Rodada 21 de sanções da UE bloqueia backdoors de cripto da Rússia! Mirando uma rede de pagamentos cripto de US$ 120 bilhões e 14 plataformas

A União Europeia publicou oficialmente o 21º pacote de grandes sanções contra a Rússia, ampliando de forma abrangente a repressão a tentativas de evasão de sanções por meio de criptomoedas. Conforme reportado pelo CoinDesk, este pacote de sanções mira a “A7 cross-border payment network”, responsável por processar transações de até US$ 120 bilhões, e também suas stablecoins, além de incluir 14 plataformas de serviços cripto no exterior na lista de proibição de transações. Além disso, a UE introduziu pela primeira vez um novo mecanismo que, no futuro, pode banir completamente provedores de serviços cripto de terceiros não pertencentes à UE que auxiliem a Rússia, sinalizando a determinação de atingir o “sistema financeiro vital” do país.
(Ponto de partida: A Duma Estatal russa decidiu hoje o projeto de lei sobre criptomoedas! Investidores de varejo compram 300 mil rublos, com entrada mais rápida em vigor em 1/9)
(Complemento de contexto: Aviso dos EUA: a Rússia planeja ações armadas contra a Polônia, para testar a determinação da OTAN de defesa coletiva)

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  • Mirando a rede de pagamentos de US$ 120 bilhões e as stablecoins
  • Inédito mecanismo de “bloqueio a terceiros” que deixa mais de cem instituições financeiras no prejuízo
  • Rebatendo a legalização das criptomoedas da Rússia

Enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia segue em um impasse, o uso de “porta financeira” via criptomoedas para burlar sanções internacionais pela Rússia está se tornando o principal alvo de ataque das nações ocidentais. Segundo o CoinDesk, a União Europeia (UE) já lançou oficialmente o 21º pacote de sanções em larga escala contra a Rússia. Desta vez, a iniciativa foca principalmente em redes de criptomoedas e provedores de serviços de ativos digitais, com o objetivo de cortar totalmente os canais alternativos de circulação de recursos da Rússia.

Mirando a rede de pagamentos de US$ 120 bilhões e as stablecoins

O ponto central dessas sanções é mirar a “A7 cross-border payment network (rede de pagamentos transfronteiriços A7)” e a stablecoin A7A5 emitida por ela, acusadas de ajudar especificamente a Rússia a burlar sanções. De acordo com dados da empresa de análise de blockchain Chainalysis, a rede já processou até agora um volume impressionante de quase US$ 120 bilhões em transações.

A UE não apenas aplicou sanções aos quatro alvos designados ligados à rede A7, como também deu atenção especial à recente e agressiva expansão de sua “conexão com a África”. Ao mesmo tempo, a proibição de transações foi ampliada para 14 plataformas cripto não identificadas, que estão distribuídas em locais como Geórgia, Emirados Árabes Unidos (UAE), Panamá, Ilhas Marshall, Quirguistão e Bielorrússia.

Inédito mecanismo de “bloqueio a terceiros” que deixa mais de cem instituições financeiras no prejuízo

Para impedir completamente brechas, a UE, no 21º pacote de sanções, introduziu pela primeira vez uma ferramenta nova e altamente ameaçadora. Este novo mecanismo dá à UE o poder de, no futuro, proibir completamente qualquer entidade da UE de fazer negócios com “provedores de serviços de criptoativos de países não pertencentes à UE (países terceiros)” que auxiliem a Rússia.

O alto representante para Assuntos de Política Externa e de Segurança da UE, Kaja Kallas, destacou em comunicado: “Nós atingimos mais de cem bancos e operadores de cripto, mais de 40 navios de uma suposta frota russa de ‘sombra’ e algumas refinarias dos dois países, Rússia e Bielorrússia.” Além da repressão a ativos digitais, a UE também congelou os bens de 94 bancos e das principais instituições financeiras, e estendeu a proibição de transações a mais 33 instituições de crédito e financeiras russas.

Rebatendo a legalização das criptomoedas da Rússia

Analistas observam que o momento da ação da UE é altamente direcionado. Apenas três dias antes da divulgação das sanções, a Duma Estatal russa aprovou a primeira legislação abrangente do país sobre regulamentação de criptomoedas, com o objetivo de estabelecer uma estrutura legal para exchanges, custodiante e provedores de ativos digitais, com a maior parte das regras prevista para entrar oficialmente em vigor em 1º de setembro de 2026.

Já em abril de 2026, antes mesmo disso, a UE havia lançado um pacote de sanções que foi descrito como o “maior em dois anos”, e alertou que a Rússia está cada vez mais dependendo de criptomoedas para liquidações internacionais. À medida que a Rússia tenta legalizar e normalizar transações com criptomoedas para contornar o sistema financeiro internacional, a disputa entre UE e Rússia no campo da guerra financeira digital deve se intensificar nos próximos meses.

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