Por que, quanto mais pobre é a pessoa, mais ela deseja que alguém venha salvá-la neste mundo? Na verdade, não é que os pobres sejam preguiçosos; é que, quanto mais alguém vive em uma situação de escassez prolongada, mais fácil é surgir a expectativa de “salvação externa”. E aqueles que realmente mudam o rumo do destino, muitas vezes passam por uma transformação: de “quem pode mudar a minha vida?” para “como posso aumentar a probabilidade de eu mesmo mudar a minha vida?”. Isso, na verdade, também é uma mudança na posição cognitiva de uma pessoa. Então, o cerne da questão não é “por que os pobres esperam ser salvos?”, mas sim: quando alguém está por muito tempo em uma posição desfavorecida, ele consegue ainda construir a sensação de controle sobre o próprio futuro? Quem tem senso de controle, mesmo que esteja temporariamente pobre, procura caminhos; quem perde esse senso, mesmo tendo recursos, pode acabar esperando que outra pessoa decida a vida por ele.

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