Perdas de uma carteira quente “Triple-A” foram revisadas, subindo de US$ 9,3 milhões para cerca de US$ 11,8 milhões.


Por enquanto, não vamos discutir quem são os atacantes.
Vamos apenas olhar a linha do tempo.
O investigador on-chain Specter inicialmente identificou várias transferências de saída anormais, estimando que as perdas superavam US$ 9,3 milhões. A PeckShield, em seguida, rastreou um endereço de consolidação, no qual chegou a haver cerca de 5.226 ETH, que na época valiam cerca de US$ 9,73 milhões.
Depois, as perdas de outras redes foram somadas.
Inclui Bitcoin, TRON, Polygon, Arbitrum, Solana e TON. A estimativa consolidada subiu para cerca de US$ 11,8 milhões.
O que precisa ser explicado não é o valor.
É a “porta de entrada”.
De acordo com a divulgação do Specter, mais de 30 horas após as primeiras grandes transferências de saída anormais, ainda havia novos depósitos entrando na carteira quente relacionada, e eles continuaram a ser enviados para o mesmo endereço de consolidação.
Se essa linha do tempo estiver correta, o problema não é apenas uma chave privada comprometida.
Também envolve, após a ocorrência do incidente, por que não houve uma pausa imediata nos depósitos, nem isolamento de endereços ou mudança do caminho de consolidação.
Seguindo as regras, damos voz ao Triple-A.
A empresa afirma que os fundos dos clientes não foram afetados. A perda da carteira quente também não implica necessariamente perda de ativos dos clientes; a plataforma pode ter adiantado com sua própria liquidez, ou pode isolar o saldo dos usuários das carteiras operacionais.
Atualmente, não há documentação de auditoria completa que comprove a existência de um déficit nos saldos dos clientes.
Então não dá para escrever “fundos dos clientes foram roubados”.
Mas “os fundos dos clientes não foram afetados” continua sendo uma declaração da empresa que precisa ser verificada, não uma conclusão automaticamente provada por dados on-chain.
O que será necessário avaliar agora são quatro pontos:
lista completa de endereços afetados.
o horário em que a primeira saída anormal foi identificada.
o momento em que a plataforma realmente pausou os depósitos.
quem arcará, no fim, com os US$ 11,8 milhões.
O ataque, quando ocorre, é um problema de segurança.
Enquanto o ataque estava em andamento, ainda entrou dinheiro novo — isso é um problema de resposta.
O primeiro pode vir de uma vulnerabilidade.
O segundo exige uma linha do tempo completa.
Por enquanto, há incerteza.
Faltam endereço, comunicados e relatórios de auditoria.
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