do site, além de tentar identificar uma falha fatal na linha de defesa de segurança. Até a data de publicação desta matéria, o site ainda está offline.

Infraestrutura nacional vira alvo recorrente, enfrentando ameaças na casa dos bilhões de vezes

Na verdade, este já é o segundo ataque cibernético do Quênia, em apenas um ano, contra infraestruturas nacionais críticas. Ao revisitar novembro de 2025, o país também havia registrado um incidente grave, com vários sites de ministérios sendo alvo de um ataque coordenado.

O ambiente de cibersegurança cada vez mais deteriorado tornou-se um problema espinhoso para o governo queniano. Segundo um relatório divulgado pelo NC4 mais cedo neste ano, as infraestruturas críticas do Quênia receberam, em apenas três meses, ameaças cibernéticas de várias dezenas de bilhões de vezes. Este episódio de extorsão envolvendo bitcoins, sem dúvida, destaca novamente a urgência de acelerar a padronização dos padrões de investigação sobre crimes cibernéticos em todo o país e de elevar o nível de proteção em cibersegurança.

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